Nos estudos realizados por pesquisadora da UEA foram analisados a casca e o caroço do cupuaçu, as cascas da macaxeira, urucu, coco, entre outros
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| Casca e caroço do cupuaçu estão sendo estudados para a produção de biocombustível e adubo orgânico |
Três
enzimas que podem ser utilizadas na produção de biocombustível foram
identificadas no projeto “Prospecção de cepas fúngicas amazônicas para
aproveitamento de subprodutos da cadeia produtiva de biodiesel visando
compostagem e produção de biocombustível de segunda geração”.
O
trabalho conseguiu identificar três linhagens de enzimas que podem ser
utilizadas na produção de bioetanol e na compostagem (adubo orgânico).
Os
resultados da pesquisa foram apresentados durante o Seminário de
Avaliação Parcial do Programa de Biocombustíveis (Biocom), o qual conta
com investimentos de R$ 3 milhões, sendo R$ 1,5 milhão do Governo do
Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas
(Fapeam), e R$ 1,5 milhão via Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico (CNPq).
Conforme
a diretora-presidenta da Fapeam, Maria Olívia Simão, o seminário
constitui uma ferramenta de avaliação dos investimentos feitos pelo
Governo do Estado nos seis projetos aprovados por mérito pela FAP.
Segundo
ela, o objetivo é avaliar o andamento das pesquisas, promover a
interação com outros pesquisadores das outras regiões, com Sul, Nordeste
e Sudeste que desenvolvem trabalhos na área de biocombustíveis.
“Ninguém
cresce em termos científicos sem passar por esse tipo de reflexão,
sejam seminários parciais e finais. Na Amazônia, existem várias
potencialidades que precisam ser exploradas em prol das comunidades
isoladas, de forma a gerar energia elétrica. A área de biocombustíveis
precisa avançar no Estado com qualidade nas pesquisas”, enfatizou.
A
pesquisa é um avanço, conforme Simão, obtido por meio de projetos como o
da pesquisadora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Antônia
Queiroz Lima de Souza, que conseguiu identificar microorganismos
produtores de enzimas (endoglucanases, xilanase e pectinase) que podem
ajudar na degradação de resíduos, os quais podem ser utilizados como
adubo orgânico e na indústria alimentícia e de celulose (clareamento de
sucos e de papel).
Com investimentos
da ordem de R$ 264 mil, o projeto iniciou em janeiro de 2011 e está
sendo desenvolvido com o apoio do Departamento de Química da
Universidade Federal do Amazonas (Ufam), do Instituto de Física da
Universidade de São Paulo de São Carlos (USP) e Universidade de Granada
(Espanha).
Pesquisa
Segundo Queiroz, a pesquisa analisou dez tipos de resíduos da região, dentre eles a casca e o caroço do cupuaçu, a casca e a semente do maracujá, as cascas da macaxeira, urucu, coco e o bagaço de cana de açúcar.
Segundo Queiroz, a pesquisa analisou dez tipos de resíduos da região, dentre eles a casca e o caroço do cupuaçu, a casca e a semente do maracujá, as cascas da macaxeira, urucu, coco e o bagaço de cana de açúcar.
Os
levantamentos foram realizados nos municípios de Maués (resíduos de
guaraná), Barcelos e Eirunepé e os testes foram realizados no
laboratório da UEA.
“Os testes
demonstraram que os resíduos de urucu são bons para produção de celulase
(enzimas). Em relação à pectinase, os resíduos de cupuaçu foram mais
satisfatórios, o que era esperado, uma vez que a casca de cupuaçu é rica
em pectinas. Ou seja, produz mais pectinas para ser degradado”,
informou.
Isso significa que
determinados microorganismos podem ajudar a diminuir o tempo levado no
processo de compostagem. “Normalmente, o processo leva dois anos, mas
podemos diminuir para seis meses, como ocorreu na Universidade de
Granada”, afirmou.
Nos próximos três
meses, conforme a pesquisadora, iniciarão os testes para produção de
compostagem. A equipe espera fazer os primeiros testes em resíduos
agrícolas em campo no mês de janeiro de 2013. Pretende-se verificar em
quanto tempo as enzimas levarão para degradar a biomassa vegetal.
“Concluída essa fase, a tecnologia será ensinada aos agricultores”, finalizou.

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