Um total de 62 indicadores relacionados às dimensões ambiental, social, econômica e institucional foram avaliados na pesquisa, mostrando tanto ganhos, quanto perdas
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| Conforme os dados do IBGE, entre 2009 e 2011, a área desmatada na Amazônia passou de 741,6 mil para 754,8 mil km² |
Às
vésperas dos 115 chefes de Estado e de Governo se reunirem na
Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável
(Rio+20), no Rio de Janeiro, para discutirem entre outras coisas, a
preservação dos recursos naturais, em meio ao desenvolvimento econômico,
o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou
nesta segunda-feira (18), a quinta edição dos Indicadores de
Desenvolvimento Sustentável (IDS 2012).
A primeira edição da pesquisa foi lançada em 2002.
Um
total de 62 indicadores relacionados às dimensões ambiental, social,
econômica e institucional foram avaliados na pesquisa, mostrando tanto
ganhos, quanto perdas.
No que diz respeito à questão ambiental, 20 indicadores avaliaram as qualidades das águas, terra e ar.
Em
relação à dimensão econômica, 12 indicadores dão conta de que houve um
aumento na reciclagem, bem como nas fontes não renováveis na produção de
energia, como o gás natural (de 8,7% em 2009 para 10,8% em 2010) e
carvão mineral e derivados (de 4,7% para 5,2%). Já a participação de
petróleo e derivados permaneceu estável, de 37,9% em 2009 para 37,6% em
2010.
Outros 21 indicadores que
avaliaram a dimensão social mensuraram a satisfação das necessidades
humanas, a melhoria da qualidade de vida e a justiça social.
Amazônia
De acordo com os dados do IDS-2012, a quantidade de focos de calor
referentes à queimadas e incêndios florestais, identificados pelos
satélites, em 2011, diminui em aproximadamente em 50%, em relação ao ano
anterior.
Enquanto em 2011, foram verificados 61.687 pontos, no ano de 2010 foram identificados 133.133 pontos.
A
concentração mais extensa e recorrente ocorre no “Arco do
Desflorestamento e das Queimadas”, ao sul e leste da Amazônia Legal -
Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, Maranhão
(oeste) e Mato Grosso.
A partir do
ano de 2004 observa-se uma tendência de queda no desflorestamento da
Amazônia como um todo, com oscilações em alguns estados.
Desde 2004, a área desflorestada anualmente caiu de mais de 25000 km² para menos de 10000 km² atualmente.
Apesar dessa redução nos últimos anos, a área desflorestada se aproxima hoje dos 20% da área florestal original da Amazônia.
Espécies ameaçadas
Ao
menos 627 espécies da fauna brasileira estão ameaçadas de extinção,
revela a pesquisa, metade delas “vulnerável”, ou seja, com risco de
extinção na natureza, a médio prazo. Aves, peixes de água doce e insetos
são os grupos de maior risco: 160,142 e 96 espécies ameaçadas,
respectivamente (dados de 2005). A flora possui 461 espécies ameaçadas.
As espécies arbóreas são as mais vulneráveis, pois, além do desmatamento
e das queimadas, o crescimento relativamente lento dificulta a
recuperação natural da destruição provocada pela atividade madeireira.
A
Mata Atlântica apresenta o maior número de espécies da flora e da fauna
ameaçadas de extinção (275 e 269, respectivamente), seguida pelo
Cerrado (131 da flora e 99 da fauna) e pela Amazônia (118 espécies da
fauna e 24 da flora).
*Com informações do IBGE

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