O movimento acontece nas sete capitais da região Norte, teve início em abril e termina em junho
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A mobilização também conta com a parceria do Fórum Nacional de Erradicação do Trabalho(clickescolar.com.br) |
O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (Seas) em parceria com o Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil promovem nesta quarta-feira, 12, a Caminhada do Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil.
A concentração acontece às 8h, no Centro de Convivência Magdalena Daou (avenida Brasil, bairro Santo Antônio, zona Oeste) e a seguirá até a Prefeitura Municipal, no bairro Compensa, zona Oeste.
A mobilização também conta com a parceria do Fórum Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Fnpeti), Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cdca) e faz parte da Caravana do Norte Contra o Trabalho Infantil.
O movimento acontece nas sete capitais da região Norte, teve início em abril e termina em junho com atividades que vão desde palestras, encontros e oficinas até gincanas educacionais, esportivas e culturais.
A secretária da Seas, Regina Fernandes, disse que a caminhada tem o objetivo de mostrar à grave situação de crianças e adolescentes no mundo em situação de trabalho precoce.
“Milhares de crianças deixam de ir à escola e tem seus direitos violados para exercer atividade laboral em lavouras, sinais de trânsito, fábricas ou casas de família, muitos sem receber nenhum centavo por isso.
O movimento vida chamar a atenção da sociedade para essa problemática”, disse.
A presidente do Fórum Estadual e assistente social, Silvia Severiano, informou que entre os estados da região Norte, o Pará continua sendo com a maior taxa de ocupação de crianças e adolescentes na faixa etária de 10 a 17 anos em situação de trabalho.
Segundo ela, em 2010 havia 180.088 meninos e meninas paraenses trabalhando fora da idade permitida em casas de família, nas ruas ou na agricultura.
Silvia informou, também, que o Amazonas ocupa a segunda colocação, com o registro de 82.572 crianças e adolescentes no mercado de trabalho informal.
“Com a Caravana do Norte estamos chamando a atenção de governos, empregadores, trabalhadores e da sociedade civil organizada para dois aspectos fundamentais:
O trabalho infantil é uma questão de direitos humanos e também de justiça social”, afirmou a assistente social.
Seas/AM

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