sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Gambá é morto em Manicoré



Ontem dia (7), pela manhã por volta das 05:00 horas, o Radialista Edy Lima ao sair de sua residência para o trabalho, se deparou com um bicho bem natural da floresta amazônica, a “Mucura”, infelizmente o gambá já estava morto, segundo vizinhos, provavelmente o bicho mucura deve ter saído de algum terreno baldio, e ao atravessar a rua Quintino Bocaiúva, visivelmente exposto,fora do seu habitat natural, foi visto pelos cachorros “Cães”, de rua e foi atacado, não aquentando as dezenas de mordidas o bicho morreu. 
Essa espécie de animal é conhecida por vários nomes, isso dependendo da região. 

O gambá (também chamado mucura, na Amazônia e na Região Sul do Brasil, sarigué, sariguê, saruê ou sarigueia, na Bahia, timbu ou cassaco, de Pernambuco ao Ceará, micurê, no Mato Grosso e raposa, no Paraná, taibu, tacaca, saurê ou ticaca) é um mamífero marsupial que habita desde o sul dos Estados Unidos até a América do Sul. É um dos maiores marsupiais da família dos didelfídeos. Pertence ao gênero Didelphis. São onívoros. 

Na natureza, têm, como principal predador, o gato-do-mato (Leopardus spp.), enquanto que, nas cidades, são frequentemente, atropelados por terem a visão ofuscada pelos faróis e por terem pouca mobilidade – exceto nas árvores. São, por vezes, confundidos com o cangambá (Mephitis mephitis), que, embora semelhante, não é um marsupial, mas um mustelídeo. 

Os gambás são animais com quarenta a cinquenta centímetros de comprimento, sem contar com a cauda, que chega a medir quarenta centímetros. Tem um corpo parecido com o rato, incluindo a cabeça alongada, mas com uma dentição poliprotodonte (fórmula dental: 5/4, 1/1, 3/3, 4/4 = 50). A cauda tem pelos apenas na região proximal, é escamosa na extremidade e é preensil, ou seja, tem a capacidade de enrolar-se a um suporte, como um ramo de árvore. 

As patas são curtas e têm cinco dedos em cada mão, com garras; o hálux (primeiro dedo das patas traseiras) é parcialmente oponível e, em vez de garra, possui uma unha. Têm marsúpio e, ao contrário da maioria dos marsupiais, sua cauda é menor que seu corpo. Os gambás podem reproduzir-se três vezes durante o ano, dando dez a vinte filhotes em cada gestação, que dura de doze a catorze dias. 

Como nos restantes marsupiais, ao invés de nascerem filhotes, nascem embriões com cerca de um centímetro de comprimento, que se dirigem para o marsúpio, onde ocorre uma soldadura temporária da boca do embrião com a extremidade do mamilo. 

Os filhotes permanecem no marsúpio até quatro meses e, quando crescem, mas não são ainda capazes de viver sozinhos, são transportados pela mãe em seu dorso. Em cativeiro, o período de vida é de dois a quatro anos. Os gambás não vivem em grupos, mas, na época da reprodução, eles formam casais e constroem ninhos com folhas e galhos secos em buracos de árvores. Seus hábitos são noturnos. 

Por isso, quando começa escurecer, o gambá sai de seu abrigo para caçar e coletar alimentos. Sendo um animal onívoro, se alimenta praticamente de tudo, como: raízes, frutas, vermes, insetos, moluscos, crustáceos (caranguejos encontrados em zonas de manguezais), anfíbios, serpentes, lagartos e aves (ovos, filhotes e adultos).

O caboclo ribeirinho não gosta muito do bicho mucura, já que esta espécie gosta de comer galinha. Há relatos de ribeirinhos, que quando a mucura acerta um galinheiro, ela só deixa quando come as aves todas, “se acustumar já era, acaba mesmo”, disse um morador antigo da região.

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