Com a derrocada do time de Felipão e a falta de renovação entre os técnicos brasileiros, a entidade estuda até possibilidade de a equipe ser dirigida por um treinador de outro país. Veja os cotados:
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Presidente Marin pode ceder ao clamor popular e chamar treinador estrangeiro |
Depois dos dois
últimos jogos do Brasil na Copa do Mundo Fifa, onde o time tomou dez gols, a
CBF começa a pensar seriamente em trazer um treinador de outro país para ser o
novo técnico da equipe, assunto até antes visto como um tabu, mesmo entre os
próprios torcedores brasileiros. A falta de renovação entre os treinadores
nacionais força a entidade a procurar novos talentos, lembrando sempre de nomes
como o de Pepe Guardiola, Jorge Sampaoli e José Mourinho.
Entre os mais
cotados entre os brasileiros para assumir a vaga deixada por Felipão está outro
gaúcho, Tite. O ex-treinador do Corinthians, que levou o time paulista até o
Mundial de Clubes. está sem emprego e poderia ser a solução, mas por ter o
mesmo perfil defensivo da escola de seu conterrâneo, sofre certa resistência
por parte dos cartolas da CBF.
Não menos
badalado que Tite, outro que está na lista de prováveis técnicos da Seleção é
Muricy Ramalho. Todos na CBF concordam que o atual comandante do São Paulo é
muito competente, porém, também é um treinador da chamada “velha guarda”. Sem
contar que Muricy já disse não para a entidade uma vez, o que deixou o
então presidente Ricardo Teixeira muito decepcionado na época.
Leonardo, ex-lateral esquerdo que participou
da campanha do tetracampeonato nos Estados Unidos, em 1994, também sofre certo
assédio dos cartolas brasileiros. Como principal vantagem sobre os demais está
a renovação: Leonardo tem 49 anos e conhece o futebol europeu como poucos. O
que pesa contra o ex-jogador é o fato de ter comandado apenas dois clubes em
sua carreira: Milan e Internazionale, ambos da Itália.
Sem o mesmo prestígio dos acima citados,
Alexandre Gallo serviria à Seleção Canarinho apenas como técnico
"tampão". O treinador é responsável pelas divisões de base do Brasil
e, durante o Mundial, era olheiro da CBF, ajudando a comissão técnica (agora
demitida) com informações sobre os adversários. Gallo poderá ficar no cargo até
setembro, quando a Seleção disputa dois amistosos nos Estados Unidos, contra
Colômbia e Equador.
Gringo no
comando
Desde a
saída de Mano Menezes, em setembro de 2012, a discussão sobre a contratação de
um treinador estrangeiro entrou na pauta da CBF. Porém, a própria opinião pública
levou a entidade a deixar isso de lado - coisa que não acontece agora. A vinda
de uma nova filosofia de trabalho vai de encontro ao que pensa Marin.
Entre os
estrangeiros mais bem vistos pelo torcedor brasileiro está o multicampeão Pepe
Guardiola. O nome do espanhol chegou a ser ventilado após a queda de Mano,
porém o assunto não foi adiante por conta do bairrismo. Hoje, Guardiola treina
o Bayern de Munique, base da Seleção da Alemanha, que humilhou o Brasil na
semifinal da Copa. O estilo de jogo empregado pelo treinador é tido como o mais
moderno que existe.
Jorge Sampaoli é argentino, o que faz seu nome
ser mais difícil de ser digerido pela cúpula da Confederação nacional. Porém, o
treinador deu provas de sua competência em sua passagem pelo Universidad de
Chile, onde conquistou três campeonatos nacionais e a Copa Sul-Americana. O
treinador nunca negou seu desejo de trabalhar no Brasil.
O
Cruzeiro, inclusive, chegou a tentar sua contratação em 2012, mas Sampaoli
assumiu a direção técnica da Seleção do Chile, o que o fez adiar o sonho. No
comando da “La Roja”, o treinador conseguiu resultados satisfatórios. A queda
diante do Brasil nas oitavas de final da Copa nos pênaltis mostrou um Chile
diferente. Com marcação forte no campo do adversário e intensidade no ataque, a
equipe sulamericana foi bastante elogiada.
Vale lembrar que na primeira fase, o time de
Sampaoli bateu os espanhóis e, por pouco, não tirou o Brasil do Mundial ainda
na segunda fase da competição.
Tão polêmico quanto competente, o português José
Mourinho não descartou a chance de dirigir a Seleção Brasileira. No entanto,
Mou (como é conhecido) prefere não abandonar o inglês Chelsea, onde tem um
contrato que vai até 2017. Mesmo com o projeto com o clube britânico em pleno
andamento, o treinador deixou em aberto a chance de comandar o Brasil, na Copa
da Rússia, em 2018.
“Gosto
muito do País (Brasil), me sinto em casa. O passaporte e o coração não mudam,
sou 100% português, mas amo o País e, se um dia a oportunidade chegar, por que
não?”, revelou o técnico. Mourinho jamais treinou uma seleção nacional, mas
chegou a ser sondado por Inglaterra e Portugal em outras ocasiões.
Único, em apenas uma vez
Sim, a Seleção Brasileira já foi treinada por
um estrangeiro, e foi um argentino. Nelson Ernesto Filpo Nuñes, mais conhecido
por Filpo Nuñes era treinador do Palmeiras quando em 7 de setembro de
1965, o selecionado foi convidado para participar das festividades de
inauguração do Mineirão. E a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) decidiu
chamar o time paulista para representar o país em um amistoso contra o Uruguai.
O elenco do Verdão - considerado a Primeira
Academia - contava com jogadores com experiência no selecionado nacional ou que
seriam convocados no futuro. No primeiro grupo, estavam o bicampeão mundial
Djalma Santos, Julinho Botelho (um dos destaques da seleção na Copa de 54),
Djalma Dias, Servílio, Rinaldo e Valdir de Moraes. No segundo, jovens como
Ademir da Guia e Dudu.
O jogo
entrou para a história da Seleção Canário, pois foi a única vez que ela foi
dirigida por um estrangeiro. O "Brasil palmeirense" venceu a Celeste
Olímpica por 3 a 0. Gols de Tupãzinho, Germano e Rinaldo.

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