Apenas uma das unidades
acadêmicas da Ufam ainda não aderiu a paralisação. Estima-se que mais de
70% das aulas estejam paralisadas
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| A paralisação das atividades dos professores da Ufam começa nesta quinta-feira (17) e será de ocupação do campus universitário por tempo indeterminado |
Professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) decidiram aderir à greve nacional, durante Assembleia Geral, realizada na manhã desta terça-feira(15), na sede da Associação dos Docentes da Ufam (Adua). A paralisação das atividades começa nesta quinta-feira (17) e será de ocupação do campus universitário por tempo indeterminado.
“A proposta não é fazer uma greve de esvaziamento do campus e sim de atividades previstas pelo calendário de ações do Comando Local de Greve (CLG)”, disse o presidente da Adua, professor Antônio Neto.
O CLG irá se reunir às 15h, para protocolizar a decisão na reitoria da Ufam, solicitando a suspensão do calendário acadêmico. Além disso, durante a assembleia o professor do curso de Ciências Sociais, Luiz Fernando Santos, foi escolhido como representante do CLG para participar das reuniões em Brasília (DF). Um dos pontos definidos na assembleia foi o desconto de R$ 50 do salário dos professores para viabilizar os custos da paralisação.
A principal bandeira de luta dos professores federais é a reestruturação da carreira docente, aprovada durante o 31º Congresso do Sindicato Nacional e já protocolada junto aos órgãos do governo desde fevereiro.
A categoria reivindica carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho. Hoje, o vencimento básico de um professor federal é de R$ 557,51, para uma jornada de 20 horas semanais. O acordo emergencial firmado entre o Sindicato Nacional e o governo.

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