quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O Carnaval do Passado em Manicoré

Como estamos no mês do carnaval, o portal trás a você amigo internauta uma edição especial, da história do carnaval no passado em Manicoré.


Foto atual do Bloco do Beiçola na Avenida Getúlio Vargas (Fotos: Vladimilson)


Foto somente para ilustrar a história do carnaval em Manicoré 



Os carnavais do passado em Manicoré eram humildes, mas muito lindos e animados, na década de 40, havia quatro clubes sociais, Amazonas Esporte Clube, era do da elite manicoreense, nele só freqüentavam os sócios, autoridades, funcionários e pessoas que tivessem alguma posição social, era uma sociedade fechada, sua cede provisória era na residência do Velho capitão Antônio Franco dos Reis, na Rua Eduardo Ribeiro, onde hoje é a casa do falecido Antônio Sena.

O Cruzeiro Esporte Clube era médio social. A Bossa Nova de Smith Veras de Carvalho, era livre, funcionava na esquina da Rua 7 de setembro com a Avenida Getúlio Vargas no centro. O Botafogo funcionava na residência da Dona Dolores Artemises Marques de Oliveira, onde é a Drogaria Oliveira, e o Madureira do Músico Edson Ribeiro de Moraes (Edinho), na esquina das Ruas Santos Domont e Benjamin Constant, onde é a residência do Sr. Aristotelino da Fonseca Reis (Totó), esses últimos clubes eram frequentados pelo povão.

Os supracitados clubes todos os anos promoviam seus carnavais, compostos de blocos carnavalescos, e aos domingos, segunda e terças-feiras de carnaval, saiam às Ruas da cidade na maior alegria; os blocos eram de moças e rapazes da sociedade nesses dias os blocos saiam sobre carros de boi, cedidos pelos seus proprietários, Pedro Torres, Chico Borges, Marcos Rodrigues, Chico Chaves, Olavo Farias Pinto e outros.

Era emocionante ver os rapazes e as moças cantando e dançando ao som das músicas da época, como: Chiquinha Bacana, As águas vão rolar Você pensa que cachaça é água, É dos carecas que elas gostam mais, Nega Maluca, Pirata de perna de pau estas eram as mais tradicionais daqueles tempos, músicas que tinham sentidos e poesias ao som destas o povão acompanhavam os carros dançando e cantando alegremente, atirando confetes, serpentinas e lança perfume nas folionas com muito respeito e sem violência.
   
Esses blocos percorriam as principais ruas da cidade, quando chegavam em frente à residência das famílias, todos os foliões desciam dos    carros e adentravam na residência cantando, dançando, atirando confete, talco, lança perfume, sobre todos que tivessem ali, essa era a brincadeira do entrudo, alguns gostavam outros não, principalmente os idosos, mas tudo isso resultava em gargalhadas e alegrias...

Fonte: Histórias do Nosso Chão


Edy Lima DRT-AM 1823

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