sábado, 25 de maio de 2013

A influência da aderência do tênis sobre o desempenho no esporte


Em um estudo realizado em 2009 com jogadores de futebol e suas chuteiras, por exemplo, pesquisadores

Em termos gerais, quanto maior a aderência, melhores são os resultados(Divulgação)

Para fazer ciência de forma inovadora às vezes é necessário ter um maquinário inovador, como o trenó robótico de quatro pés capaz de usar tênis, aparelho desenvolvido e utilizado recentemente por pesquisadores da Universidade de Calgary para verificar se tênis aderentes influenciam nos riscos de lesões.

A influência da aderência do tênis sobre o desempenho no esporte é certamente bastante conhecida, principalmente nos esportes que envolvem corridas e mudanças bruscas de direção.

Em termos gerais, quanto maior a aderência, melhores são os resultados.

Em um estudo realizado em 2009 com jogadores de futebol e suas chuteiras, por exemplo, pesquisadores verificaram a velocidade dos jogadores em corridas rápidas e mudanças bruscas de direção.

Os jogadores realizaram o teste três vezes: primeiro, usando suas chuteiras de costume, depois, com as travas das chuteiras cortadas pela metade e, em seguida, após o corte total das travas (com a sola lisa).

A arrancada dos jogadores no campo foi menos intensa quando eles usaram as chuteiras com as travas cortadas.

Sua velocidade quando se moviam para frente e para os lados também foi significativamente menor.

Esse estudo e outros semelhantes não estabelecem, porém, se o aumento da aderência é sempre positivo ou se ela pode ultrapassar os limites desejáveis.

Os tênis estão sob a ação de dois tipos principais de atrito.

Um mantém a aderência ao solo quando a pessoa realiza um movimento para frente.

O outro, chamado de atrito rotacional, ocorre quando a pessoa realiza movimentos laterais ou muda de direção.

A intensidade de cada tipo de atrito em um tênis vai depender do material de que é feita sua sola e, se ela tiver travas, da quantidade, tamanho e formato das travas, e de como elas estão posicionadas na sola.

Muitos pesquisadores acreditaram, durante certo tempo, que o atrito frontal quase não exercia efeito sobre o risco de lesões, ao contrário do atrito rotacional.



Reportagem: Willian D'Ângelo

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