quarta-feira, 25 de abril de 2012

Relator do Código Florestal admite alterar texto se seu partido fechar com o Planalto

Apesar do adiantado da hora, Piau se diz otimista com possibilidade de se votar o projeto ainda hoje

Câmara dos Deputados, em Brasília
Câmara dos Deputados, em Brasília (divulgação/Hudson Fonseca)

O relator da reforma do Código Florestal na Câmara, o deputado federal Paulo Piau (PMDB-MG), admitiu na noite desta terça-feira (24) a possibilidade de mudar seu parecer e agradar ao governo federal, desde que haja acordo de seu partido com a base governista. O governo é contra a retirada da área mínima de preservação em margens de rios.
“Se houver tempo de alterar o relatório poderemos alterar, mas se não houver nenhuma acordo, claro que será apreciado o meu relatório”, afirmou o parlamentar.

Piau voltou a se reunir com os representantes da bancada peemedebista na Câmara, enquanto o presidente da Casa, Marco Maia, foi até o Palácio do Planalto onde conversa com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti sobre o tema.

Apesar do adiantado da hora, Piau se diz otimista com possibilidade de se votar o projeto ainda hoje.
O texto do Código Florestal está na Câmara dos Deputados para ser apreciado e votado. O relator, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), pode suprimir partes do texto que foi aprovado no Senado, voltar ao texto que já tinha sido aprovado na Câmara em maio de 2011 ou alterar apenas a redação do projeto de lei.
Ambientalistas são unânimes ao dizer que o texto do Senado é melhor do que o aprovado anteriormente na Câmara por estabelecer cultivos permitidos em áreas de proteção ambiental além de delimitar áreas de proteção mais claramente. O receio é o relator voltar com aspectos prejudiciais ao meio ambiente presentes no texto da Câmara, o que Piau já sinalizou em seu site que fará. Como pontos cruciais como o perdão de multas para desmatadores e regras que permitiriam um maior desmatamento não podem ser totalmente alterados. Os ambientalistas defendem o veto do projeto pela presidente Dilma Rousseff, o que foi prometido na época das eleições pela então candidata petista.


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