domingo, 8 de dezembro de 2013

Comissão de Educação, Cultura e Assuntos Indígenas da Assembleia homenageia o educador Paulo Freire

Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores

A sessão agrega ao calendário nacional de eventos do “Ano Paulo Freire”(Ilustração)


O deputado estadual Sidney Leite (PROS), presidente da Comissão de Educação, Cultura e Assuntos Indígenas da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), em parceria com o Ministério da Educação (MEC), promoveu na tarde de terça-feira (3) no plenário Ruy Araújo, homenagem pelos 50 anos de experiência do educador Paulo Freire com alfabetização em Angicos ( Rio Grande do Norte).

Paulo Freire nasceu em 19 de setembro de 1921 em Recife, filho de Joaquim Temístocles Freire, capitão da Polícia Militar de Pernambuco e de Edeltrudes Neves Freire “dona Tudinha”. Sua família fazia parte da classe média, mas Freire vivenciou a pobreza e afome na infância durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os mais pobres e o ajudaria a construir seu revolucionário método de alfabetização.

Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África. O talento como escritor o ajudou a conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos e militantes políticos, quase sempre ligados a partidos de esquerda.

Para o deputado Sidney Leite, a solenidade do Amazonas marca o reconhecimento da revolução na forma de alfabetizar, que foi a experiência de Angicos, em 1963. “Com sua visão e experiência de vida, Paulo Freire conseguiu fazer com que 300 jovens e adultos fossem alfabetizados em 45 dias. Mais do que isso, entendeu que a educação é uma posição política de fazer com que o indivíduo tenha consciência da sua realidade, tornando-se sujeito da sua própria história”, destaca.

A sessão agrega ao calendário nacional de eventos do “Ano Paulo Freire” e contou com a presença da viúva do educador, a professora Ana Maria Araújo Freire, que neste ato recebeu uma placa, em memória, do professor discorrendo em seguida o trabalho e obra deixada pelo educador.

Durante a solenidade, a viúva de Paulo Freire, professora Ana Maria Araújo Freire, destacou a vida,obra e perspectiva do projeto política educacional de seu marido.
Entre os destaques do evento estava o encaminhamento da resolução do presidente da Comissão de Educação, Sidney Leite, que institui a medalha “Professor Paulo Freire” para escolas, instituições de pesquisas, universidades e personalidades que contribuíram para o avanço da Educação no Amazonas.

Outra ação foi a inauguração da sala “Professor Paulo Freire” na Escola do Legislativo Senador José Lindoso. Além disso, será oficializado o Requerimento nº 6406/2013, do deputado Sidney Leite, para que o Governo do Estado batize um estabelecimento de Ensino do Amazonas com o nome de “Professor Paulo Freire”.


A importância da obra de Paulo Freire teve reconhecimento internacional, inclusive, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), quanto à influência do educador na construção de um programa de Educação Humanitária.



Com Informação da Assessoria

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