quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Rio Madeira pode desaparecer?

Foto: Edy Lima.

A energia elétrica é fundamental para o crescimento do país. Por outro lado, em especial na Região Amazônica, aumentam-se as exigências ambientais para qualquer tipo de infraestrutura, inclusive as barragens. A construção das usinas hidrelétricas do rio Madeira, no estado de Rondônia, traz à tona questões relativas à proteção do ecossistema, ao direito das populações afetadas, às alterações nos parâmetros hidrológicos e outras consequências que atestam a vulnerabilidade ambiental, social e econômica da região onde esses empreendimentos estão sendo implantados. 

 Por causa de tudo isso uma Equipe com oito profissionais do Denit teve o primeiro contato de viabilidade ambiental com o Município de Manicoré, em uma reunião no auditório da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), na reunião esteve presente os Secretários de Governo Municipal. 

O Secretário de Meio Ambiente Antônio, Secretário de Esporte e Lazer Hilder Moraes, Secretário de Administração Kennedy Machado, Secretário de Promoção Social Joaquim Ribeiro, Secretário de Saúde Alrimar Simões, Gerente de Comunicação Edy Lima, Secretário de Infraestrutura Newton Neto e o Secretário da Semapa Manuel de Paula (velho). 

Na reunião a discussão em pauta foi a Usina de Santo Antônio em Rondônia e os impactos que isso vem causando aos moradores dos municípios do baixo madeira, aos Ribeirinhos que vivem da pesca, aos Extrativistas e principalmente aos agricultores que moram nas comunidades próximas ao rio e dependem dele para escoar suas produções, produção de melancia, banana, abacaxi, laranja, castanha, farinha e outros.

Segundo os especialistas já se tem a presença visível do impacto que a Usina de Santo Antônio esta causando no rio madeira, a presença de troncos de árvores no rio aumentou desde a construção da barragem, isso porque quando se abre as comportas o volume de água aumenta fazendo com que o barranco caia derrubando centenas e mais centenas de vegetação que ficam as margens do rio. 

Diariamente são transportadas toneladas de mercadorias via fluvial, entre elas estão combustível, materiais de construção, alimentos não perecível, embarcações que levam mercadorias e também pessoas, principalmente a produção dos agricultores ribeirinhos que são vendidas em Porto Velho ou Manaus e que são escoadas de barcos pela hidrovia do Madeira, isso porque não temos nenhuma estrada que ligue as outras cidades. 
Com o abrimento das comportas da usina, o Rio Madeira também sofre com o assoreamento, ou seja, alem de causar estragos na margem do rio, o assoreamento faz com que o rio fique mais raso, o volume de água é a mesma, o problema é que o Rio Madeira esta ficando cada vez mais largo e raso por causa é claro do assoreamento e isso dificulta e muito o deslocamento das embarcações pelas águas do Rio Madeira. 

Segundo o Secretário da Semapa o senhor Manuel de Paula (velho) que mora na boca do Rio Manicoré, rio esse que desemboca no Rio Madeira a oito quilômetros da cidade, já é possível ver a olhos nu quando à maré sobe no Rio Madeira, ela fica mais alta que as águas do Rio Manicoré, ou seja, antes não se via isso acontecer, hoje a água do Rio Madeira esta entrando uns dois mil metros para dentro fazendo com que as águas do Rio Manicoré fiquem paradas.

Ficam essas perguntas no ar. “Será que ainda vamos chamar o Rio Madeira de Velho Madeira? “Assim como é chamado hoje o Rio São Francisco de Velho Chico?

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