Apesar do avanço na qualidade do ensino no Brasil, apontado por educadores, eles afirmam que faltam políticas públicas
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Foi o que afirmou a diretora da Faculdade de Educação (Divulgação/Internete) |
No Dia
Mundial da Educação, celebrado nessa segunda-feira, educadores avaliaram que a
educação no Estado do Amazonas, apesar de ter se desenvolvido nos últimos anos,
ainda depende de políticas públicas e ações concretas de respeito e valorização
dos profissionais da educação para alcançar melhores índices.
Foi o que afirmou a diretora da Faculdade de
Educação (Faced) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Selma Basal, que
acredita que a educação está defasada em alguns aspectos, mas em outros não,
uma vez que temos, no País, centros de excelência que são referência no mundo
todo. “Mas em outros lugares ainda há muito o que fazer”, lembrou.
Segundo ela, no Amazonas houve uma melhoria no
Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A Universidade do Estado
do Amazonas (UEA) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do
Amazonas (Ifam) também foram citados por ela como centros que oferecem uma
excelente educação e que receberam grandes investimentos.
“O que falta é melhorar. Já tivemos algumas
conquistas: antes a maioria da população era analfabeta, nós não erradicamos o
analfabetismo do País, mas hoje a maioria da população tem acesso à educação.
Mas essa acesso reflete uma educação de qualidade em alguns lugares e em outros
não. Temos que trabalhar muito mais para termos a educação que
queremos. E, para isso, o profissional do magistério tem que ser valorizado”,
afirmou Selma.
Outros professores ouvidos pela reportagem
afirmam que a educação propicia condições para que as crianças construam
valores éticos e morais, aprendam a respeitar ao próximo e a
trabalhar em equipe, respeitando diferenças e tomando decisões. “A educação não
está falida, ela está criando um ambiente que cresce cada vez mais, e é
esse ambiente que estimula o conhecimento, as novas descobertas, para que ele
possa ter a liberdade de criar, praticar e vivenciar a educação”,
analisou Cristiano Rocha dos Santos, 29, professor do Instituto de
Educação do Amazonas (IEA).
Para a professora Leila Gomes, 35, a educação
pode ajudar a desenvolver o Estado. “Se somos um povo pacífico, ordeiro,
criativo e empreendedor, se contamos com uma produção agrícola exuberante, uma
indústria forte e um promissor parque tecnológico, se reduzimos
significativamente o analfabetismo e ampliamos a rede escolar, isso mostra que,
se investirmos, podemos ser muito mais”, declarou.

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