Com as experiências listadas neste artigo, você poderá passar por sensações estranhas e até mesmo ver cavalos galopando sobre as nuvens.
O cérebro é um órgão
fantástico e muito misterioso que ainda guarda segredos que a humanidade
não conseguiu decifrar. É possível ficar maluco só de pensar que todos
os nossos pensamentos e sensações não passam de descargas elétricas
minúsculas que alguns cientistas tentam decodificar.
Mas a ciência tem avançado e, recentemente, muitos mitos sobre o cérebro
acabaram caindo por terra. Além disso, é possível “hackear” esse órgão,
explorá-lo de maneira consciente e saudável para que ele possa, por
exemplo, ser turbinado.
E como ninguém é de ferro, há também algumas brincadeiras que podem ser
feitas para experimentar sensações estranhas, praticamente
alucinógenas.
As experiências a seguir foram retiradas de uma imagem compartilhada pelo site Boston.com
e, como as descrições estão em inglês, convém detalhá-las de maneira
mais compreensível. Aqui na redação, algumas pessoas testaram o
procedimento de Ganzfeld, mas não chegaram a ver cavalos galopando pelo
céu, infelizmente. Se você testar alguns desses “hacks”, não se esqueça
de deixar um comentário contando como foi.
1. O Experimento Ganzfeld
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| Bolinhas de ping pong e ruído branco causam alucinações (Fonte da imagem: Boston.com) |
Este é um procedimento muito curioso e utilizado, principalmente, em
pesquisas parapsicológicas. Por isso, ele tem sido rebatido por céticos
do mundo todo. Mas, independentemente de acreditar ou não em poderes
psíquicos, parece comum a ideia de que não custa nada tentar. Afinal,
tudo o que você precisa para realizá-lo é de um rádio, uma bola de ping
pong cortada ao meio e um pouco de fita adesiva.
Antes de começar, ligue o rádio sem sintonizar estações, ou seja,
deixe que ele emita o som de “fora do ar”, conhecido como ruído branco.
Depois, deite-se em um sofá ou cama e use as metades das bolinhas de
ping pong para cobrir seus olhos, fixando-as com a fita adesiva.
De acordo com a descrição do experimento, você deve sentir, dentro de
alguns minutos relaxando nessas condições, uma desorientação sensorial
pra lá de esquisita. Também são frequentes os relatos de alucinações,
como cavalos correndo sobre as nuvens e até mesmo a voz de parentes que
já faleceram.
Uma explicação para isso seria o fato de que a mente humana é
“viciada” em sensações. Dessa forma, quando você se priva dessas
sensações com a ajuda do rádio e da bolinha, o cérebro acaba inventando
algumas.
2. Binóculo, o novo analgésico do mercado
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| Poderá o binóculo substituir o Paracetamol? (Fonte da imagem: Boston.com) |
Recentemente, cientistas descobriram um novo analgésico.
Curiosamente, ele não vem em forma de pílula ou comprimido, mas é
produzido a partir de instrumentos ópticos. De acordo com uma pesquisa
da Universidade de Oxford, a dor pode aumentar ou diminuir de acordo
com o seu ponto de vista. E estamos falando, aqui, de um ponto de vista
literal.
O fato é que, ao machucar o dedo, por exemplo, você pode sentir um
alívio na dor ao observá-lo com um binóculo invertido, que dá a sensação
de afastar o dedo para longe. Porém, se você usar o binóculo na posição
correta, poderá ter a dor ampliada. E não é apenas um efeito
psicológico: de acordo com os médicos, o binóculo invertido também fez
com que o dedo apresentasse um inchaço menor.
3. O caso da mão de borracha
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| O cérebro acaba considerando a mão falsa como real (Fonte da imagem: Boston.com) |
Revire a caixa de brinquedos ou de fantasias do Dia das Bruxas do ano
passado e procure uma mão de borracha realista. Caso tenha encontrado, é
hora de um experimento, no mínimo, agoniante.
Sente em frente a uma mesa e, a seguir, esconda o seu braço e mão
dentro de uma caixa ou algo semelhante. Depois, posicione a mão de
borracha à sua frente, de maneira com que ela pareça ser a mão
verdadeira, do seu próprio corpo.
Depois, olhando fixamente para a mão de borracha, peça para que seu
amigo toque, no mesmo local, a mão escondida e a que está em seu campo
de visão. Depois de alguns minutos, você passará a achar que o membro
falso faz parte do seu corpo. E para ter certeza disso, combine com o
seu amigo, antes, para que, assim que ele sentir que o nível de realismo
passou a ser alto, ele tente esmurrar a mão falsa ou bater nela com um
martelo.
Automaticamente, você sentirá uma incontrolável vontade de tirar a
mão do caminho. Apesar de falsa, o cérebro começa a achar que aquela é a
mão verdadeira e que ela não deve ser machucada.
4. A ilusão do Pinóquio
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| E se o Pinóquio disesse "meu nariz vai crescer agora"? Seria mentira ou verdade? (Fonte da imagem: Boston.com) |
Todo mundo se lembra do Pinóquio, certo? O personagem principal do
livro de Carlo Collodi possuía um problema grave: bastava mentir para
que o seu nariz crescesse muito, denunciando que estava faltando com a
verdade. Pois saiba que, contando uma pequena mentirinha para o nosso
cérebro, também podemos ser Pinóquio por um período curto de tempo.
Para realizar esse experimento, basta posicionar duas cadeiras em
fila, uma em frente à outra. Sente-se na cadeira de trás e coloque uma
venda sobre seus olhos. Depois, peça para que uma segunda pessoa sente
na cadeira da frente. Assim que estiverem prontas, a pessoa vendada deve
tocar o próprio nariz e o nariz do amigo à frente, suavemente. Ao fazer
isso por cerca de um minuto, muitos entrevistados alegaram que tiveram a
sensação de que o nariz deles estava absurdamente longo.
5. As luzes de Purkinje
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| Luz do Sol e movimento rápidos das mãos pode render alucinações (Fonte da imagem: Boston.com) |
Esta é moleza e, para realizar, você só precisa de um dia ensolarado.
Feche os olhos e incline sua cabeça para encarar o Sol. Depois, mova a
sua mão de um lado para o outro em frente aos seus olhos fechados.
Dentro de alguns segundos, você deve começar a ver algumas imagens que,
com o passar do tempo, passam a ficar mais complexas e intrigantes.
Em laboratórios, cientistas adaptaram esse experimento com óculos que
emitem luzes a uma frequência determinada e descobriram que o efeito é o
mesmo de um curto-circuito no córtex visual do cérebro. Os efeitos
alucinógenos são, mais uma vez, o órgão mais incrível do corpo humano
tentado encontrar algum sentido e realidade nos estímulos que está
recebendo. Bacana, não?
Por: Felipe Arruda
Fonte: Bostom.com





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