O jornal “O Rio Madeira” foi empastelado e extinto em 1922
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Em 10 de dezembro de 1899 foi fundado pelos comerciantes local o jornal O Manicoré(Foto: Ilustrativa. Edy Lima) |
Manicoré durante sua existência
possuiu 07 (sete) jornais, as quais enumera-se a seguir:
Os primeiros jornais nascerem,
quando Manicoré ainda era Vila de Nossa das Dores em Manicoré. E o primeiro
órgão de divulgação jornalístico que existiu em Manicoré, foi o jornal Rio
Madeira. Sua inauguração ocorreu em 1º de novembro de 1881, fundado pelo senhor
Tino Lívio de Oliveira, tendo como Redator Chefe o Sr. Domingos Alves Pereira
Chaves, sua Redação localizava-se na principal Rua da Vila, na 15 de Maio, e
sua tiragem era semestral.
Em abril de 1884, foi fundado o
jornal Comércio do Madeira, pelo Coronel José Francisco Dias, sua Redação
localizava-se na Rua 15 de Maio com a Praça 15 de Novembro, hoje Rua José
Lourenço e Praça da Bandeira.
Em novembro de 1884, surgiu o
jornal político Correio do Madeira, fundado pelos membros do Partido Liberal,
tendo como redatores os senhores Coronel José Francisco Dias e Severino Salgado;
sua redação era acoplada ao jornal Comércio do Madeira.
Em dezembro de 1886, os membros
do Partido Conservador fundaram o jornal A Gazeta de Manicoré, tendo como
administrador o Sr. José H. Gomes e como redatores os senhores João H. Leno
Bastos e Isaac Weyne de Barros Castro, sua redação localizava-se na Praça da
Matriz de Nossa Senhora das Dores de Manicoré.
Em 1º de janeiro de 1899, foi
fundado o jornal A PAZ, tendo como seu proprietário e Redator Chefe o
Jornalista Ignácio D’Azevedo, sua redação era na Rua Raposo da Câmera, hoje
Avenida Presidente Getúlio Vargas, em frente a então Agência Bradesco.
Em 10 de dezembro de 1899 foi
fundado pelos comerciantes local o jornal O Manicoré, órgão puramente de
matérias comerciais, sua redação localizava-se na Praça da Matriz de Nossa
Senhora das Dores de Manicoré.
Em 1917, foi fundado o jornal o
Rio Madeira pelo jornalista Ignácio de Azevedo, órgão literário, noticioso e
comercial, sua redação era na Rua Eduardo Ribeiro, porém este órgão de
divulgação teve vida efêmera e desapareceu em 1922 por motivos políticos.
Um
Fato Importante da Época
O jornal “O Rio Madeira” foi
empastelado e extinto em 1922, por motivo de seu proprietário e redator chefe,
jornalista Ignácio Loyola D’Azevedo, ter publicado um artigo desairoso contra
os atos do governo, sofrendo por esse ato uma onda de perseguições políticas
por parte do Superintendente Municipal João Medeiros Raposo, sendo obrigado sob
forte pressão a deixar a cidade, viajando para o seu estado de origem, o Maranhão,
e nunca mais voltou a Manicoré.
Fontes de pesquisa: Instituto
Histórico do Amazonas, Biblioteca Nacional, Prefeitura Municipal de Manicoré e
arquivo particular de Aristotelino César do Reis.
Edy Lima Drt-AM 1823

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