O bloqueio das contas da secretaria de estado da saúde foi determinada por descumprimento desta ordem judicial e hoje uma nova ordem judicial foi solicitada

(sindromededown.info)

O deputado estadual
Marcelo Ramos (PSB) informou durante a Sessão Plenária desta terça-feira (02),
na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), que protocolou um Projeto de Lei
que proíbe a cobrança de taxas extras pelas escolas particulares para a
matrícula de crianças com Síndrome de Down, Autismo e Déficit de Atenção, em
todo o Estado.
Segundo o parlamentar, denúncias sobre a cobrança de taxas foram
relatadas durante Sessão Especial realizada na ALEAM na semana passada. Além
das taxas, outra denúncia, de acordo com o parlamentar, é a recusa de escolas
particulares e públicas de receberem estas crianças.
“O projeto de lei foi protocolado hoje
(terça-feira, 2) e eu espero que tramite com a devida celeridade nesta Casa.
E
é a forma de simbolizar neste dia uma ação concreta relacionada à
sensibilização para esta doença”, declarou.
Marcelo Ramos pediu à
Comissão de Saúde da Assembleia que acompanhe o caso do menino Izaquiel
Fernandes, vítima de paralisia cerebral, e cuja família conseguiu, por meio de
uma ordem judicial, que a Secretaria Estadual de Saúde pague o tratamento da
doença, o que, de acordo com o deputado, não vem sendo cumprido.
“O secretário
preferiu pagar a multa que era maior que o valor do tratamento. Por ordem do
governador, o secretário deveria pagar o tratamento, mas não pagou; fez um
depósito parcial e até hoje não pagou a dívida e a cada dia que passa, a
criança perde os efeitos da primeira
etapa do tratamento, já que são seis
etapas. Portanto quero renovar o apelo ao governador e ao secretário de saúde.
O bloqueio das
contas da secretaria de estado da saúde
foi determinada por descumprimento desta
ordem judicial e hoje uma nova ordem judicial foi solicitada”, contou.
O parlamentar
denunciou ainda e pediu atenção da Casa para a demora na realização das
cirurgias para correção de lábio leporino, que deveriam ser feitas pelo
“Centrinho”, localizado dentro da estrutura da Fundação Centro de Controle de
Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). Segundo o deputado, o tempo de espera
para a cirurgia atualmente chega a quatro anos.
“O Centrinho é fruto
de um convênio do governo do Estado com a LACC no valor de R$ 984 mil reais,
por semestre, e desde junho 2012 o Centrinho não faz cirurgia porque não tem
médico, material e a direção do FCecon ainda determinou que só pode ter
cirurgia de lábio leporino no sábado à noite.
Uma criança com lábio leporino
tem que fazer a cirurgia com até 3 meses de idade para não ficar com seqüelas e
ou até 1 ano de idade, se o problema for no céu da boca. Uma cirurgia no
Centrinho está demorando de 3 a 4 anos e ainda é desmarcada”, denunciou.
Com Informação da Assessoria
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