No Dia Internacional da Prostituta, sábado, A Crítica abre série de reportagens que mostra diferentes aspectos dessa atividade
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| Em Petrópolis, Zona Sul, moradores cobram a reforma da unidade educacional que funciona onde um dia foi o "Maria das Patas" |
Quem
tem mais de 50 anos e um pouco de curiosidade por história já ouviu
falar de cabarés famosos de Manaus que foram pontos de prostituição, mas
hoje têm outra utilização e não guardam qualquer vestígio do passado
boêmio. Neste sábado (2),em comemoração ao Dia Internacional das
Prostitutas, A CRÍTICA faz um passeio por estes lugares e mostra que
destino tomou cada um.
Entre os mais
famosos, tem-se o “La Hoje”, que funcionava onde está a Estação
Rodoviária de Manaus, na avenida Mário Ypiranda Monteiro, antiga rua
Recife. O “Verônica” deu lugar ao Millenium Shopping, na Constantino
Nery; o Acapulco Clube funcionou próximo ao Departamento Estadual de
Trânsito (Detran) e o Shangrilá, outro prostíbulo famoso, estava situado
nas imediações do Clube Sírio Libanes, na Constantino Nery. Já o
Saramandaia, famoso nos anos 80, foi demolido e o terreno abriga uma
instituição educacional.
Até os anos
60 do século passado, a zona urbana de Manaus ia até à antiga Bola da
João Coelho, hoje Constantino Nery, com o Boulevard, conta o motorista
de táxi Naldir Cavalcante, 67, na época chamado “chofer de praça”. O
motorista levava clientes ao Ângelus, prostíbulo situado nas
proximidades de onde está hoje o Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro.
Outro destino era o Piscina Clube, também muito frequentado. Hoje o
terreno do clube abriga o Posto 5, na Torquato Tapajós.
Novela Inspiradora
Nas
proximidades do Clube Municipal estava o “Bom Futuro”, conta o
motorista Naldir, citando ainda o “Saramandaia”, cujo nome foi inspirado
numa novela global. O Saramandaia ficava na Torquato Tapajós, nas
imediações do bairro da Redenção. Outros cabarés famosos foram o “Rosa
de Maio”, mais adiante da estrada da Cidade Nova; o “Forquilha”, na
estrada do Aeroporto. Na Ponta Negra, em plena área nobre da cidade,
existia o “Mansão das Blumas”, em frente ao bairro de Santo Agostinho.
Outra casa famosa era o Maria das Patas, no bairro de Petrópolis,
próximo ao 3º Distrito Policial (3º DIP). Hoje, no terreno, funciona
uma unidade educional da Prefeitura de Manaus.
Naldir
conta que, na época, essas casas eram chamadas de “puteiros” e foram
entrando na cidade porque não havia danceterias e esses locais eram
usados também pelos que gostavam de dançar e não necessariamente
contratavam um “programa” com as prostitutas.

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