A informação de que o contingenciamento de gastos impedirá a realização das eleições por meio eletrônico foi publicada hoje (30) no Diário Oficial da União. Desde 2000, todos os brasileiros votam em urnas eletrônicas
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O TSE, responsável pela organização das eleições no país, vai se manifestar, por meio de nota, ainda hoje |
Por falta de recursos,
as eleições municipais de 2016 serão manuais e não com voto eletrônico. A
informação de que o contingenciamento de gastos impedirá a realização das
eleições por meio eletrônico foi publicada hoje (30) no Diário Oficial da
União. Desde 2000, todos os brasileiros votam em urnas eletrônicas.
“O contingenciamento
imposto à Justiça Eleitoral inviabilizará as eleições de 2016 por meio
eletrônico”, diz o texto da Portaria Conjunta número 3, assinada pelos
presidentes do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandosvki; do Tribunal
Superior Eleitoral, Dias Toffoli; do Tribunal Superior do Trabalho, Antonio
José de Barros Levenhagen; do Superior Tribunal Militar, William de Oliveira
Barros; do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, Getúlio
de Moraes Olveira; e pela presidenta em exercício do Superior Tribunal de
Justiça, Laurita Vaz.
De acordo com a
portaria, os órgãos do Poder Judiciário da União sofreram contingenciamento de
R$ 1,74 bilhão.
O TSE, responsável pela
organização das eleições no país, se manifestou, por meio de nota. Confira na
íntegra:
A Portaria Conjunta nº 3/2015, publicada nesta
segunda-feira (30) no Diário Oficial da União e assinada pelos presidentes dos
tribunais superiores, informa que o contingenciamento de recursos determinado
pela União para cada área do Poder Judiciário, incluindo a Justiça Eleitoral,
“inviabilizará as eleições de 2016 por meio eletrônico”. Na semana passada, o
presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Dias Toffoli, já havia
procurado o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo
Lewandowski, para expor a preocupação diante da medida do Executivo.
O total que não será repassado para a Justiça
Eleitoral soma exatos R$ 428.739.416,00 o que prejudicará a aquisição e
manutenção de equipamentos necessários para a execução do pleito do próximo
ano. Esse bloqueio no orçamento, compromete severamente vários projetos
do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). O impacto maior reflete no
processo de aquisição de urnas eletrônicas, com licitação já em curso e
imprescindível contratação até o fim do mês de dezembro, com o comprometimento
de uma despesa estimada em R$ 200.000.000,00.
A demora ou a não conclusão do procedimento
licitatório causará dano irreversível e irreparável à Justiça Eleitoral. As
urnas que estão sendo licitadas tem prazo certo e improrrogável para que
estejam em produção nos cartórios eleitorais. Na espécie, não há dúvida que o
interesse público envolvido há que prevalecer, ante a iminente ameaça de grave
lesão à ordem, por comprometer as Eleições Eletrônicas Municipais de 2016.
A portaria dos tribunais superiores é assinada
pelos presidentes do STF, ministro Ricardo Lewandowski, do TSE, ministro Dias
Toffoli, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Antonio José de
Barros Levenhagen, do Superior Tribunal Militar (STM), William de Oliveira
Barros, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT),
desembargador Getúlio de Moraes Oliveira, e pela vice-presidente do Superior
Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz.
O presidente do TSE registra e agradece o
apoio do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski,
e informa que, juntos, irão envidar todos os esforços no Congresso Nacional
para que as verbas devidas sejam autorizadas, a fim de se garantir a
normalidade das eleições do ano que vem.
LUANA LOURENÇO - AGÊNCIA BRASIL

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