Segundo o Drº Mário Quadros, cinco anos de pés diabéticos mal cuidados podem acarretar numa amputação. “Muitas pessoas não zelam pelos pés como devem porque nem sabem que são diabéticas. Em 20% dos casos de amputação os pacientes não sabiam ter a doença”, revela
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| Muita atenção com o surgimento dos seguintes sintomas: esfriamento dos pés, dedos arroxeados, surgimento de calosidades e feridas que não saram |
Estimativas
apontam que existe cerca de 200 mil diabéticos, atualmente, no
Amazonas. Desses, 19 mil apresentam casos de úlcera (ferida) nos pés e
cerca de 3 mil são amputados. Árdua consequência que poderia ser evitada
com uma rotina simples de cuidados com os pés.
A
doença age silenciosamente. Os pés dos diabéticos não sentem dor ou
qualquer incomodo, conforme explica o endocrinologista Mário Quadros.
“Como
o nervo já não responde mais, o paciente não sente dor. A infecção se
agrava, vira uma úlcera que nunca cicatriza, quando, finalmente, o
paciente procura um médico, muitas vezes o problema é irremediável e a
amputação se faz necessária”, explica o especialista.
Segundo
o Drº Mário Quadros, cinco anos de pés diabéticos mal cuidados podem
acarretar numa amputação. “Muitas pessoas não zelam pelos pés como devem
porque nem sabem que são diabéticas. Em 20% dos casos de amputação os
pacientes não sabiam ter a doença”, revela.
ALERTA
Diabetes
tipo II é uma doença hereditária, mas também pode ser adquirida por
causa de maus hábitos alimentares, sedentarismo, ou mesmo estresse. É
importante estar atento aos sintomas: esfriamento dos pés, dedos
arroxeados, surgimento de calosidades e feridas que não saram. “Se seus
pés apresentam alguns desses indícios, procure um endocrinologista
imediatamente”, alerta Mario Quadros.
Esse
profissional tem os recursos para higienizar os seus pés com segurança.
Não deve ser confundido com um tratamento de beleza. “É um procedimento
médico. Tiramos as calosidades, tratamos das úlceras e unhas
encravadas. É perigoso confiar esse serviço a curiosos”, explica Mário
Quadros. Em Manaus, Body Clinic (Inf.: 3584-2849) disponibilizará esse
serviço a partir de março.
Calçado
ideal Diabético nunca deve usar sandálias abertas, nem mesmo dentro de
casa, recomendam os profissionais da saúde. O ideal são sapatos
fechados, de couro macio, em numeração e altura adequadas e que sejam
confortáveis. Vistoria diária“A grande sacada é sempre ficar de olho nos
pés” afirma o Drº Doane Silveira. Fisioterapeuta há 11 anos, o doutor
Silveira já viu diversos casos de pés diabéticos se agravarem por falta
de uma vistoria diária, inclusive na própria família.
“O
meu tio era um senhor diabético, e gostava de cuidar do jardim. Ele
usava sandália e acabou pisando num prego, mas não notou. Porque
diabético perde a sensibilidade. Quando percebeu, a úlcera já tinha
tomado todo o calcanhar dele, dava quase para ver o osso. Teve que
amputar. Foi triste. O pior que histórias como essa são bastante
comuns”, lamenta Doane.
Recomendações
Cheque
sinais de vermelhidão, bolhas e calosidades, ferimentos de pele, corte
ou feridas entre os dedos; Fique atento as mudanças de temperatura;Lave
os pés todos os dias e enxugue bem. Use apenas sabão suave e água morna
(nunca quente e nunca escove); Não aplique pó sobre os pés;
Contra-indicado o uso de sandálias e demais calçados que deixem os dedos
expostos. Prefira sapatos suaves, leves, largos e de salto baixo; Não
corte calosidades nem unhas encravadas.

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