Os números preocupam e, para o titular da pasta, Rossielli Soares, abre margem para a discussão sobre a qualidade da formação dos professores
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Rossielli Soares diz que as alternativas voltam ser direcionadas aos Processos Seletivos para professores temporários |
Para tentar minimizar a carência de
professores na educação básica do interior do Amazonas, a Secretaria de Estado
de Educação (Seduc) já estuda realizar um novo concurso público no final do
próximo ano. Isso porque apenas 1426 vagas, do total de 3244, tiveram
candidatos aptos para a homologação no certame de 2014. A carência de vagas
representa um déficit de 1,8 mil professores. Os números preocupam e, para o
titular da pasta, Rossielli Soares, abre margem para a discussão sobre a
qualidade da formação dos professores.
“Em alguns lugares não tivemos nem
concorrência, em outros os candidatos não alcançaram a nota mínima”, ressaltou
Rossielli. A dificuldade de encontrar profissionais no interior não é uma
novidade e se dá em decorrência de fatores como a localização geográfica, a
falta de interesse de profissionais em se deslocar para essas áreas e a
qualidade ou ausência do ensino superior.
“A necessidade da secretaria é
constante. Vamos chamar os aprovados e continuar pensando já em um próximo
concurso”, ressaltou.
De acordo com o secretário as
alternativas voltam ser direcionadas aos Processos Seletivos para professores
temporários. “Nós optamos pelo concurso porque nossa prioridade é ter
profissionais efetivos, mas não podemos baixar o nível da avaliação para
colocar pessoas com deficiência em suas áreas apenas para preenchimento”.
Carência
As áreas que mais preocupam são as de
exatas. Matemática, Física e Química estão entre as disciplinas que menos
aprovaram. Para professores de Matemática, por exemplo, a Seduc ofertou 344
vagas e somente 63 foram preenchidas. Fìsica necessitava de 139 profissionais,
no entanto, apenas 6 candidatos atingiram pontuação necessária para
homologação. Já Química teve uma oferta de 141 vagas para o interior e um total
de 17 aprovados. Todas essas situações correspondem, respectivamente, a 18%, 4%
e 12% do preenchimento de vagas.
Os números também chamam a atenção
para as disciplinas de Artes, Ensino Religioso e Língua Inglesa. “Inglês para o
interior é um desastres, mas nós precisamos procurar”, disse. Para Letras
Língua Inglesa havia 180 vagas, só 45 serão ocupadas.
Para o Ensino Religioso 74
oportunidades foram ofertadas e apenas 30 pessoas alcançaram a nota. O mesmo se
repete para Artes, onde das 105 vagas serão ocupadas 32.
Educação especial em alerta
A dificuldade em encontrar
professores também atinge as modalidades de Educação Especial. Na educação
especial por ciclo, de 78 vagas ofertadas, apenas 17 candidatos foram
homologados. Em Letras, havia 9 vagas, mas apenas duas tiveram candidatos
homologados.
Matemática precisava de apenas 10
professores, mas só duas pessoas conseguiram aprovação.
A área de Letras Português, ofertou
19 vagas e apenas 7 serão assumidas pelos aprovados.
Segundo Rossielli, essas modalidades
também receberão o apoio de professores naõ efetivos. “É o que se pode fazer
até que se consiga preencher essas vagas”.
O problema também está na capital.
“São áreas que são mais restritas”, disse.
“Muitas pessoas que fizeram são da
capital, o que torna ainda mais difícil a situação já que essas pessoas
pretendem voltar depois”, lembrou
LÍVIA ANSELMO

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