segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Economia: dicas para fazer o seu dinheiro sobrar

Especialista afirma que assumir as rédeas da vida financeira requer posição firme frente às tentações de consumo e disciplina para obedecer o orçamento mensal

Em palestra de duas horas, Marcelo Oliveira dará dicas para pessoas que querem mudar hábitos de consumo
Em palestra de duas horas, Marcelo Oliveira dará dicas para pessoas que querem mudar hábitos de consumo (Márcio Silva / A Crítica)
Fazer compras por impulso e se enrolar com as dívidas no cartão de crédito são situações rotineiras em muitas famílias brasileiras. Apesar de comuns, esses erros indicam que cada vez mais o consumidor perde o controle sobre os gastos e, consequentemente, vive pressionado pela necessidade de ganhar mais dinheiro.

No entanto, acertar a megassena ou (na pior das hipóteses) conseguir uma promoção na empresa não vai resolver o caos financeiro, a menos que o indivíduo decida mudar seus hábitos e adotar novos padrões de consumo. É o que afirma o sócio da corretora VIP Investimentos, Marcelo Oliveira.

No próximo dia 28, o especialista vai ministrar uma palestra na Bemol do Manauara Shopping, com o tema: “Finanças Pessoais: Assumindo o controle”. O evento é gratuito e direcionado aos consumidores.

“Antes de adotar um orçamento para controlar seu dinheiro, a pessoa precisa ter disposição para mudar sua rotina de consumo. Entrar no eixo exige sacrifício. Por isso, durante a palestra fazemos um trabalho forte de conscientização em relação às compras por impulso para que a pessoa identifique seus vícios”, afirma.

Marcelo ressalta que uma decisão firme de ajustar a vida financeira leva a uma nova postura no ato da compra. Segundo ele, duas perguntas precisam ser feitas: A primeira é “Preciso mesmo desse item?”. A segunda remete à necessidade de um controle simples: “Tenho como pagar por isso sem comprometer meu orçamento?”.

‘Ralos’ do dinheiro

O sócio da VIP Investimentos defende a elaboração de um orçamento objetivo, onde estejam descritas a receita líquida e os gastos, conforme a categoria: transporte, habitação, alimentação fora de casa, dentre outros.

A partir do registro das despesas, ele explica que será possível cortar os “ralos” do dinheiro e ter uma sobra de recursos no fim do mês. “Ralos são pequenos gastos diários que não são registrados. Eles fazem com que o dinheiro acabe antes do fim do mês”, alerta Oliveira.
O ideal é que o saldo mensal fique entre 20% e 30%, mas se a pessoa conseguir segurar 10% já é um bom começo.

PRISCILA MESQUITA

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