Como estamos no mês do carnaval, o portal trás a você amigo internauta uma edição especial, da história do carnaval no passado em Manicoré.
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Foto atual do Bloco do Beiçola na Avenida Getúlio Vargas (Fotos: Vladimilson) |
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Foto somente para ilustrar a história do carnaval em Manicoré |
Os
carnavais do passado em Manicoré eram humildes, mas muito lindos e animados, na
década de 40, havia quatro clubes sociais, Amazonas Esporte Clube, era do da
elite manicoreense, nele só freqüentavam os sócios, autoridades, funcionários e
pessoas que tivessem alguma posição social, era uma sociedade fechada, sua cede
provisória era na residência do Velho capitão Antônio Franco dos Reis, na Rua
Eduardo Ribeiro, onde hoje é a casa do falecido Antônio Sena.
O
Cruzeiro Esporte Clube era médio social. A Bossa Nova de Smith Veras de
Carvalho, era livre, funcionava na esquina da Rua 7 de setembro com a Avenida
Getúlio Vargas no centro. O Botafogo funcionava na residência da Dona Dolores
Artemises Marques de Oliveira, onde é a Drogaria Oliveira, e o Madureira do
Músico Edson Ribeiro de Moraes (Edinho), na esquina das Ruas Santos Domont e
Benjamin Constant, onde é a residência do Sr. Aristotelino da Fonseca Reis
(Totó), esses últimos clubes eram frequentados pelo povão.
Os
supracitados clubes todos os anos promoviam seus carnavais, compostos de blocos
carnavalescos, e aos domingos, segunda e terças-feiras de carnaval, saiam às
Ruas da cidade na maior alegria; os blocos eram de moças e rapazes da sociedade
nesses dias os blocos saiam sobre carros de boi, cedidos pelos seus
proprietários, Pedro Torres, Chico Borges, Marcos Rodrigues, Chico Chaves, Olavo
Farias Pinto e outros.
Era
emocionante ver os rapazes e as moças cantando e dançando ao som das músicas da
época, como: Chiquinha Bacana, As águas vão rolar Você pensa que cachaça é
água, É dos carecas que elas gostam mais, Nega Maluca, Pirata de perna de pau
estas eram as mais tradicionais daqueles tempos, músicas que tinham sentidos e
poesias ao som destas o povão acompanhavam os carros dançando e cantando
alegremente, atirando confetes, serpentinas e lança perfume nas folionas com
muito respeito e sem violência.
Esses
blocos percorriam as principais ruas da cidade, quando chegavam em frente à
residência das famílias, todos os foliões desciam dos carros e adentravam na residência cantando,
dançando, atirando confete, talco, lança perfume, sobre todos que tivessem ali,
essa era a brincadeira do entrudo, alguns gostavam outros não, principalmente
os idosos, mas tudo isso resultava em gargalhadas e alegrias...
Fonte:
Histórias do
Nosso Chão
Edy Lima DRT-AM 1823


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