Aedes Aegipt evoluiu e agora sobrevive a temperaturas mais baixas.Mais de 600 mil pessoas contraíram a doença no estado neste ano em SP.
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(Foto: Biologia) Os cientistas do Instituto Butantan descobriram que o Aedes Aegipt evoluiu geneticamente para sobreviver a temperaturas mais baixas. Ele agora se adapta a temperaturas mais amenas, mostrou o SPTV |
O governo de São Paulo e o governo federal querem acelerar os
testes da vacina contra a dengue estudada pelo Instituto Butantan em 13 mil
pessoas. Ainda estão sendo feito testes, mas a vacina pode sair só em 2018.
Os
pesquisadores encontraram mosquitos com tamanho e formato de asas diferentes.
São mudanças muito maiores que as esperadas para essa espécie. O estudo começou
em 2011 com 150 fêmeas do mosquito e durou mais de um ano.
O coordenador
da pesquisa, Lincoln Suedesk, disse que essa mudança surpreendeu os
pesquisadores. "Era presumida que a evolução era rápida, mas a gente não
imaginou que era tão rápida".
A Secretaria
Estadual de Saúde informou que até setembro, mais de 600 mil pessoas contraíram
a doença no estado.
O gerente
comercial Vanderlei de Arruda está com a doença. "Algumas pessoas me
ligaram para saber como eu estava, algumas delas perguntaram 'poxa, mas isso só
dá no versão, porque isso... você tem certeza que é dengue mesmo, que agora não
é época disso'".
Na capital, 99
mil pessoas pegaram dengue e 22 morreram. Quase metade dos casos foi na Zona
Norte.
Vacina
A vacina, que
começou a ser elaborada há dois anos, deu bons resultados em fases anteriores.
Os pesquisadores do instituto e da Faculdade de Medicina da USP fizeram
a vacina com o vírus da dengue enfraquecido. Ela foi fabricada para combater os
quatro tipos de vírus que existem no país em uma única dose.
Na primeira
fase, 50 voluntários foram vacinados e, na segunda fase, 130 pessoas. Os
cientistas dizem que os resultados são promissores.
Para ser um
voluntário na fase 2 dos testes da vacina, é necessário já ter contraído dengue
e ter entre 18 e 60 anos. Preenchendo esses requisitos, basta ligar para a
Faculdade de Medicina da USP no telefone: 2661.3344.
G1 Globo

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