Foi necessário mudar o comandante para que o “barco”
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O ano 1974, o futebol amazonense vivia seu auge (Foto: Arquivo) |
O ano 1974, o futebol amazonense vivia seu auge. O espetáculo, os jogadores davam dentro das quatro linhas e fora, os enlouquecidos torcedores também faziam história. O atrativo ficava por conta dos grandes clássicos como Pai e Filho e Rio-Nal. Naquele ano, a primeira vítima do leão foi o América (2 x 0), na sequência o São Raimundo (4 x 1), Fast (3 x 0), Sul América (3 x 0) e Rio Negro (2 x 0).
No segundo turno, o massacre continuou,
América (2 x 1), São Raimundo (2 x 0), Sul América (3 x 0), Fast (2 x 1) e Rio
Negro (4 x 0). Desta maneira, o Nacional fez história como o único clube
amazonense a alcançar tal marca.
Desde então se passaram exatamente 41
anos até que um elenco com nome e sobrenome chegasse, com promessa de trazer os
melhores resultados para o Naça. Metas foram traçadas, mas a eliminação precoce
dentro de casa para o rival Paysandu na Copa Verde colocou em questionamento a
qualidade técnica, tática e principalmente física dos atletas nacionalinos.
Foi necessário mudar o comandante para
que o “barco” tomasse sua direção. A torcida quis acreditar, mesmo com a
sequência de vitórias e artilharia do Estadual, a desconfiança pairava sobre o
Centro de Treinamento Barbosa Filho.
No entanto, após dois meses, o Leão foi
eliminado da Copa do Brasil devido a um erro da arbitragem, porém lutou até o
apito final. Os jogadores que poderiam estar abatidos se encheram de
determinação e com o respeito da torcida conseguiram se reerguer e alcançando o
feito de 11 jogos com 11 vitórias consecutivas. Os 26 atletas entraram para a
história do futebol amazonense. Terão seus nomes guardados na Sala de Troféus
do clube. O motivo: superação.
Neste ano, assim como em 1974, o Leão
foi devorando um a um os seus adversários. O primeiro foi o Rio Negro (3 x 0),
Operário (3 x 2), Iranduba (4 x 0), São Raimundo (2 x 1), Manaus (2 x 1),
Penarol (1 x 0), Nacional Borbense (2 x 1), Fast (1 x 0), Princesa (1 x 0), no
primeiro turno.
No segundo, bateu o Rio Negro (3 x 0) e
alcançou a marca de 10 vitórias consecutivas e na noite desta quinta 23),
contra o Operário superou seu próprio recorde. O Leão venceu por 4 a 0, com
gols de Tiago Verçosa, Charles, Fininho e Jonatha Fumaça.

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