Áreas alagadas viram trilhas para jipeiro no Amazonas
O fotógrafo Gilberto Graciliano fez manobras com seu jipe em ponte atingida pela enchente, na Zona Oeste de Manaus (AM)
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| Gilberto Graciliano mergulhou com seu jipe em ponte atingida pela enchente, na Zona Oeste |
Um
grupo de amigos em busca de aventura. É assim que os jipeiros dos
“Lameiros de Manaus” se definem. A vontade de sentir a adrenalina na
pele é tão grande que nem mesmo a cheia recorde do
Amazonas foi capaz de intimidar um desses motoristas audaciosos, que
nesta quarta-feira (23), resolveu desafiar a natureza e passou com seu
jipe por uma ponte totalmente tomada pela enchente, no Tarumã, Zona
Oeste de Manaus.
“Este
era o caminho para as nossas trilhas, mas com a cheia se transformou em
um ótimo lugar para realizarmos manobras e testarmos os nossos carros,
por isso hoje eu decidi encarar mais esta aventura”, disse Gilberto
Graciliano.
Antes de mergulhar com
o seu jipe, uma Toyota azul totalmente adaptada, o jipeiro fez o
reconhecimento do local para evitar qualquer tipo de problema durante a
sua passagem. Em seguida, subiu no carro e sem nenhuma dificuldade
completou tranquilamente o “percurso”.
Depois
de mais esta aventura, Gilberto Graciliano que também é fotógrafo,
saiu das águas sob aplausos dos companheiros e disse que apesar de já
estar acostumado com este tipo de manobra não deixou de sentir um
friozinho na barriga.
“Eu
sabia que não teria dificuldades, mesmo assim confesso que a adrenalina
foi a mil, afinal sentimos uma sensação diferente a cada nova
“brincadeira”, afirmou Graciliano. Ele disse ainda que este tipo de
aventura só deve ser praticado por profissionais.
"É
importante ressaltar que o meu carro foi preparado e que mesmo com toda
a minha experiência em trilhas radicais ainda contei com o auxilio de
uma pessoa que ficou me dando instruções durante o mergulho, isto é uma
brincadeira, mas só deve ser praticada por quem realmente sabe o que
está fazendo”, concluiu.
O
Grupo “Lameiros de Manaus”, que existe há dois anos, desenvolve um
trabalho social com as crianças das comunidades vizinhas da capital do
Amazonas. A turma também se coloca à disposição da Defesa Civil para
levar roupas e mantimentos até as áreas mais afetadas pela enchente do
rio Negro, em Manaus. 
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