Eles alegam que a audiência para tratar do tema não teve a devida divulgação e a população atingida, por exemplo, pelas desapropriações, tem dúvidas sobre o projeto
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| O documento foi protocolizado na tarde desta sexta-feira no Ministério Público Federal |
Vinte
e sete por cento das 223 pessoas que compareceram à audiência pública
realizada pela Prefeitura de Manaus, em 1º de setembro de 2011, para
discutir o projeto do Bus Rapid Transit (BRT), eram funcionários do
próprio executivo, segundo dados do Fórum Popular da Copa de 2014. O
dado foi embasado em lista, segundo representantes da entidade, cedida
pelo Ministério Público Federal (MPF).
Por
conta disso, representantes do Instituto Amazônico da Cidadania (Iaci) e
da Central de Movimentos Populares do Estado do Amazonas – ambos
integrantes do Fórum - protocolizaram, na tarde desta sexta-feira
(27/04), no MPF, documentos pedindo a anulação da audiência pública e do
processo licitatório para a implantação do sistema de transporte
composto por corredores exclusivos, ônibus articulados e bi-articulados,
o qual necessitará de 904 desapropriações para ser implantado.
A
alegação do grupo é de que menos de 36% dos presentes que participaram
da audiência eram membros da sociedade civil e que a audiência foi mal
divulgada, deixando os moradores dos bairros afetados pela obra com
dúvidas, já que a maioria não participou.
A
Lei das Licitações (Lei 8.666/1993) prevê em seu artigo 39, que “Sempre
que o valor estimado para uma licitação ou para um conjunto de
licitações simultâneas ou sucessivas for superior a 100 (cem) vezes o
limite previsto no art. 23, inciso I, alínea "c" (R$1,5 milhão), o
processo licitatório será iniciado, obrigatoriamente, com uma audiência
pública concedida pela autoridade responsável com antecedência mínima de
15 dias úteis da data prevista para a publicação do edital, e
divulgada, com a antecedência mínima de 10 dias úteis de sua realização,
pelos mesmos meios previstos para a publicidade da licitação, à qual
terão acesso e direito a todas as informações pertinentes e a se
manifestar todos os interessados”.
Mas,
Hamilton Leão, representante da Iaci, exemplificou a falha na
divulgação afirmando que os moradores das ruas Careiro e Januacá, ambas
no São José I, Zona Leste, não têm conhecimento nenhum sobre o processo.
“Amanhã haverá uma reunião, às 17h, no São José, na Escola municipal
Honorina Vasconcelos, para informar aos moradores sobre a representação e
levar um promotor para fomentar a discussão”, disse.
A
assessoria do MPF informou que ainda não houve tempo hábil para
analisar a documentação e que a mesma será encaminhada ao procurador
competente que analisará a demanda e a despachará em seguida, o que deve
ocorrer na próxima semana, após o feriado do Dia do Trabalhador (1º de
maio).
Segundo a assessoria da
Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), a prefeitura só se
manifestará a respeito do assunto quando foi acionada pelo MPF.

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