Além das casas e
casebres submersos pela cheia, os pequenos criadores da comunidade de
Autaz-Mirim, em Autazes ( a 118 quilômetros de Manaus-AM) estão
preocupados em manter o gado devido ao alto preço da ração, vendida a R$
27, a saca
![]() |
| Com a cheia rebanho pode morrer por doenças, atolado ou asfixiado com o sangue da língua arrancada pelo peixe pirarucu-boia |
O
temor pela perda do rebanho já preocupa os o pequenos criadores da
comunidade de Autaz-Mirim, em Autazes (a 118 quilômetros de Manaus-AM),
em conseqüência da ausência de ração de farelo de soja, que serve como
complemento alimentar durante o tempo em que o gado permanece nas
pastagens artificiais e que está sendo vendida a R$ 27,00, preço
considerado muito alto pelos pequenos criadores de gado da cidade.
De
acordo com o pecuarista Pedro Américo da Silveira Nobre, em
Autaz-Mirim já se sabe que faltam apenas 10 cm para que a enchente
deste ano seja comparada à de 2009, entretanto ele lamenta que pequenos
criadores da cidade ainda não tenham recebido o subsídio da ração de
soja que serve para ajudar a manter o rebanho no período de cheia.
Ele
explica que é urgente essa ajuda devido à complexidade em manter vivo o
rebanho no período de março até junho quando inicia o verão.
Durante
as grandes cheias o gado é retirado das várzeas e levado para a terra
firme. Entretanto, como em terra firme as pastagens são insuficientes,
os donos dos gados são obrigados a colher os capins das beiras dos
rios para ajudar na alimentação. Mesmo assim as canaranas são
insuficientes, fazendo com que os criadores necessitem da ração de soja
para complementar a alimentação das reses.
Por
outro lado, o pecuarista explica que com a chegada do verão, em junho,
a vida dos animais também começa a complicar, porque mesmo em terra
firme, o pasto seca e o gado começa a padecer com doenças.
Em
junho, como as várzeas ainda estão submersas os animais precisam sair
em busca da alimentação – capins flutuantes – sempre correm o risco
de morrerem atolados na lama ou asfixiados com o sangue da língua que
é devorada pelo peixe pirarucu-boia, além dos ataques de cobras e
jacarés.
Nobre
reafirma que é urgente a ajuda da ração pois calcula que se for
deixada para junho, o rebanho já poderá estar em
sofrimento, enfraquecido. “O certo seria a Prefeitura se deslocar com o
alimento até à fazenda e vender a ração com um parâmetro de cota que
corresponda as condições de cada produtor”, sugere o pecuarista.

Nenhum comentário:
Postar um comentário