terça-feira, 22 de maio de 2012

Rio Negro, no Amazonas, atinge a cota de 29,90 metros nesta terça-feira

De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, 77.661 é o número de famílias afetadas pela cheia. Em Manaus, mais de seis mil famílias afetadas já foram cadastradas pela prefeitura

O rio Negro atingiu cota máxima na última quarta-feira (16) registrando 29,78 metros
O rio Negro atingiu nesta terça-feira (22) a cota de 29,90 metros (Ney Mendes)

O nível do rio Negro registrado nesta terça-feira (22) atingiu a cota de 29,90 metros. De acordo com Valderino Pereira, funcionário do Porto de Manaus e responsável pela medição, o nível do rio subiu três centímetros desta segunda (21) para terça (22). Esta é a maior cheia registrada no estado e que já afeta mais de 77 mil famílias em todo o Amazonas.
Em Manaus, mais de seis mil famílias afetadas já foram cadastradas pela prefeitura. Na cidade, a operação S.O.S enchente fez intervenção em 21 pontos, incluindo os bairros Educandos, Matinha, São Raimundo, Bariri, Raiz, Betânia, Presidente Vargas, Glória, Centro, Aparecida, São Jorge, São Geraldo e Comunidade da Sharp.
Várias ruas do Centro de Manaus já foram interditadas por conta da cheia. Muitas estão completamente alagadas, o que impede a passagem de carros de passeio pelas vias. A subida das águas virou atração turística no centro da cidade.
No último boletim hidrológico repassado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o nível do rio Negro continua subindo uma média de dois a três centímetros por dia.
“No município de Tabatinga que fica na bacia do Solimões, o nível da água já vem baixando”, destacou o Marco Antônio Oliveira, superintendente do órgão.
Na manhã desta terça (22) a Defesa Civil lançou o Plano de Ação Emergencial de limpeza, que vai contar com o trabalho de 500 homens. O objetivo é desobstruir e limpar as áreas afetadas diretamente com o acúmulo de resíduos sólidos urbanos.
De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, 77.661 é o número de famílias afetadas pela cheia, 50 municípios estão em situação de emergência e três decretaram estado de calamidade pública, devido à falta de condições das realizações dos serviços básicos.

ACRITICA

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