quinta-feira, 24 de maio de 2012

Cheia prejudica estaleiros em Manaus, diz o Sindnaval

Com a cheia, cerca de 40 estaleiros perderam carreira – trilho para construção e reparo naval, e área, comprometendo seriamente a construção de novas embarcações, reparos, e os empregos e pagamento de financiamentos

Cheia dos rios prejudica atividades de estaleiro em Manaus, segundo sindicato
Cheia dos rios prejudica atividades de estaleiros em Manaus, segundo sindicato (WALTER MENDES/ARQUIVO ACRÍTICA)

Os estaleiros de reparo e com poucas áreas são os que mais estão sofrendo com a cheia, segundo o presidente do Sindnaval, Matheus Araújo. “A situação está tão crítica quanto dos ribeirinhos”, disse o dirigente.
Com a cheia, cerca de 40 estaleiros perderam carreira – trilho para construção e reparo naval, e área, comprometendo seriamente a construção de novas embarcações, reparos, e os empregos e pagamento de financiamentos. “Os estaleiros de reparo estão quase todos parados, com exceção dos que têm dique seco (balsa flutuante para fazer embarcação)”, disse Matheus.
A maioria dos estaleiros com problema está nas margens dos igarapés do São Raimundo, Educandos, Quarenta e rio Negro, como no bairro Colônia Antônio Aleixo. Entre os mais afetados estão o Bibi, Bering, Estaman, F. Barbosa, Ponta Branca, Santo Antônio, Bons Amigos e Enchova.
Para o Sindnaval, a grande cheia deste ano mostrou que ela será uma constante e que o setor precisa o quanto antes da implantação do projeto do polo naval, no Puraquequara. Antes o tempo entre um a grande cheia e outra era de dez anos e agora reduziu para três.
“Estamos aguardando retornar com o governador Omar Aziz e depois ele deve se encontrar com a presidente Dilma Rousseff para que o projeto possa ser incluído no PAC 2. A princípio ele vai demandar R$ 250 milhões”, disse Matheus.

ACRITICA

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