terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Prefeito de Coari renuncia a cargo em meio a investigações do MP-AM

Igson Monteiro assumiu administração municipal em fevereiro de 2014.Saída dele acontece após denúncias e protestos na cidade.



Vice-prefeito Igor Monteiro renuncia cargo (Foto: Diego Toledano)


O prefeito de Coari, Igson Monteiro, renunciou ao cargo na manhã desta segunda-feira (9). A informação foi confirmada pelo gabinete da prefeitura do município. O G1 tentou contato com Igson e com a sua assessoria, mas as ligações não foram atendidas. Ele assumiu a administração municipal em fevereiro de 2014.
Na ocasião, o procurador-geral de Justiça do MP Fábio Monteiro, definiu a cidade como um 'barril de pólvora'. Foram coletados documentos e depoimentos de moradores e entidades, que apontaram denúncias consideradas "gravíssimas" pelo MP e que podem resultar em ações penais, eleitorais e de improbidade administrativa.
"A maior preocupação é a relação temerosa entre os poderes legislativo e executivo municipal, porque quem deve fiscalizar a prefeitura de fato é a Câmara Municipal. Mas, como existe uma relação 'umbilical' entre o prefeito Igson Monteiro e o presidente da câmara, que é seu irmão, fica claro que há uma sucessão de poder na prefeitura. Coari é um 'barril de pólvora'", definiu o procurador.
O irmão de Igson e presidente da Câmara Municipal, Ilison Monteiro, deve assumir o cargo.
"Motivação política"

Igson assumiu a prefeitura após a saída de Adail Pinheiro, de quem era vice. Em entrevista ao G1após os protestos em Coari, Monteiro disse que o ato teve “motivação política”. "Foi vandalismo, não manifestação. A cidade de Coari amanheceu em uma situação triste com a qual a população do município não concorda", afirmou o agora ex-prefeito, que disse suspeitar que um ex-secretário de Coari seja o responsável pelo início do protesto. Segundo ele, os crimes são uma demonstração de que o ex-prefeito da cidade não aceita a saída do cargo. "Quebrei todos os laços com o prefeito do passado, e ele não aceita esse tipo de coisa. Mesmo preso, quer mandar na cidade de Coari", disse Monteiro.

Em nota, Adail rebateu as acusações de Igson. O ex-prefeito disse que o sucessor atribuiu os atos "irresponsavelmente e sem qualquer fundamento os atos estão sendo atribuídos à sua pessoa". Ele nega ter qualquer laço, seja pessoal ou político, com o atual prefeito. No comunicado à imprensa, Adail Pinheiro desaprovou os atos de violência e vandalismo ocorridos na cidade. Entretanto, Pinheiro disse que "compreende os motivos que levaram parte da população a ter agido dessa forma, vez que, desde quando foi afastado do cargo conquistado via sufrágio universal, o seu povo passou a sofrer nas mãos de um inábil em gerir o bem público".
G1 Amazonas

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