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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

No recesso parlamentar: Ibama será convocado a explicar paralisação nas obras da BR-319

A convocação será feita pela Assembleia Legislativa do Amazonas

(Foto:  Hugo Bronzere) Nesta semana, os deputados Francisco Souza e Platiny Soares estiveram reunidos com a presidente do Instituto 


O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) será chamado para dar explicações sobre os constantes pedidos de paralisação das obras de recuperação da BR-319. A convocação será feita pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) no mês de janeiro, mesmo que o Poder Legislativo esteja de recesso.

A ideia é ‘pressionar’ o Ibama a dar explicações à sociedade sobre os pedidos que embargo às obras da BR-319. “A Justiça Federal já liberou as obras, porém os serviços são constantemente interrompidos à pedido do Ibama, que não apresenta os motivos à sociedade”, afirmou o deputado Francisco Souza.

De acordo com o parlamentar, a convocação do Ibama não pode esperar até o mês de fevereiro, quando a Assembleia Legislativa volta do recesso. “A BR-319 é uma obra de grande importância para o Amazonas, por isso não pode ficar 40 dias nesta indefinição”, ressaltou Souza.

No caso da reunião não acontecer na Assembleia Legislativa por causa do recesso parlamentar, a convocação do Ibama será feita para outro local. “O que importa é ouvirmos os técnicos do Ibama e saber os reais motivos que levam à paralisação das obras da BR-319”, acrescentou Souza. 

COORDENADA

 Reunião ouviu presidente do Ipaam

 Nesta semana, os deputados Francisco Souza e Platiny Soares estiveram reunidos com a presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Ana Aleixo. Os parlamentares foram ao Instituto para saber por que as licenças ambientais para a BR-319 são emitidas exclusivamente pelo Ibama.

Os deputados foram informados que qualquer licença para dar continuidade às obras da BR-319 estão sob competência do Ibama, desde agosto de 2015, por determinação do decreto 8.437 de 22 abril de 2015, da Presidência da República.

“Fomos informados que um decreto presidencial, assinado em abril deste ano, tirou dos governos estaduais a função de emitir licenças ambientais para rodovias federais”, explicou Souza. “Desde o mês de agosto, apenas o Ibama está autorizado a analisar questões ambientais e imitir licenças para a BR-319”, completou o deputado.


Com Informação da Assessoria









Dnit aguarda renovação de licença para retomar obras na BR-319 no AM

Manutenção em trecho segue parada mesmo após o fim do embargo. Licença Ambiental Única (LAU) venceu em 15 de agosto deste ano.


Pontes antigas de madeira ainda são encontrada na rodovia (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)


O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que aguarda a renovação da licença ambiental para retomar os trabalhos de manutenção da BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO). O diretor-geral do órgão, Valter Casimiro Silveira, diz que um impasse sobre a competência para a emissão do laudo atrasa o processo.

Obras na BR-319 estavam suspensas. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) haviaembargado os trabalhos no trecho do meio, entre os quilômetros 250 e 655,7 (Humaitá-Manaus), após indícios de irregularidades e graves danos ambientais na obra.

Silveira explicou que os trabalhos no trecho seguem parados mesmo após o fim do embargo em razão da falta de licença. O diretor-geral do órgão disse que o embargo foi suspenso após o Dnit comprovar ao Ibama que apenas reparos eram realizados na estrada. No entanto, segundo ele, ainda não se chegou a um consenso para a emissão da licença que permitirá a manutenção na BR.

O diretor diz que o documento deve ser emitido pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), órgão estadual, para que as equipes voltem a atuar na rodovia.


"Nós comprovamos que o que a gente estava fazendo era uma manutenção para dar trafegabilidade à rodovia. Então, conseguimos comprovar isso para o Ibama, que já se pronunciou, levantou o embargo e solicitou que o Dnit desse entrada novamente no Ipaam e pedisse as autorizações necessárias", explicou.

"A gente entende que isso tem que ser o mais rápido possível para o nosso trabalho de manutenção. Não temos condições de atuar no período de chuva, mas mesmo no período de chuva você ainda dá alguns tratamentos para manter a trafegabilidade", explicou.
Procurado pelo G1, o Ibama comunicou, por meio da assessoria, que a Decisão Interlocutória, de 3 de dezembro, que liberou obras de manutenção em trechos da BR diz que as intervenções realizadas na rodovia devem "se submeter ao devido processo de licenciamento ambiental perante a entidade estadual".

"O DNIT, dentro do prazo de trinta dias, deverá comprovar que o Ipaam se manifestou pela validade da autorização concedida para obras de manutenção e recuperação da rodovia", diz um trecho da decisão.

BR- 319

A BR-319, que liga Porto Velho e Manaus, possui três trechos em obras. Para o trecho central, de 405,7 km, o Ibama emitiu em 2007 um Termo de Referência que solicitava a realização de Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (Eia/Rima).
Em 2009, após a devolução de dois estudos, uma terceira versão do Eia/Rima foi elaborada pelo Dnit. O documento, porém, não reuniu subsídios mínimos para verificar a viabilidade ambiental do empreendimento.

Até o momento, o Dnit não possui licença ambiental emitida pelo Ibama para a realização de obras de pavimentação ou reconstrução da rodovia BR-319.



Segundo Silveira, os trabalhos para deixar o trecho em condições de trafegabilidade devem durar cerca de três meses.
Por meio de nota, o Ipaam esclareceu que a última Licença Ambiental Única (LAU) para a BR-319 concedida pelo órgão ao Dnit é do dia 15 de agosto de 2014 e que possuía validade de um ano.

O comunicado enviado à imprensa diz ainda que o órgão não tem mais competência para a emissão de licença à rodovia desde abril deste ano, quando o Decreto Federal nº 8.437/2105 repassou ao órgão ambiental federal empreeendimentos e atividades em rodovias federais.

"Com base nesse decreto federal desde o mês de abril de 2015, o Ipaam como órgão ambiental estadual já não possui mais competência sobre nenhuma rodovia federal, incluindo a BR-319 e, por isso, não pode mais emitir nenhuma licença ambiental para a rodovia. Portanto, cabe única e exclusivamente ao Ibama licenciar as atividades relacionadas à BR-319. Tendo sido já encaminhado ao órgão citado, o processo que estava neste instituto", diz o Ipaam.

G1 AM


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Manicoré no eixo das BRs 319 e 174

As mais de 40 horas de viagem no barco regional


(Foto: Internete) Esta conquista são resultados de anos de luta do prefeito Lúcio Flávio e do vice-prefeito 



As mais de 40 horas de viagem no barco regional, de Manaus para Manicoré ou às 12 horas, no mesmo trecho, nos chamados “A jato”, podem se transformar em apenas cinco horas, pela rodovia, via BR-319, na altura do quilometro 324, onde começa o trecho da BR- 174 que leva, ao longo de 84 quilometros, até a cidade de Manicoré, com dependência apenas da travessia do rio por balsa.

Esta conquista são resultados de anos de luta do prefeito Lúcio Flávio e do vice-prefeito Paulo sério, dos moradores do município através de seus movimentos sociais e econômicos e agora com o apoio direto do governador José Melo, da direção do Dnit, e da pressão parlamentar, do Amazonas e Rondônia.

Por enquanto viagens para Manicoré de ônibus não estão sendo feitas, somente alguns empresários de Manicoré, estão investindo nas aventuras pelas rodovias 174 e 319. Carros tipo Van, Carros de passeio, Caminhão, Estrada, caros que tem tração 4X4 e outros veículos, feitos para enfrentar terrenos mais difíceis de acesso, estão vindo para o município.

Mesmo assim, na cede do município de Manicoré, pode-se observar uma mudança bastante siguinificativa, quando se trata de movimentos de veículos e de pessoas vindo de outros lugares do país para Manicoré. “É fácil sabermos que não são daqui, são pessoas que estão vindos por causa da liberação das estradas, por isso o nosso movimento aqui aumentou. Podemos observar pela cidade que está mais agitada”. Disse um comerciante da cidade.
 
Edy Lima DRT/AM 1823

      


sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Justiça Federal decide na próxima semana sobre embargo da BR-319

Presidente do TRF1 disse aos parlamentares da bancada do Norte no Senado que na próxima semana vai decidir sobre o recurso do Dni contra a decisão da Justiça Federal do Amazonas que suspendeu, em caráter liminar, as obras na rodovia


(Foto: Ariquemesonline) O presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), Cândido Ribeiro, disse 



O presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), Cândido Ribeiro, disse aos parlamentares da bancada do Norte no Senado que na próxima semana vai decidir sobre o recurso do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) contra a decisão da Justiça Federal do Amazonas que suspendeu, em caráter liminar, as obras de manutenção da BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO).
O desembargador recebeu nesta quinta (19), no seu gabinete em Brasília, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e os senadores rondonienses Acir Gurgacz (PDT-RO) e Valdir Raupp (PMDB-RO), todos defensores da retomada das obras de manutenção da rodovia.
Os parlamentares fizeram um relato da diligência da Comissão de Infraestrutura do Senado feita no mês passado. Na ocasião, os três senadores saíram de ônibus de Porto Velho para Manaus.
“Viemos aqui como vieram todas as outras partes falar do nosso entendimento sobre a BR. Temos plena convicção de que TRF1 terá isenção e maturidade para analisar os fatos e decidir”, disse a senadora Vanessa.
Para o senador Acir Gurgacz, o presidente do TRF1 está pronto para tomar uma decisão. “Nossa expectativa é que as obras sejam retomadas”, afirmou o senador.

Com informações da assessoria


sábado, 7 de novembro de 2015

Liberação das obras do ‘meião’ da rodovia BR-319 só depende de nova decisão da Justiça Federal

Ibama se posicionou favoravelmente ao desembargo dos trabalhos na rodovia, mas liminar ainda impede a retomada das obras


A recuperação de pontes de madeiras é uma das obras de recuperação do trecho central da BR-319 contratadas pelo Dnit (Márcio Silva)



Emitido na quinta-feira, o posicionamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a favor da liberação das obras de manutenção do trecho da BR-319, chamado de “meião”, ainda não foi comunicado oficialmente ao Ministério Público Federal (MPF), autor da ação judicial que resultou na suspensão dos serviços na rodovia que liga Manaus a Porto Velho.
Ontem (6), por meio de nota, o MPF ressaltou que não há qualquer medida judicial contrária à decisão liminar (rápida e provisória) que suspendeu as obras de reconstrução do trecho central da BR-319, proferida no dia 27 de outubro. Na decisão, a Justiça Federal acatou parcialmente os pedidos do MPF e determinou a suspensão de quaisquer intervenções que estejam sendo realizadas no trecho central da rodovia BR-319, compreendido entre os  quilômetros 250 e 655,7.
O MPF cita que, após a decisão,  foram citados o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), conforme consulta processual no site da Justiça Federal do Amazonas “Não havendo qualquer registro de outra medida, menos ainda de decisão que revogue a já referida suspensão das obras”, diz a nota. A assessoria também disse que, até ontem, não havia informações no MPF sobre o documento expedido pela presidente do Ibama, Marilene Ramos, ao diretor-geral do Dnit, Valter Casimiro Silveira.
Com base em parecer da Diretoria de Licenciamento Ambiental, Marilene Ramos informa por meio de ofício a Valter Silveira que, por parte do Ibama, não há obstáculos para a suspensão do embargo aos serviços de manutenção do trecho central da rodovia. A presidente do instituto, contudo, enfatiza que os procedimentos administrativos para o “desembargo”, liberação das obras, encontram-se paralisados em função da decisão expedida pela 7ª Vara Especializada em Matéria Ambiental e Agrária, da Justiça Federal em Manaus.
Acordo
Parlamentares do Amazonas  que participaram de reunião com a presidência do Ibama, na quarta-feira, avaliam que o posicionamento da autarquia é o primeiro passo para a retomada dos trabalhos de manutenção da estrada. De acordo com a  senadora Vanessa Grazziotin, essa informação servirá de base para  o MPF formalizar um acordo com o Dnit e as outras partes envolvidas no processo. “Assim como aconteceu na área invadida do aeroporto de Barcelos onde houve  entendimento entre os moradores, o governo federal e a Justiça”, lembrou a parlamentar.
Em seu parecer, o diretor de licenciamento ambiental do Ibama, Thomaz de Toledo, recomenda que a suspensão do embargo para as atividades de manutenção seja restrita aos critérios de trafegabilidade.
“Embora a devolução das características originais da rodovia esteja condicionada ao licenciamento ambiental prévio do Ibama, não nos parece correto vetar todo e qualquer tipo de manutenção no referido trecho rodoviário, manutenção esta justificada pela necessidade de restabelecer não as condições originais da obra, mas apenas suas condições mínimas de trafegabilidade, do contrário estaria o Ibama determinando o isolamento das comunidades que dependem do referido trecho para o seu deslocamento”, diz um trecho do parecer da diretoria de Licenciamento ambiental.
Competência para licenciar seria do Ipaam
O documento expedido pelo Ibama também reconhece que a competência para o licenciamento das obras de manutenção do trecho do meio da BR-319 é o Ipaam.
“Uma vez restritas ao território do Estado do Amazonas, não caracterizam a competência da União para o licenciamento ambiental, de acordo com os critérios estabelecidos pela Lei Complementar nº 140/2011 e Decreto nº 8437/2015. Desta forma devem se submeter ao devido licenciamento ambiental perante o órgão de meio ambiente do Estado do Amazonas”, diz o parecer assinado por Thomaz de Toledo.
Essa posição diverge do  entendimento do MPF e da juíza federal Aline Carnáuba. Na decisão que brecou as obras,  ela proíbe o Ipaam de conceder qualquer nova licença ou autorização para quaisquer atividades na BR-319 e suspende os efeitos das licenças já emitidas. “Quanto à competência para o licenciamento da obra, de fato, mais uma vez entendo que o MPF se mostra certo ao imputar ao Ibama a atribuição de licenciar as obras da BR 319”
Relatório apontou impactos
Com base em relatórios apresentados pelo próprio Ibama, o MPF entrou com a ação civil pública no dia 1º de outubro para conter danos ambientais provocados pelas obras na BR-319 contratadas pelo Dnit. Os serviços foram autorizados por uma licença expedida pelo Ipaam.
Vistoria realizada pelo Ibama, no dia 25 de agosto,  constatou desmatamento de uma extensa área ao longo dos 405,7 quilômetros do trecho central da rodovia. O relatório aponta aterramento de cursos d’água, depósito de solo no leito de igarapés, retirada de solos para uso na obra sem reparação do local e despejo de dejetos e resíduos de máquinas no solo.
Em sua decisão a juíza federal Aline Carnaúba ressalta que a medida de suspensão da obra não tem a intenção de privar as pessoas do direito de ir e vir e ao desenvolvimento econômico. Mas de garantir que esses serviços se revertam de fato em melhorias “às vidas das pessoas direta ou indiretamente atingidas pelas obras”.
Blog: Vanessa Grazziotin
Senadora pelo Amazonas (PCdoB)
“O Ibama  oficializa a posição que já havia   antecipado para nós na reunião em Brasília. Esse documento é fundamental para que o Dnit consiga derrubar a liminar na Justiça Federal que suspendeu as obras de manutenção da BR-319 no trecho do meio. A decisão da Justiça teve origem no relatório feito pelo próprio Ibama que entendeu que o Dnit estava extrapolando na intervenção que fazia na rodovia. Com base no ofício do Dnit que detalha os procedimentos que estão sendo feitos na estrada, o Ibama reconhece que não há motivos para que o embargo continue”.
Serviços informados pelo Dnit ao Ibama

Atividades de manutenção da BR-319
*Recomposição mecanizada de aterro.
*Recomposição de revestimento primário.
*Limpeza lateral e roçada.
*Reforma de pontes de madeira.
*Substituição de pontilhões de madeira deteriorados por bueiros.
*Substituição de bueiros metálicos rompidos.

Aristide Furtado


quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Presidente do Ibama diz a senadores que obras de manutenção da BR-319 podem ser retomadas

Marilene Ramos esclareceu que o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas

(Foto; Rondoniaaovivo) As obras de manutenção incluem terraplanagem em uma área definida, que pode chegar a 15 metros de largura



A senadora Sandra Braga (PMDB/AM) participou a comitiva de senadores integrantes da Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado que, nesta quarta-feira (04), reuniu-se com a presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Marilene Ramos, para mostrar a necessidade de retomar as obras de manutenção da BR-319. Motivada por fiscalização realizada pelo Ibama na área central da rodovia, a Justiça Federal mandou paralisar as obras.

A reunião foi solicitada pelo presidente da CI, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB/RN). Os parlamentares explicaram à dirigente, no entanto, que a recuperação da rodovia é essencial para a região e que, em princípio, as obras de manutenção já ajudam na trafegabilidade do trecho embargado.

“Viemos pedir ao Ibama, que motivou o embargo na Justiça Federal, que analise e nos mostre uma forma de retomar as obras de acordo com o que determina a lei. Não queremos que a lei seja burlada, mas é preciso achar uma saída para essa rodovia, que é de extrema importância para a integração do Amazonas ao resto do país”, disse Sandra Braga.

Marilene Ramos esclareceu que o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) pode conceder a licença para a manutenção, com o aval do Ibama, desde que as obras não ultrapassem as características desse tipo de licença.

“Nós vamos entrar em contato com o Dnit para termos claro, entre nós, em que condições as obras de manutenção podem ser feitas”, disse, acrescentando que o embargo das obras e a multa aplicada pelo Ibama foram motivadas por alguns trechos onde foram encontradas irregularidades.

As obras de manutenção incluem terraplanagem em uma área definida, que pode chegar a 15 metros de largura, o que, segundo a presidente do Ibama, preserva a característica atual da rodovia. Para obras de ampliação e asfaltamento, é preciso que o Dnit apresente os estudos necessários.

Além de Sandra Braga e Garibaldi Alves Filho, estiveram na reunião a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), o senador Omar Aziz (PSD/AM), Acir Gurgacz (PDT/RO), e Valdir Raupp (PMDB/RO).


Com Informação da Assessoria

  



Ibama diz sim a manutenções na BR-319, mas embargo de obras segue

Obras em trecho foram suspensas pela Justiça Federal após embargo.Estrada é defendida por políticos; ambientalistas alertam para impactos.


(Foto: Acrítica.com) Uma reunião entre a direção do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis


Uma reunião entre a direção do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e parlamentares que defendem a continuidade de obras na BR-319 -  que ligaManaus e Porto Velho (RO) - foi realizada em Brasília nesta quarta-feira (4). Durante o encontro, o órgão  discutiu sobre a definição das atividades de manutenção que poderão ser realizadas na rodovia.

As obras na estrada foram embargadas pelo Ibama e suspensas pela Justiça por meio de liminar.  Os danos ambientais causados podem aumentar o desmatamento na região amazônica, a ocupação ilegal de terras e a poluição em Manaus, segundo pesquisadores.
De acordo com o Ibama, mesmo após a reunião em Brasília, o embargo e decisão da Justiça continuam em vigor.

“O Ibama equalizou com o Dnit [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes] as atividades que poderiam ser consideradas de manutenção, mas existe uma liminar da Justiça Federal, em ação movida pelo Ministério Público Federal, que proíbe qualquer intervenção na BR-319. Nenhuma obra poderá ser autorizada sem que esta decisão judicial seja revertida”, informou  Luciano Evaristo, diretor de Proteção Ambiental do Ibama, por meio de assessoria de imprensa.

Segundo a presidente do Ibama, Marilene Ramos, as obras de manutenção devem ser controladas. "Vamos entrar em contato agora com o Dnit para termos claro entre nós em que condições as obras de manutenção podem ser feitas, restringindo algumas intervenções que vão além do que é considerado manutenção", disse à Rede Amazônica.

Comitiva
Uma comitiva composta por parlamentares e representantes do poder público e privado de Rondônia e do Amazonas percorreu a BR-319 no fim de outubro. A expedição visa fortalecer o movimento favorável a liberação de obras. Eles também participaram de audiência na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM).
De acordo com o Ibama, foram constatadas irregularidades e graves danos ambientais no trecho entre os quilômetros 250 e 655,7 (Humaitá-Manaus), na BR-319. Foi emitido um auto de infração no valor de R$ 7.510.500,00.


Segundo os membros da comitiva, eles percorreram 880 quilômetros da BR-319 para apurar se encontravam focos de desmatamento e impacto ambiental gerado pela rodovia. "Durante essa nossa viagem constatamos que não houve nenhum dano ambiental em função da manutenção da BR-319.  Fizemos questão de ver in loco", disse o senador Acir Gurgacz ao G1, durante passagem por Manaus.

Impactos
 A decisão foi baseada em relatório concluído em agosto, que apontou a execução de obras sem licença ambiental adequada, além de irregularidades como supressão de Área de Preservação Permanente (APP), estocagem de madeira sem licença, destinação irregular de efluentes, utilização de material de jazidas, intervenções em corpos hídricos, alargamento de pista, construção de bueiros, desvio de ponte danificada e alojamentos para trabalhadores sem condições mínimas de segurança e salubridade.

Doutor em Ciências Biológicas pela University of Michigan e especialista em ecologia, o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Philip Fearnside, acredita que a construção da rodovia vai facilitar a conexão do "Arco de Desmatamento" da parte sul da região amazônica para novas fronteiras ao norte.


G1 Amazonas.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

A pedido do MPF-AM, Justiça Federal suspende obras da BR-319

Relatório do Ibama constatou desmatamento e vários outros danos ambientais decorrentes da retomada irregular de obras no trecho central da rodovia, com impactos em área de preservação



A Justiça determinou ainda ao Ipaam que não conceda qualquer nova licença ou autorização para quaisquer atividades na BR-319, até o julgamento final da ação, sob pena de multa diária no valor de R$ 5 mil (Márcio Silva)



A Justiça Federal acatou parcialmente os pedidos do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF-AM) em ação civil pública e determinou, em caráter liminar, a suspensão de quaisquer intervenções que estejam sendo realizadas no trecho central da rodovia BR-319.

Relatório de inspeção do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encaminhado ao órgão demonstrou a realização de obras com graves danos ambientais no trecho entre os quilômetros 250 e 655 da rodovia, trecho esse que ainda não recebeu licenciamento ambiental do órgão para ser reconstruído.
Na decisão, a Justiça sustenta que “não se pode permitir que uma potencial obra na qual fosse necessário o prévio EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impactos ao Meio Ambiente) se desenvolva sem ele, ao arrepio da Constituição 1988”.
A liminar destaca que, pelos documentos relacionados no processo, “parece-nos tratar de obra de construção/reconstrução, e ainda que haja dúvida acerca disso, num primeiro momento, impõe-se assim considerar em face dos princípios da prevenção e da proibição do retrocesso ambiental”.
Além de suspender os efeitos das licenças já concedidas para a obra, a Justiça determinou ainda ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) que não conceda qualquer nova licença ou autorização para quaisquer atividades na BR-319, até o julgamento final da ação, sob pena de multa diária no valor de R$ 5 mil. A determinação de suspensão vale, inclusive, para renovação das licenças já existentes. A decisão destaca ser clara a atribuição do Ibama, e não do Ipaam, para licenciamento das obras na rodovia, uma vez que se trata de interligação interestadual.
Antecipando-se aos questionamentos referentes aos prejuízos causados à integração do Amazonas a outros Estados pelas medidas judiciais, o juízo da 7ª Vara Federal ressalta que a decisão não pretende “impossibilitar a trafegabilidade na rodovia BR-319” ou “impossibilitar o pleno desenvolvimento econômico da região e sua população”, e sim “restaurar a legalidade da qual se desviou a BR-319 no caminho de sua concretização”.
A ação civil pública tramita na 7ª Vara Federal do Amazonas, sob o número 14031-28.2015.4.01.3200. Cabe recurso da decisão liminar.
Ausência de estudo prévio

Em fevereiro deste ano, o Ibama informou ao MPF que as obras dos três trechos da rodovia haviam sido autorizadas após assinatura de termo de compromisso entre o órgão e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável pela obra.
Em relação ao trecho central, no entanto, foi solicitada elaboração de Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima). Pelo termo de compromisso, o estudo deveria ser aprovado antes de qualquer obra no referido trecho, mas não foi o que o Ibama constatou na prática.
O MPF/AM embasou a ação nas conclusões de relatório de vistoria do Ibama, datado de 25 de agosto deste ano, que constatou desmatamento de uma grande área de vegetação ao longo dos 405,7 quilômetros do trecho central da BR-319.
Os técnicos do órgão apontam no documento que a vegetação encontrava-se em estágio avançado de regeneração e a pista com largura de cinco metros. As obras detectadas na área abrangem largura que varia de 12 a 18 metros da pista. Aterramento de cursos d'água, depósito de solo no leito de igarapés, retirada de solos para uso na obra sem reparação do local e despejo de dejetos e resíduos de máquinas no solo são apenas algumas das várias irregularidades praticadas pelas empresas contratadas pelo Dnit para execução da obra.
Licença irregular

Contrariando toda a legislação sobre licenciamento ambiental, o Ipaam expediu a Licença Ambiental Única em 15 de agosto, tendo como interessado a Superintendência Regional do Dnit, para a atividade de manutenção/recuperação de rodovia, para quatro trechos.
Segundo o MPF, a licença não foi precedida de licença prévia, nem tem natureza de instalação. “Trata-se de uma licença única que, de uma vez só, substitui as três fases sucessivas e complementares do procedimento de licenciamento ambiental”, cita trecho da ação.
Para o MPF/AM, o licenciamento ambiental estava sendo regularmente realizado pelo Ibama, na fase de apresentação de EIA/RIMA, e não houve nenhuma delegação para que o Estado do Amazonas, por meio do Ipaam, assumisse essa tarefa. Além disso, o órgão sustenta que o trecho do meio não é uma rodovia pavimentada, por isso não se submete à portaria mencionada pelo Ipaam como justificativa para sua licença ambiental.
Indenizações

Como pedidos finais da ação, o MPF requer que a Justiça sentencie os processados ao pagamento de indenização pelos danos ambientais causados, em valor não inferior a R$ 315.160,00.
O valor preciso ainda deverá ser apurado durante a tramitação da ação. Há ainda pedido de condenação dos responsáveis ao pagamento de indenização de, no mínimo, R$ 10 milhões, por danos morais coletivos causados à sociedade a partir da agressão a um bem ambiental tão importante como a floresta amazônica, seu solo e seus cursos d'água.

*Com informações da assessoria de imprensa


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Começa nesta segunda-feira a expedição que vai analisar condições de tráfego da BR-319

Entre os organizadores da comitiva está o deputado estadual Francisco Souza

(Foto: Aleam) A Audiência Pública foi solicitada pelo deputado Francisco Souza (PSC), que irá exibir fotos


Começa nesta segunda-feira (26) a viagem da comitiva formada por deputados estaduais, federais, senadores e empresários dos Estados do Amazonas e Rondônia, que irá percorrer os quase 800 quilômetros da BR-319. A comitiva sairá às 14h desta segunda-feira, da cidade de Porto Velho (RO), com destino ao município de Humaitá, no Sul do Amazonas.

O objetivo da viagem, que terá a presença do vice-governador de Rondônia, Daniel Pereira (PSB), é inspecionar as obras de recuperação da rodovia que liga os Estados do Amazonas e Rondônia. A comitiva também vai analisar as condições de trafegabilidade da estrada, principalmente nos trechos onde as obras de recapeamento, executadas pelo Dnit, foram embargadas, há três semanas, pelo Ibama.

Entre os organizadores da comitiva está o deputado estadual Francisco Souza, que há anos luta pela recuperação da rodovia. “Vamos verificar, in loco, como está a estrada e o que falta para ela ligar, efetivamente, o Amazonas e Rondônia por via terrestre”, afirmou o deputado.
A comitiva irá pernoitar na cidade de Humaitá, saindo para Manaus na manhã de terça-feira (27). A previsão é chegar à capital do Amazonas por volta das 20h, com o uso da balsa no porto da Ceasa.

A comitiva será formada também por representantes da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), da Fecomercio-RO, e dos setores ligados à piscicultura, pecuária e turismo dos dois Estados. Quinze deputados estaduais de Rondônia e dez deputados estaduais do Amazonas confirmaram participação na comitiva.

O senador do Estado de Rondônia, Acir Gurgacz (PDT), disse que participará da ‘caravana’. Ele acrescentou que levará para o Senado Federal o relatório da viagem, que será entregue ao Governo Federal a fim de providenciar melhorias imediatas na rodovia.
Na quarta-feira (28), os integrantes da comitiva participam de uma audiência pública, às 10h, na Assembleia Legislativa do Amazonas. Eles vão apresentar o relatório sobre a viagem pela BR-319. A Audiência Pública foi solicitada pelo deputado Francisco Souza (PSC), que irá exibir fotos e vídeos capturados durante a travessia dos 900 quilômetros da rodovia.


Com Informação da Assessoria



Comitiva que percorrerá BR-319 vai apresentar na Aleam

A Assembleia Legislativa do Amazonas realizará na quarta-feira 

(Foto: Rondoniadigital) O objetivo da viagem é verificar, in loco, as condições de trafegabilidade da estrada 



A Assembleia Legislativa do Amazonas realizará na quarta-feira (28), às 10h, audiência pública para apresentação do relatório de viagem da comitiva formada por senadores, deputados estaduais e federais e empresários dos Estados do Amazonas e Rondônia, que irá percorrer a rodovia BR-319.
A comitiva sairá da cidade de Porto Velho (RO) nesta segunda-feira (26), com destino a Manaus, chegando à capital do Amazonas na noite de terça-feira (27).

O objetivo da viagem é verificar, in loco, as condições de trafegabilidade da estrada e qual o ritmo das obras de recuperação da rodovia que liga os Estados do Amazonas e Rondônia.
Na semana passada, uma audiência pública na comissão de Infraestrutura do Senado Federal discutiu o fim do embargo, por parte do Ibama, às obras de recuperação da BR-319.

Por conta do embargo, a comitiva irá inspecionar se as obras continuaram paralisadas e quais os reais motivos que levaram o Ibama a pedir a interrupção dos serviços recapeamento da estrada.
A audiência pública na Aleam foi solicitada pelo deputado estadual Francisco Souza, que trabalhou junto aos senadores e deputados estaduais do AM e RO, para realização da comitiva.
O vice-governador de Rondônia, Daniel Pereira, confirmou participação na comitiva, que também terá a presença de 15 deputados estaduais de Rondônia e dez deputados estaduais do Amazonas, além de vereadores das cidades de Manaus e Porto Velho.

A comitiva será formada também por representantes da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), da Fecomercio-Ro, e dos setores ligados à piscicultura, pecuária e turismo dos dois Estados.

Durante a audiência pública na Aleam serão exibidos vídeos e fotos registrados na viagem pela BR-319. A intenção é mostrar à imprensa e à sociedade as reais condições de conservação da estrada e o que precisa ser feito para melhorar a trafegabilidade da rodovia.



Com Informação da Assessoria

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Dnit e Ibama fecham acordo sobre a rodovia BR-319

O licenciamento está prejudicado porque o Ibama e a Funai solicitaram do Dnit um levantamento sobre a existência de comunidades indígenas no raio de 40 quilômetros entre os rios Madeira e Purus


O acordo foi fechado com os representantes dos dois órgãos, da Funai, das federações empresariais do Amazonas e Rondônia e do governo (Divulgação)



O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) vai oficializar nesta quarta (21) um pedido de levantamento de embargo ao Ibama para dar continuidade às obras de manutenção do chamado “trecho do meio” (entre os quilômetros 250 e 655,7) da BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO).

Como as obras estão embargadas por supostas irregularidades ambientais, o diretor de licenciamento do Ibama, Thomaz Miazaki, disse que esse documento do Dnit contendo ainda a lista das obras de manutenção será o suficiente para que o órgão ambiental acabe com o embargo.
O acordo foi fechado nesta quarta durante audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado com os representantes dos dois órgãos, da Funai, das federações empresariais do Amazonas e Rondônia e do governo deste último Estado.
“Nós priorizamos o debate técnico sobre o embargo e a necessidade de desembargar a obra. Acredito que foi uma das audiências públicas mais frutíferas das quais participei”, comemorou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que propôs a reunião junto com os senadores Acir Gurgacz (PDT-RO) e Valdir Raupp (PMDB-RO). Segundo ela, a diligência na estrada que será feita pela comissão na próxima segunda (26) servirá para acelerar o processo de licenciamento a fim de que a rodovia seja pavimentada. Os senadores sairão de ônibus de Porto Velho até Manaus.
O licenciamento está prejudicado porque o Ibama e a Funai solicitaram do Dnit um levantamento sobre a existência de comunidades indígenas no raio de 40 quilômetros entre os rios Madeira e Purus.
O diretor-geral do Dnit, Valter Casimiro Silveira, disse que órgão está cumprindo todas as exigências e negou irregularidades ambientais. “Em nenhum momento o Dnit fez obras com objetivo de reconstrução da rodovia. Foi exclusivamente itens de manutenção, serviços comuns que fazemos em todas as rodovias no país, previstos em contratos”, disse.
Além dos representantes dos dois órgãos, foram debatedores o diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável da Funai, Artur Nobre Mendes; diretor da Representação em Brasília da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Saleh Hamded; representante da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), Alan Gurgel do Amaral; a representante do Governo de Rondônia, Elizete Lionel. Embora tenha confirmado presença, o Governo do Amazonas não enviou representante.

*Com informações da assessoria de imprensa


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

IBAMA embarga obras na BR-319 no AM e emite multa de R$ 7,5 milhões

Foram constatadas irregularidades em trecho que liga Manaus a Humaitá.IBAMA continuará monitorando rodovia, que sai do AM em direção a RO.



( Foto: Greenpeace) BR-319, que liga Porto Velho e Manaus, possui três trechos em obras


O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) embargou as obras do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), no trecho entre os quilômetros 250 e 655,7 (Humaitá-Manaus), na BR-319. Segundo o Ibama, foram constatadas irregularidades e graves danos ambientais na obra. Foi emitido um auto de infração no valor de R$ 7.510.500,00.


Conforme o Ibama, a decisão foi baseada em relatório concluído em agosto, que apontou a execução de obras sem licença ambiental adequada, além de irregularidades como supressão de Área de Preservação Permanente (APP), estocagem de madeira sem licença, destinação irregular de efluentes, utilização de material de jazidas, intervenções em corpos hídricos, alargamento de pista, construção de bueiros, desvio de ponte danificada e alojamentos para trabalhadores sem condições mínimas de segurança e salubridade.

A BR-319, que liga Porto Velho e Manaus, possui três trechos em obras. Para o trecho central, de 405,7 km, o Ibama emitiu em 2007 um Termo de Referência que solicitava a realização de Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (Eia/Rima). Em 2009, após a devolução de dois estudos, uma terceira versão do Eia/Rima foi elaborada pelo Dnit. O documento, porém, não reuniu subsídios mínimos para verificar a viabilidade ambiental do empreendimento.

Em 2014, o Dnit obteve junto ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) licença ambiental para realizar a manutenção e recuperação da rodovia. No entanto, foram constatadas obras de implantação e pavimentação em vistoria do Núcleo de Licenciamento Ambiental do Ibama no Amazonas.
O Ibama emitiu auto de infração e termo de embargo, cujas cópias serão encaminhadas aos ministérios públicos Federal e do Trabalho. A equipe de fiscalização permanecerá monitorando a rodovia para verificar o cumprimento da decisão.

Fonte: G 1 Amazonas