No Brasil, aumentou o número de pacientes diagnosticados com a doença
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Segundo a Organização Mundial da Saúde, a hipertensão arterial é responsável por(Divulgação) |
Hoje
sexta-feira, 26 de abril comemora-se o Dia Nacional de Prevenção e Combate à
Hipertensão Arterial. Conhecida também como pressão alta, a doença ocorre
quando a sua medida se mantém frequentemente acima de 140 por 90 mmHg. Ela
ataca os vasos sanguíneos, coração, cérebro, olhos e pode causar paralisação
dos rins.
Segundo
a Organização Mundial da Saúde, a hipertensão arterial é responsável por 45%
dos ataques cardíacos e 51% dos acidentes vasculares cerebrais, afetando cerca
de 1 bilhão de pessoas.
No
Brasil, aumentou o número de pacientes diagnosticados com a doença. Em 2006,
21,6% da população sofria com a pressão alta, estimativa que subiu para 23,3%
em 2010. De cada três brasileiros na idade adulta, um sofre de hipertensão
arterial.
Silenciosa,
a doença não apresenta sintomas radicais.
O
chefe de Cardiologia do Hospital Ana Costa, explica porque a hipertensão é de
difícil detecção.
“Na
maioria das vezes, o paciente vai tornando-se hipertenso de forma muito
gradual, lenta, ao longo de anos em alguns casos.
Desta
forma, o organismo não demonstra sinais de alerta. Já nas crises hipertensivas,
quando os níveis de pressão aumentam bruscamente, os sintomas são exuberantes:
cefaleia, náusea, fotofobia, cansaço, alterações visuais, etc”.
Dr.
Fernando ainda explica que as pessoas que possuem parentes hipertensos devem
ficar atentas.
“A
hereditariedade existe e obviamente é um fator de risco não modificável.
Entretanto, nós observamos que, mesmo pacientes com histórico familiar
importante, quando decidem adotar com seriedade as medidas não farmacológicas,
podem atenuar muito o curso da doença”.
Isso
porque uma das grandes causas da hipertensão relaciona-se com os hábitos e os
estilos de vida que não são saudáveis. Segundo Fernando, é o que pode
influenciar diretamente a pressão arterial.
“Diria
que, sob o prisma extenso do conhecimento que temos sobre a doença, os maus
hábitos são os responsáveis diretos pelo aumento extraordinário de hipertensos,
sobretudo em jovens”.
A
doença costuma desenvolver-se em adultos, geralmente a partir dos 30 anos. Mas,
ultimamente, os casos de hipertensão têm atingido cada vez pessoas mais jovens.
“Atualmente,
muitos jovens em idades jamais vistas nos livros do passado, tais como 15 ou 16
anos, apresentam hipertensão, por vezes grave. Sobrepeso, tabagismo,
sedentarismo, consumo excessivo de sódio (fast food, salgadinhos, alimentos
processados), bebidas alcoólicas com energéticos, drogas, inversão completa do
ritmo circadiano, permanecendo acordados à noite e dormindo até muito tarde no
dia e anabolizantes".
A
correria do dia-a-dia, o stress, a alimentação industrializada, cigarros,
substâncias estimulantes, qualidade do sono. Muitos fatores que estimulam a
hipertensão arterial estão inseridos na rotina diária das pessoas,
principalmente nas grandes cidades. Dr. Fernando ainda alerta para outras
situações.
“A
poluição ambiental, ansiedade, depressão e estuda-se muito sobre o efeito das
ondas eletromagnéticas dos bilhões de celulares, antenas e dispositivos
incorporados a nossas vidas nos últimos 15 anos.”
A
melhor maneira para evitar fazer parte das estatísticas da hipertensão é adotar
um modo de vida saudável. Por isso, o combate à doença depende mais do paciente
do que médico. “Primeiramente, vem o tratamento dito não farmacológico, que
depende do paciente. Basicamente, deve-se tentar corrigir os fatores nocivos
acima citados.
Infelizmente,
é muito difícil convencer os pacientes de que se houver uma mudança séria e
persistente dos hábitos de vida, muitos nunca precisarão ser medicados e
evitarão, de forma natural e racional, as mais temíveis complicações da
hipertensão, que são O AVC (acidente vascular cerebral), insuficiência renal,
infarto do miocárdio, alterações visuais irreversíveis e a insuficiência
cardíaca.”
Além
disso, é importante ficar atento ao histórico familiar e complicações
decorrentes da hipertensão.
Dr. Fernando também afirma que o tratamento
farmacológico tem um amplo arsenal de medicamentos eficazes.
“E
muitos deles estão disponibilizados de forma gratuita pelo programa
"Farmácia Popular" e, ainda assim, os médicos deparam-se com um
problema grave, que é a baixa adesão ao tratamento.
Dados oficiais mostram que
somente 30% dos hipertensos em tratamento tem sua pressão controlada e o maior
motivo é a ingestão irregular e, obviamente, a resistência em incorporar na
rotina o controle alimentar e o exercício físico”.
Com Informação da Assessoria

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