sábado, 24 de março de 2012

Extração de ouro em Humaitá, está proibida



HUMAITÁ (AM) - Aconteceu na manhã desta sexta-feira (23) no Clube Municipal, uma reunião entre os extrativistas minerais da Cooperativa local, em pauta esteve a prestação de contas da Cooperativa que é presidida pelo vereador Rademarcker Chaves (PRP). Segundo informações dos extrativistas presentes na reunião, os membros reclamaram que o presidente não deu uma cópia de sua prestação de contas e que mostrou um documento distante de todos. A presença de poucos membros cooperados na reunião pode indicar um descrédito do presidente em meio aos membros que participam da cooperativa. Foi tratada também na reunião, a suspensão das atividades da categoria no Rio Madeira, o presidente afirmou que é contra a entrada de “Dragas” de grande porte na área de extração, e que a suspensão continuará enquanto, os “Dragueiros” insistirem em atuar na região. Os proprietários de Dragas ancoradas nas margens do rio em Humaitá alegam que estão legalizados e prontos para cumprirem todas as exigências pelo órgão regulador DNPM e IPAAM eles alegam também, que irão gerar divisas comerciais no município uma vez que, a larga produção obtida com a extração industrial atrairá mais empresários do setor para o município, segundo o líder dos “Dragueiros” a geração de divisas será em todos os setores da economia local, e a arrecadação fiscal poderá dobrar com a liberação desta atividade na região.

O impasse está criado e até o momento não tem previsão para a reativação das atividades de extração na região. Ao que tudo indica o governo do estado deverá enviar uma equipe de técnicos do IPAAM e DNPM para intermediar a situação. Compareceu também a reunião o prefeito em exercício Herivâneo Seixas (PTN), os vereadores Carlos Evaldo Terrinha de Souza (PDT) e Rademarcker Chaves (PRP). Segundo alguns extrativistas presentes no local a reunião não teve consenso e parece não ter previsão disto acontecer. Os prejuízos da paralisação irão atingir cerca de 3.000 mil pessoas que dependem das atividades de extração mineral no município, caso não seja resolvido o problema o quanto antes. Com um momento político chegando cada dia mais próximo os salvadores da pátria, chegarão de todos os lados, só esperamos que o impasse possa ser resolvido o quanto antes, avaliado sempre com muita prudência os resultados positivos e negativos futuramente.

Produção

As Balsas de Grande Porte podem trabalhar durante todo o ano a uma profundidade de até 45 metros produzindo, mensalmente, uma média de 2 kg de ouro enquanto as Balsas de Pequeno Porte (utilizadas pelos cooperados em Humaitá) trabalham, normalmente, no período de estiagem, em torno de seis meses por ano, trabalhando a uma profundidade de, no máximo, 10 metros e produzem mensalmente uma média de 350 gr de ouro, vale ressaltar que temos pelo menos 500 balsas atuando durante a estiagem na região.

A atividade garimpeira no Rio Madeira e afluentes está com os dias contados, ano a ano a produção diminuiu e é inevitável que a lavra artesanal, com o passar dos anos venha a ser substituída pela industrial. A tendência de todos os garimpos de ouro é semelhante no mundo inteiro, ou seja, a transformação da atividade artesanal em industrial. À medida que o ouro superficial e de fácil extração for se exaurindo, os garimpeiros tentam a sorte extraindo ouro primário. Sem o domínio técnico, os garimpeiros vêem seus investimentos sendo dragados pelos altos custos operacionais. Quando os garimpeiros possuem titulação mineraria, através de concessão (Alvará de Pesquisa), ou permissão (Permissão de Lavra Garimpeira), o passo natural é vender ou se associar com empresas de mineração que possuam competência técnica, é o que pode acontecer em nossa região em pouco tempo.

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