A BVRio abriu inscrições para quem possui áreas de floresta preservada e pretende comercializar seus créditos florestais no mercado
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| Área desmatada em Mato Grosso para a plantação de soja |
Proprietários
de áreas rurais que possuem áreas florestais abaixo do exigido pelo
Código Florestal Brasileiro poderão ter um recurso para compensar a não
recuperação da cobertura vegetal: a compra de Créditos de Reserva Legal
(CRLs) da Bolsa Verde do Rio de Janeiro (BVRio).
A
BVRio abriu inscrições para quem possui áreas de floresta preservada e
pretende comercializar seus créditos florestais no mercado ainda
informal. Os créditos podem ser usados por proprietários de áreas rurais
para se enquadrarem à legislação.
A
legislação florestal brasileira exige que proprietários rurais conservem
parte da cobertura vegetal original, conhecida como reserva legal. O
tamanho dessa reserva varia de acordo com o bioma. Na Amazônia, pode
chegar a 80% da propriedade, dependendo do tamanho do terreno.
Segundo
a bolsa, a legislação florestal possibilita que a obrigação de Reserva
Legal seja cumprida por meio das chamadas “cotas de reserva florestal”
ou “cotas de reserva ambiental”.
A
BVRio deve intermediar esse comércio de créditos florestais e a
negociação entre produtores que querem compensar o desmatamento e
proprietários de áreas preservadas. A intenção da BVRio é movimentar
esse novo mercado, já que essa prática é mais simples do que recuperar,
de fato, as áreas degradadas.
"A
BVRio está iniciando um sistema de registro de intenções de compra e
venda de CRLs, permitindo a participantes adquirir melhor conhecimento
do mercado antes de decidirem participar", informou a BVRio. O segundo
passo será o lançamento de contratos de criação e venda de CRLs.
A
BVRio informou que também pretende promover a comercialização dos
créditos de carbono, que está entre os principais temas pautados para os
debates da conferência Rio +20, que acontece entre os dias 20 e 22 de
junho deste ano, no Rio de Janeiro.

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