| Foto: Edy Lima. |
A energia elétrica é fundamental para o
crescimento do país. Por outro lado, em especial na Região Amazônica,
aumentam-se as exigências ambientais para qualquer tipo de infraestrutura,
inclusive as barragens. A construção das usinas hidrelétricas do rio Madeira,
no estado de Rondônia, traz à tona questões relativas à proteção do
ecossistema, ao direito das populações afetadas, às alterações nos parâmetros
hidrológicos e outras consequências que atestam a vulnerabilidade ambiental,
social e econômica da região onde esses empreendimentos estão sendo
implantados.
Por causa de tudo
isso uma Equipe com oito profissionais do Denit teve o primeiro contato de
viabilidade ambiental com o Município de Manicoré, em uma reunião no auditório
da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), na reunião esteve presente os Secretários
de Governo Municipal.
O Secretário de Meio Ambiente Antônio, Secretário de Esporte
e Lazer Hilder Moraes, Secretário de Administração Kennedy Machado, Secretário de
Promoção Social Joaquim Ribeiro, Secretário de Saúde Alrimar Simões, Gerente de
Comunicação Edy Lima, Secretário de Infraestrutura Newton Neto e o Secretário
da Semapa Manuel de Paula (velho).
Na reunião a discussão em pauta foi a Usina de Santo Antônio
em Rondônia e os impactos que isso vem causando aos moradores dos municípios do
baixo madeira, aos Ribeirinhos que vivem da pesca, aos Extrativistas e
principalmente aos agricultores que moram nas comunidades próximas ao rio e
dependem dele para escoar suas produções, produção de melancia, banana,
abacaxi, laranja, castanha, farinha e outros.
Segundo os especialistas já se tem a presença visível do
impacto que a Usina de Santo Antônio esta causando no rio madeira, a presença
de troncos de árvores no rio aumentou desde a construção da barragem, isso porque
quando se abre as comportas o volume de água aumenta fazendo com que o barranco
caia derrubando centenas e mais centenas de vegetação que ficam as margens do
rio.
Diariamente são transportadas toneladas de mercadorias via
fluvial, entre elas estão combustível, materiais de construção, alimentos não
perecível, embarcações que levam mercadorias e também pessoas, principalmente a
produção dos agricultores ribeirinhos que são vendidas em Porto Velho ou Manaus
e que são escoadas de barcos pela hidrovia do Madeira, isso porque não temos
nenhuma estrada que ligue as outras cidades.
Com o abrimento das comportas da usina, o Rio Madeira também
sofre com o assoreamento, ou seja, alem de causar estragos na margem do rio, o
assoreamento faz com que o rio fique mais raso, o volume de água é a mesma, o
problema é que o Rio Madeira esta ficando cada vez mais largo e raso por causa
é claro do assoreamento e isso dificulta e muito o deslocamento das embarcações
pelas águas do Rio Madeira.
Segundo o Secretário da Semapa o senhor Manuel de Paula
(velho) que mora na boca do Rio Manicoré, rio esse que desemboca no Rio Madeira
a oito quilômetros da cidade, já é possível ver a olhos nu quando à maré sobe
no Rio Madeira, ela fica mais alta que as águas do Rio Manicoré, ou seja, antes
não se via isso acontecer, hoje a água do Rio Madeira esta entrando uns dois
mil metros para dentro fazendo com que as águas do Rio Manicoré fiquem paradas.
Ficam essas perguntas no ar. “Será que ainda vamos chamar o
Rio Madeira de Velho Madeira? “Assim como é chamado hoje o Rio São Francisco de
Velho Chico?
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