Dados do governo federal indicam que, em 2011, foram registrados 2.258 casos de coqueluche no Brasil. Desse total, 70% foram em menores de 1 ano. Em 2012, o número passou para 4.453 casos (aumento de 97%), sendo que 85% dos registros foram em menores de 6 meses
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| A imunização das gestantes quer garantir que o bebê já nasça com alguma proteção contra a doença |
Mulheres
grávidas vão passar a receber a vacina contra a coqueluche a partir do
segundo semestre deste ano. A inclusão da DTPa (vacina tríplice acelular
que protege contra difteria, tétano e coqueluche) ao calendário de
imunização da gestante quer garantir que o bebê já nasça com alguma
proteção contra a doença, evitando que a infecção ocorra antes dos 6
meses de idade.
Por meio de nota, o
Ministério da Saúde explicou que negocia com dois produtores
internacionais a aquisição das doses, com a possibilidade de
transferência de tecnologia. Outra estratégia do governo é alertar os
profissionais de saúde para que o diagnóstico da coqueluche seja feito
de maneira precoce e que o tratamento adequado com antibióticos seja
prescrito.
Ainda segundo a pasta,
países europeus e os Estados Unidos têm registrado aumento de casos da
doença desde 2010 – sobretudo entre crianças menores de 6 meses, que
ainda não estão protegidas por completo pela vacina pentavalente.
“Outro ponto a ser considerado é que nem a vacinação nem a infecção conferem imunidade a longo prazo. Infecções
em adultos podem acontecer. Por isso, a vacinação da gestante pode
também evitar que ela seja a fonte de infecção para o seu filho, no
período de vida em que ele ainda não esteja devidamente imunizado”,
informou o ministério.
Dados do
governo federal indicam que, em 2011, foram registrados 2.258 casos de
coqueluche no Brasil. Desse total, 70% foram em menores de 1 ano. Em
2012, o número passou para 4.453 casos (aumento de 97%), sendo que 85%
dos registros foram em menores de 6 meses.
Em
2011, 97,8% das crianças foram imunizadas contra a doença. Em 2012, a
cobertura vacinal chegou a 88,78% (dados preliminares até novembro). A
letalidade pela doença é baixa (2%). Em 2011, foram 56 óbitos. No ano
seguinte, 74 mortes foram registradas.

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