De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 90% das pessoas em todo o mundo padecem ou irão padecer deste mal em algum momento da vida
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| No Brasil, levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe) estima que 138 milhões sofrem com o problema |
Toda
a sociedade, alguma vez na vida, deve ter sido acometida pela
tradicional dor de cabeça, cujo nome científico é cefaleia. Inesperada
pelo público, o incômodo, que vem em intensidade leve, moderada ou
forte, pode determinar rumos importantes da atividades diárias de uma
pessoa, fazendo até com que, em muitas vezes, seja impossível
realizá-las.
De
acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 90%
das pessoas em todo o mundo padecem ou irão padecer deste mal em algum
momento da vida. No Brasil, levantamento feito pela Sociedade Brasileira
de Cefaleia (SBCe) estima que 138 milhões de nativos sofrem com o
problema.
Porém,
muitos são os rumores que fazem com que a dor de cabeça seja vista de
diversas formas, que podem até fazer com que o indivíduo desconheça a
realidade funcional do sintoma, associando-o equivocadamente a outros
órgãos do corpo que talvez não sejam responsáveis pela dor de cabeça em
si. Isso pode, em muitos casos, retardar o diagnóstico de outras
doenças.
Para
esclarecer os mitos e verdades sobre a dor de cabeça, coletamos algumas
dicas do livro ‘Dor de Cabeça. O que ela quer com você?’, escrito pelo
Dr. Mário Peres e publicado pela Integrare Editora, para deixá-los
conscientes acerca do que pode ou não ser associado à cefaleia.
“Sinto dor de cabeça após comer chocolate. Há alguma relação entre o alimento e o sintoma?”
SIM
E NÃO – A composição do doce contém cafeína e uma substância chamada
feniletilamina, que influencia na calibração dos vasos sanguíneos, e, em
algumas pessoas, podem incitar momentos de enxaqueca. A dor de cabeça é
constantemente associada à ingestão de chocolate porque, na fase que
antecede a dor de cabeça, chamada de pródromo, sintomas como
sensibilidade ao barulho e à luz, assim como bocejos, se aproximam
trazendo a vontade de comer doces, em principal, o chocolate.
“Estou com uma dor de cabeça muito forte. Pode ser enxaqueca?”
NÃO
– A intensidade da dor de cabeça não pode ser tomada por enxaqueca
precipitadamente, sem diagnóstico médico. Há outras doenças que podem
oferecer altos níveis de intensidade da dor.
“Meus pais têm enxaqueca. Isso significa que terei também?”
NÃO
– A ocorrência da enxaqueca em seus familiares está mais ligada à comum
ocorrência da doença na população do que a fatores hereditários, até
porque a enxaqueca acomete 20% da população. Apenas a enxaqueca
hemiplégica familial, que traz a perda de força em um lado do corpo, é
de origem genética em sua totalidade.
“Estou com dor de cabeça. Ela pode vir do fígado ou do estômago?”
NÃO
– Esses órgãos não são causadores diretos da dor de cabeça. Depende
muito da sensibilidade da pessoa com dor, que pode percebê-la após
ingerir alimentos que contém bastante cafeína. Porém, as crises de
enxaqueca podem trazer consequentemente sintomas como enjoo, vômito e
indigestão, fazendo com que as pessoas a associem ao sistema digestivo.
“Não estou usando meu óculos. Vou ter dor de cabeça?”
NÃO
– Pelo menos, não as que vem constantemente e em intensidade muito
forte. Os esforços visuais só proporcionam dores de cabeça fortes em
portadores de astigmatismo, uma deficiência visual que apresenta a visão
fora de foco por conta da curvatura anormal da córnea. Não é adequado
associar ausência de óculos à cefaleia.
“Estou fazendo dieta por conta própria. Isso pode causar dor de cabeça?”
SIM
– A dor de cabeça pode vir à tona em casos de dietas projetadas de
forma incorreta, sem acompanhamento médico. Ficar sem comer por muito
tempo pode gerar dor de cabeça por hipoglicemia, que consiste na redução
de glicose no sangue.
“Enxaqueca não tem cura.”
SIM
– Ou melhor, não. Há tratamentos específicos para amenizar os sintomas,
a frequência, entre outros. Mas a enxaqueca é uma doença crônica e não
pode ser curada totalmente.

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