As maiores incidências estão sendo registradas em Manaus, Manacapuru, Humaitá e Tabatinga
| Parqueamento do IMTT em Manaus recebeu, no ano passado, fiscalização da FVS |
O
aumento dos casos de dengue é preocupante em pelo menos 28 dos 62
Municípios do Amazonas, segundo informou ontem o presidente da Fundação
de Vigilância em Saúde (FVS), Bernardino Albuquerque.
As
maiores incidências estão sendo registradas em Manaus, Manacapuru,
Humaitá e Tabatinga. Nos últimos 12 meses foram notificados cerca de
cinco mil casos, o que representa 40% a mais que os números do mesmo
período do ano anterior.
Com 515
casos desde janeiro, Manaus é a cidade com o maior número de pessoas com
a doença no Amazonas. Depois vem Tabatinga, com 125, e Humaitá, com 23.
Em todo estado são 726 casos registrados.
Ele
admite que a população amazonense vive um momento crítico, mas segundo
ele, a FVS mantém o monitoramento da doença em todo o Estado.
“O
grande problema é que nós ainda não temos uma vacina nem um remédio
específico para esta doença. A dengue tem quatro sorotipos e nenhum
imuniza contra o outro. Infelizmente, todos os anos, quando chega o
período das chuvas, aumenta a população de vetores, isso é inevitável.
Estamos em contado direto com as secretarias municipais”, esclarece
Bernardino.
Ele lembra que o mosquito da dengue é tipicamente urbano, e se prolifera em locais ou objetos com água armazenada.
De
acordo com o secretário de Estado da Saúde, Wilson Alecrim, mesmo
apresentando números superiores aos do ano passado, o quadro da dengue
no Amazonas está dentro do esperado. Entretanto, não dispensa
preocupação, visto que a estação chuvosa é intensa com possibilidades de
se estender até o mês de maio.
“Nossa
luta é para evitar o crescimento da população de mosquitos da dengue.
Só pode ser considerada epidemia onde essa população é detectada em mais
3% das casas de uma localidade. Esse parâmetro pode ser num Estado, num
Município ou até num bairro”, disse Alecrim.
Para
o combate à dengue, segundo ele, o estado conta com mil agentes de
saúde, em Manaus, e 1.200, no interior, que orientam a população sobre
como evitar a proliferação do aedes aegypti.
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