Ao contrário do que
muita gente pensa, mães que trabalham são mais felizes, saudáveis e
otimistas, segundo constatou pesquisa de universidade norte-americana
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| Antonita Boscá (centro) conseguiu conciliar a vida empresarial com a criação dos dois filhos, Yanna e Williams |
Desdobrar-se
ao longo do dia para dar conta da carreira sem descuidar dos filhos é o
cotidiano de muitas mães trabalhadoras. Essa dupla jornada acaba tendo
efeitos negativos na saúde da mulher, certo? Errado. Ocorre que as mães
que trabalham são mais saudáveis, menos estressadas e mais otimistas do
que as que se dedicam exclusivamente aos cuidados de casa. O fato foi
constatado por pesquisa da Universidade da Carolina do Norte, nos
Estados Unidos, que acompanhou 1.364 mães ao longo de dez anos.
Em
Manaus, não faltam exemplos de mulheres bem sucedidas que colhem os
frutos de conciliar o papel de mãe com a carreira. A empresária Antonita
Boscá Escudero iniciou no ramo de importações em 1996, quando seus
filhos Williams e Yanna, tinham 15 e 12 anos de idade, respectivamente.
Nessa época, Antonita buscava mercadorias no Panamá para distribuir em
Manaus na ABE Importadora Ltda. Ela precisava se ausentar por cinco
dias, duas vezes ao mês. “Foi muito difícil, vivia me dividindo e tinha
ajuda de parentes e de babá para cuidar das criancas quase
adolescentes”, lembra a empresária. Com a família sempre unida, Antonita
lembra que a dupla jornada do passado, apesar da correria, foi
extremamente positiva e gratificante. Hoje, Yanna Simões, 27 anos, se
prepara para assumir o comando da empresa - ela já é responsável pela
área de compras da distribuidora.
Williams
Jezini, 30, dedicou-se aos esportes e é penta campeão estadual de
jiu-jitsu, para orgulho da mãe coruja que irá acompanhá-lo no campeonato
Brasileiro em Joinville (SC), na próxima sexta-feira. Se para Antonita,
a dupla jornada já é uma missão cumprida, para a juíza Andréa Medeiros,
ainda faz parte do dia a dia. Desde 2005, quando seu filho Gulherme
nasceu, ela vem se dividindo entre a maternidade e magistratura. Hoje,
ela acorda às 5h30 para arrumar o menino e levá-lo à escola. Ela
trabalha no fórum Henoch Reis até as 15h. Uma secretária particular faz o
transporte da criança. Mãe e filho se reencontram em casa, às 17h,
quando Andréa acompanha as tarefas escolares e brincadeiras. “Depois,
ele toma banho e jantamos sempre juntos. Para mim, qualidade de vida é
estar com meu filho”, diz a magistrada.

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