Enquanto alguns pedagogos alegam que a ferramenta promove o plágio de pesquisas, outros dizem que ela é indispensável
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| O uso da Internet nas salas de aula está cada vez mais comum e a implantação da banda larga na escola faz parte da política educacional do Governo Federal |
Ferramenta
a cada dia mais difundida e procurada pelos estudantes, a Internet
ainda divide opiniões de professores e pedagogos, quando o assunto é o
seu uso em ambiente escolar.
Pedagogos
afirmam que Internet na escola pode funcionar como “faca de dois gumes”
porque há estudantes que usam a rede como ferramenta de acesso ao
conhecimento e à formação, enquanto outros a usam sem senso crítico e
como “fonte de plágio” para muitos trabalhos acadêmicos.
É
o caso do pedagogo Nilton Carlos, que afirma que a informação é rápida e
fácil, mas “muita coisa não se aproveita”. “A tecnologia está aí, mas
nada substitui o senso crítico que deve ter um estudante. A Internet tem
milhões de conteúdos, mas a conclusão final deve ser a do aluno”,
ressaltou.
Ainda segundo ele, muitos
estudantes, ao realizar atividades de pesquisa, utilizam apenas uma
fonte. “Muitos alunos não tem sequer a preocupação de verificar se um
texto ou conteúdo é verdadeiro. Então, citam esse conteúdo como
fundamento da pesquisa. Isso deve ser evitado”, disse o pedagogo.
Ensino conectado
Para a pedagoga da Escola Estadual Ângelo Ramazzotti, Zona Centro Sul, onde funciona o programa Banda Larga na Escola, Eneida de Albuquerque, o uso da Internet nas escolas é fundamental para o aprendizado.
“Diante
do perigo de plágio e cópias descaradas, está o nosso papel de
educadores, para que os trabalhos sejam planejados com rigor e
originais. Então, o aluno vai pensar duas vezes antes de tomar uma
atitude ilícita”, frisou Albuquerque.
Eneida
destacou, também, que os estudantes não podem viver desconectados das
redes. “Formamos cidadãos que devem estar conectados com o mundo e
precisamos aliar o conteúdo de sala de aula com o que acontece fora da
escola”, concluiu.
O coordenador
estadual do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo),
Rinaldo dos Santos, afirmou que a Internet é um subsídio que complementa
o conteúdo dos livros. “Aproximadamente 200 mil estudantes e mais de 10
mil professores, em municípios de Presidente Figueiredo, Iranduba e
parte de Manacapuru, além de Manaus, são contemplados com o programa
federal Banda Larga na Escola. Em outros municípios, o programa está em
fase de implantação”, informou.
Benefício a 319 mil instituições
Segundo
dados da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), o
programa federal Banda Larga nas Escolas já beneficiou 37 mil
instituições municipais, 24 mil escolas estaduais e 258 unidades
federais espalhadas por todo o País.
As
escolas estão conectadas em velocidades acima de 2 Megabits por segundo
(Mbps) e, em alguns casos, a velocidade da conexão chega a até 10 Mbps.
Pelo
programa, as escolas públicas urbanas de ensino fundamental e médio
terão acesso gratuito à Internet, em banda larga, durante 24 horas por
dia, até 2025.
Com a assinatura do
termo aditivo ao contrato de concessão de exploração do serviço de
telefonia fixa, as operadoras autorizadas substituem a obrigação de
instalarem postos de serviços telefônicos (PST) nos municípios
brasileiros pelo compromisso de instalar a infraestrutura de rede
necessária para suporte da conexão à internet.

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