A prevenção contra qualquer doença ainda é o melhor método
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A enfermeira Isleia Gomes e a Técnica em Dermatologia Valdelúcia Tavares (Foto: Edy Lima) |
A
enfermeira Isleia Gomes e a Técnica em Dermatologia Valdelúcia Tavares, através
da Secretaria Municipal de Saúde do Município de Manicoré (SEMSA), ambas
lotadas na Unidade Básica de Saúde Lucy Cavalcante, estiveram na manhã desta
quinta-feira (23) no programa de rádio Gerando Oportunidade, falando para a
população manicoreense, esclarecendo e tirando dúvidas sobre a Lepra
(Hanseníase).
Enfermeira
Isleia Gomes disse que a Lepra, hanseníase, morféia, mal de Hansen ou mal de
Lázaro é uma doença infecciosa causada pelo bacilo Mycobacterium leprae (também conhecida como bacilo-de-hansen) que causa danos severos a nervos e a pele. Disse
ainda que a lepra é uma doença contagiosa, que passa de uma pessoa doente, que
não esteja em tratamento, para outra. Demora de dois a cinco anos, em geral,
para aparecerem os primeiros sintomas.
Isleia
Gomes falou que a lepra é transmitida por gotículas de saliva. O bacilo Mycobacterium leprae é eliminado pelo
aparelho respiratório da pessoa doente na forma de aerossol durante o ato de
falar, espirrar, tossir ou beijar. Quase sempre ocorrem entre contatos
domiciliares, geralmente indivíduos que dormem num mesmo quarto.
Sintomas
e sinas dessa bactéria, assim como a turbeculose, é bastante lento para se
reproduzir a ponto de causar sintomas, de modo que o tempo de incubação após a
infecção é de 2 a 7 anos. Um dos primeiros efeitos da lepra, devido ao
acometimento dos nervos, é a supressão da sensação térmica, ou seja, a
incapacidade de diferenciar entre o frio e o quente no local afetado.
A
Técnica em Dermatologia Valdelúcia, falou a respeito das lepras existentes:
Lepra turbeculoide ou paucibacilar; Lepra limítrofe ou boderline e a Lepra
lepromatosa ou multibacilar. Disse ainda que além do homem, outros animais de
que se tem notícia de serem susceptível à lepra são algumas espécies de
macacos, coelhos, ratos e tatu. “Quanto ao bicho de casco, ou seja, a
tartaruga, tracajá ou o jabuti, não tem noticias que esses animais podem
transmitir a doença”. Esclareceu Tavares.
Valdelúcia
Tavares finalizou a conversa com os ouvintes falando sobre o tratamento da
lepra. “Hoje em dia, a lepra é tratada
com antibióticos, e esforços de Saúde Pública que são dirigidas ao diagnóstico
precoce e tratamento dos doentes. A prevenção contra qualquer doença ainda é o
melhor método de o indivíduo se cuidar, e de se proteger quanto a doenças
futuras”.
Edy lima DRT-AM 1823

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