segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ibama inicia monitoramento aéreo no sul do Amazonas

Órgão iniciou na semana passada uma operação para verificar se já existe desmatamento no Amazonas mesmo no período da chuva

Operação de combate a serrarias e desmatamento ilegais
Operação de combate ao desmatamento realizada pelo Ibama na região de Matupi (Bruno Kelly)
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) iniciou há uma semana uma operação aérea de monitoramento nas áreas de maior pressão de desmatamento no sul do Amazonas. A operação, desencadeada pela presidência do Ibama, também acontece no Mato Grosso, Pará e Rondônia.
A operação foi batizada de Toruk, em referência ao pássaros gigantes do filme “Avatar”, de James Cameron.
O chefe de fiscalização da superintendência do Ibama no Amazonas, Jérfferson Lobato, disse que a operação de monitoramento no sul do Estado tem o objetivo de identificar desmatamento que poderá ocorrer no período da chuva.
“Geralmente, o desmatador derruba tudo para queimar depois, na época do verão. O que estamos fazendo é trabalho de campo para ver se já há indícios de desmatamento para que evitar que o crime aconteça”, disse Lobato.
Conforme o chefe de fiscalização, a operação iniciada na semana passada também vai monitorar a situação das áreas embargadas ano passado. A intenção é verificar se atividades ilegais foram retomadas nestas áreas.
Até o momento, sobrevoos já foram realizados em áreas do município de Apuí, Canutama e Humaitá. Também estão sendo monitoradas a Terra Indígena do povo tenharim e a área do distrito do Santo Antônio do Matupi, conhecido como “180”, localizadas na rodovia Transamazônica. A operação abrangerá ainda as regiões de Novo Aripuanã, Lábrea, Boca do Acre e sul de Maués.
“Por enquanto está tranquilo. Ainda não vimos desmatamento ilegal, mas vamos continuar com a operação o ano todo”, disse.
Lobato também incentiva as pessoas informadas sobre indícios de desmatamento a entrarem em contato com o Ibama por meio do Linha Verde, que pode ser acessado pelo número 0800618080 ou pelo email dicof.amazonas@gmail.com. Não é preciso se identificar.

Fonte: PORTAL A CRÍTICA.COM

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