O gerente de Renegociação da Caixa, Julio César, disse desconhecer a cobrança complementar e pediu aos alunos
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Também participaram do encontro o gerente de Renegociação do Fies da Caixa Econômica(Aleam) |
O vice-presidente da Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Assembleia Legislativa, deputado Sinésio Campos (PT), anunciou na última terça-feira, 14, que vai ingressar com ação no Ministério Público Federal (MPF), pedindo a suspensão imediata da cobrança complementar de mensalidade dos alunos do curso de medicina da Universidade Nilton Lins, contemplados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), programa do Ministério da Educação e Cultura (MEC).
O
anuncio foi feito durante audiência pública no auditório Cônego Azevedo da
Aleam, que contou com a presença de alunos do curso de medicina da UniNilton
Lins, representantes do Centro Universitário do Norte (UniNorte), Universidade
Paulista (Unip), Salesiana Dom Bosco, Boas Novas, Martha Falcão, Centro
Integrado de Ensino Superior do Amazonas (Ciesa) e Fundação Centro de Análise,
Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi).
Também
participaram do encontro o gerente de Renegociação do Fies da Caixa Econômica,
Júlio Cesar Junior, o reitor da UniNorte, Vicente Nogueira e o professor da
Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Aldemir Ramos. A medida, segundo o
deputado, acontece por causa da ausência de representantes da universidade nas
duas reuniões convocadas pela Comissão de Educação para discutir o Fies.
O
aluno do oitavo período de medicina, Eduardo Junior, disse que a UniNilton Lins
cobra mensalidade extra, além do Fies, para a complementação do curso sob a
alegação de que o financiamento do MEC não cobre toda a grade curricular.
“É um
verdadeiro absurdo e os alunos ficam sem ter o que fazer a não ser ficar
inadimplente com a universidade ou trancar o curso”, informou o universitário.
No
entendimento de Sinésio Campos, é preciso saber motivo o qual a universidade
cobra valores que variam de R$ 3,5 a R$ 5 mil além do financiamento estudantil
do Governo Federal no curso de medicina, causando prejuízos financeiros aos
alunos.
“Trata-se de um curso extremamente importante para o Amazonas que tem
carência de médicos na capital e no interior”, disse o parlamentar, que também
é líder do governo na Assembleia.
“Vou ter de
analisar cada um dos contratos para saber o que está acontecendo. Não existem
casos semelhantes na agência”, disse.
O
deputado salientou que além do MPF, vai
encaminhar cópia da audiência ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante e
solicitar ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o aumento do
valor do teto do Fies para o curso de medicina, de R$ 5 mil para R$ 7,5 mil.
“O
Governo Federal quer abrir a área para médicos estrangeiros, mas, não investe
de forma correta na formação dos nossos futuros doutores”, reclamou Sinésio
Campos.
O
parlamentar voltou a cobrar a reinstalação da Delegacia do MEC no Amazonas para
fiscalizar denúncias de abusos cometidos por faculdades e universidades
particulares.
O departamento foi extinto em todo o país por decreto, em
dezembro de 1998, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Atualmente
os trabalhos de coordenação e fiscalização das instituições de ensino, por
exemplo, estão concentrados no MEC em Brasília.
Antonio
Lopes

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