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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Cidade demonstra preocupação com setor primário por conta da cheia dos rios Juruá, Madeira, Purus e Negro

O parlamentou citou informações da Defesa Civil de que o nível das águas


Durante o discurso, o deputado estadual também cobrou medidas urgentes (Foto: Aleam)


O deputado estadual Orlando Cidade (PTN) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) para expor sua preocupação com a situação da produção do setor primário no Amazonas em função da cheia dos rios, que já levou municípios a decretarem estado de emergência.

O parlamentou citou informações da Defesa Civil de que o nível das águas já é superior ao verificado no mesmo período, em 2014, e lembrou que este ficou marcado como o ano de maior prejuízo para os produtores rurais em decorrência da cheia. “Na enchente do ano passado (2014), registrou-se a maior perda em toda a produção do Estado e o secretário de Defesa Civil já aponta para os quatro grandes rios - Juruá, Madeira, Purus e Negro - que já apresentam alagações superiores do que a do ano passado”, alertou.

Durante o discurso, o deputado estadual também cobrou medidas urgentes no setor de Segurança Pública para combater o crescimento da violência no município de Manacapuru (a 68 km de Manaus). Segundo Cidade, os índices se devem em grande parte ao tráfico de drogas, que utiliza a cidade como rota da droga oriunda da região do alto Solimões.

“Solicitamos à Polícia Federal que implantasse naquele município um posto para combater o tráfico de drogas, que é muito frequente, como também estamos solicitando a intervenção do nosso secretário de Segurança, doutor Sérgio (Fontes), para que faça uma barreira permanente na entrada e na saída daquele município para combatermos esses crimes tão violentos que estão acontecendo lá em Manacapuru”, contou.

Com Informação da Assessoria


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Assembleia sediará, na próxima semana, curso de capacitação sobre Gestão de Recursos Federais

De acordo com a diretora da Escola do Legislativo



A Gestão de Recursos Federais na área de Defesa Civil será (Fazenda.gov.br)




A Gestão de Recursos Federais na área de Defesa Civil será tema de um curso de capacitação realizado na próxima semana, de 18 a 22 de agosto, das 8h às 18h, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). O evento é uma promoção da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) em parceria com o Centro de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (Ceped) de Santa Catarina e a Assembleia Legislativa.

De acordo com a diretora da Escola do Legislativo, Jaqueline Ferretti Monteiro, o curso visa ampliar a capacidade de gestores e integrantes da administração pública estadual e municipal no processo de capacitação, aplicação e prestação de contas de recursos federais na área da defesa Civil. “O propósito é que produzam projetos passíveis de aprovação pela Sedec e, consequentemente, aprimoramento nas transferências de recursos federais para ações de proteção e defesa civil”, explicou.

As atividades da capacitação em Gestão de Recursos Federais na área de Defesa Civil se desenvolverão no auditório Senador João Bosco de Lima, no primeiro dia do evento, e no mini-auditório Cônego Azevedo nos demais dias da programação.


Com Informação da Assessoria



terça-feira, 6 de maio de 2014

Cheia do Baixo Amazonas preocupa

Em recente visita realizada em Parintins e Itacoatiara

 

Preocupado com os impactos mais severos da maior cheia da história (Foto: Arquivo)




O grande volume de água do rio Madeira que causou sérios prejuízos à população de Humaitá (a 590 km de Manaus) chegará em breve ao baixo Amazonas e já ameaça a população de Parintins e Itacoatiara. Preocupado com os impactos mais severos da maior cheia da história registrada no Sul do Amazonas, o deputado Cabo Maciel (PR), já acionou a Defesa Civil para que medidas preventivas sejam tomadas com antecedências e urgentes, para que essas famílias sejam melhor atendidas.

Em recente visita realizada em Parintins e Itacoatiara, Cabo Maciel acompanhado do vereador Cabo Ernesto (PTN), constatou a elevação muito rápida das águas do rio Amazonas, inundando áreas que nunca tinham ficado submersos.

Cabo Maciel teve informação da equipe de monitoramento que além de Parintins e Itacoatiara, os municípios de Nova Olinda do Norte, Novo Aripuana e Borba serão os mais afetados pela cheia deste ano.


Com Informação da Assessoria


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Perigo da enchente deste ano pode ser umas das mais devastadoras no Amazonas

A enchente traz prejuízos e quero reconhecer todo o esforço 

Humaitá ainda sofre com a enchente do Rio Madeira (Foto: Jean Santiago)


O deputado estadual Tony Medeiros (PSL) fez, na última terça-feira (15), um alerta sobre o perigo da enchente de 2014 ser uma das mais devastadoras já ocorridas no Amazonas. Segundo ele, a situação é mais grave na área do baixo Amazonas, onde o nível das águas já está a 65 centímetros da enchente histórica daquela região e deve sofrer ainda a influência do represamento dos rios Trombetas e Tapajós, no Pará, e do grande volume de água no alto Solimões.

O parlamentar parabenizou ainda o trabalho preventivo que vem sendo realizado pela  Defesa Civil do Amazonas, em especial na região do Rio Madeira e na área do baixo Amazonas, com o objetivo de minimizar os danos causados pelas subidas das águas.
“A enchente preocupa, apesar de o homem amazônico saber viver de acordo com o regime das águas. A enchente traz prejuízos e quero reconhecer todo o esforço da Defesa Civil, do coronel Roberto Rocha, em minimizar esses efeitos”, declarou.


Com Informação da Assessoria


sexta-feira, 14 de março de 2014

Defesa Civil deve identificar famílias que receberão assistência de usinas

MP alerta que famílias devem procurar Defesa Civil para fazer cadastro.



Justiça determinou que usinas do Madeira prestem auxílio à atingidos(Foto: G1)



Os autores da ação civil pública que obriga as Usinas Hidrelétricas (UHE) Santo Antônio e Jirau a prestar assistência às famílias atingidas pela cheia do Rio Madeira alertam que os moradores da parte de cima das barragens (montante) devem procurar a Defesa Civil para fazer o cadastro de identificação. 

A ação, movida pelos Ministérios Públicos Estadual e Federal, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Defensorias Pública Estadual e da União, pedia todas as famílias atingidas pela cheia do Rio Madeira recebessem assistências e ainda que o estudo de impacto ambiental fosse refeito. A Justiça Federal atendeu parcialmente o pedido.

Os Ministérios Públicos Estadual e Federal explicaram que a ação civil não quer responsabilizar as duas usinas pela quantidade de chuvas, mas que o estudo de impacto ambiental seja refeito para se ter uma melhor dimensão dos efeitos causados pelas barragens e pela formação dos lagos no rio. 

A decisão contempla apenas as famílias que moraravam em áreas localizadas antes das barragens, como os Abunã, Jacy-Paraná, distritos de Porto Velho, e o assentamento Joana d´Arc. Muitas famílias que tem direito ao auxílio que inclui moradia, alimentação, saúde e educação, estão em abrigos, na casa de parentes ou mesmo resistindo nos locais alagados e precisam ser identificados.

Um levantamento feito por uma empresa de consultoria encomendado pelo Ministério Público já apontava que os impactos com os empreendimentos haviam sido subdimensionados nos estudos que subsidiaram o licenciamento dos consórcios. “Os marcos dos lagos que se formaram estão debaixo d'água. Isso significa que ultrapassou os limites previtos. 

Os estudos devem ser refeitos”, explica o procurador da República, Rafael Bevilaqua, que ressalta que não houve estudos de impacto ambiental abaixo das barragens e, por isso, devem ser refeitos em todo o curso do rio. "Não é possível que a gente continue vivendo com barragens sem saber o efeito".

A sentença judicial determinou, ainda, que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), o Instituto do Patrimônio Histórico (Iphan), a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) estão obrigados a supervisionar o novo estudo.

De acordo com a justiça, um grupo de especialistas - engenheiros, agrônomos, geólogos, sociólogos e outros indicados pelas instituições - devem acompanhar os trabalhos que serão custeados pelos consórcios. O prazo máximo para as usinas comprovarem o andamento do reestudo é de 90 dias, sob pena de suspensão de suas licenças de operação.

A liminar ainda afirma que todo o patrimônio histórico danificado pela cheia deve ser revitalizado com recurso das hidrelétricas. As usinas também estão obrigadas a abrir rotas alternativas às vias interditadas nas proximidades de seus reservatórios. Ao Dnit, caberá fiscalizar. O descumprimento das determinações acarretará em multa de R$ 100 mil por dia, valor a ser pago por cada uma das usinas.


Fonte: G1


quarta-feira, 12 de março de 2014

Ação emergencial para ajudar vitimas da cheia do madeira

Até o momento a prefeitura de Manicoré não recebeu


Serão distribuídos 1000 (Mil) cestas básicas(Foto: Edy Lima)



Na última terça-feira (11), saiu um barco com a Defesa Civil da Prefeitura de Manicoré para parte de cima do Rio Madeira levando ajuda assistencial aos ribeirinhos afetados pela a enchente que já dizimou boa parte da produção. 

Além da Defesa Civil de Manicoré, outros profissionais como da área da saúde, Promoção Social, Secretaria Municipal de Educação, Secretaria de Produção, IDAM local, foram todos em só objetivo prestar solidariedade ao povo ribeirinho que no momento estão passando grande dificuldade.

Serão distribuídos 1000 (Mil) cestas básicas, mosquiteiros, redes de dormir, dezesseis metros cúbicos de madeira já beneficiada e outros benéficos serão feitos, para amenizar o sofrimento do agricultor que mora ao longo da calha do madeira que está completamente submersa. 

Até o momento a prefeitura de Manicoré não recebeu nem uma ajuda por parte do Governo do Estado do Amazonas e nem do Governo Federal, ou seja, que está sendo feito é com recursos próprios do município.

Na manhã de quarta-feira (12), Prefeito Lúcio Flávio e o Vice-prefeito Paulo Sérgio do município de Manicoré acompanhados de sua comitiva saíram para parte de cima do Rio Madeira ao encontro do barco que leva suprimentos, remédios e agasalhos para os desabrigados do médio madeira. 



Edy Lima DRT/AM 1823


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Defesa Civil de Manicoré visita casa em área de risco

Por causa das fortes chuvas o rio madeira não para de encher

Após ser feito uma vistoria minuciosa no terreno da moradora pela defesa (Foto: Edy Lima)



O chefe da Defesa Civil de Manicoré Joel Farias juntamente com a Assistente Social do município de Manicoré Ana D’avila visitou pela manhã da última quinta-feira (20), a casa de dona Sebastiana de Nazaré, que fica localizada no bairro de Santa Luzia na rua da antiga COSAMA. O motivo da visita foi porque a residência de dona Sebastiana ameaça a desabar, já que fica bem na beira do rio madeira.

Por causa das fortes chuvas o rio madeira não para de encher. Segundo informações da própria Defesa Civil o nível da água do madeira já superou a marca de seus 18 metros, bem acima do esperado. Não só dona Nazaré, como demais moradores daquela área correm o risco de terem suas casas arrastadas pela correnteza, por morarem em área considerada pela Defesa Civil como área de risco.

Após ser feito uma vistoria minuciosa no terreno da moradora pela defesa civil do município, foi constatado que por enquanto não a risco de desabamento. Também foi constatado que dona Sebastiana já está cadastrada no Programa do Governo Federal (Minha casa minha vida urbano), em parceria com o governo municipal.

Na hora da visita chovia muito em Manicoré. “Depois dessa inspeção feita pela Defesa Civil e a visita da Assistente Social do município, me sinto mais tranquila em relação a minha casa”. Desabafou dona Nazaré em forma de alivio.




Edy Lima DRT/AM 1823

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Promoção Social e Defesa Civil de Manicoré em Ação

Mas a casa de dona Josiane não resistiu o inverno rigoroso que acontece no Amazonas

Equipe da Secretaria de Promoção Social entregando materiais da casa a dona Josiane  (Foto: Edy Lima)


A Assistente Social do município de Manicoré Ana Davila e o chefe da Defesa Civil no município de Manicoré senhor Joel, já vinham desde (24), Abril de 2013 acompanhando o caso desse casal. Na primeira visita da equipe da Secretaria de Promoção Social e Defesa Civil foi constatado que a casa corria o risco de desabar. A casa estava coberta com palhas e pedaços de TNT’s, não tinha piso, era de barro batido, o banheiro ficava do lado de fora da casa e funcionava em estado critico.

Mas a casa de dona Josiane não resistiu o inverno rigoroso que acontece no Amazonas, e sobre uma forte chuva que caiu no dia (07), novembro ainda daquele ano sobre a cidade de Manicoré, alagando alguns bairros, em consequência dessa forte tempestade, infelizmente a humilde residência do casal não resistiu e desabou, deixando a mesma e sua família sem ter onde morar.

Segundo dona Josiane seu marido está desempregado e ela tem problemas de saúde devido a uma descarga elétrica que a atingiu há cerca de dois anos. “Atualmente moramos de aluguel, onde pagamos R$ 50 reais de aluguel, e sobrevivemos com uma renda mensal de R$ 102,00 reais do Programa Bolsa Família (Governo Federal)”.


Comunidade ajudando a desembarcar a madeira doada pela Sempes (Foto: Edy Lima)


Em visita realizada no dia (14) de fevereiro do corrente ano, após o desabamento da casa da senhora Josiane Coelho, a Assistente Social Ana Dávila juntamente com o chefe da Defesa Civil do Município Joel, foi constatado que a mesma já tinha conseguido quase que os materiais todos, faltando somente às tabuas ou tabiques para cercar a casa. 

Mas... Na tarde da última segunda-feira (17), a angustia do casal terminou. O secretário Joaquim Ribeiro juntamente com a equipe da Secretaria de Promoção Social compraram 50 metros de tabique e doaram para Josiane. A família já se encontra cadastrada no Programa Morar Melhor do Governo Municipal, porem necessitava de uma ação imediata.

A madeira foi entregue pelo secretário Joaquim, Defesa Civil e equipe de governo municipal. O caminhão baú usado para transportar a madeira pertence à Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento de Manicoré (SEMAPA). 

“Agora posso fazer minha casinha e morar com meus dois filhos e meu marido”. Disse Josiane Coelho, cheia de alegria.



Edy Lima DRT/AM 1823


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Matos cobra reativação da Defesa Civil para prevê chuvas fortes

O forte temporal que caiu segunda-feira sobre a cidade deixou diversos bairros das zonas Sul e Centro-Sul 





“Em 2008 e 2010 a cidade também sofreu com tempestades fortes (Reprodução/Internet)




A vereadora Rosi Matos (PT) cobrou nesta terça-feira, 1, do prefeito Artur Neto (PSDB) a imediata reinstalação da Secretaria Municipal de Defesa Civil (Semdec), criada na administração do ex-prefeito Serafim Correa e extinta pelo prefeito Amazonino Mendes em 2009. O órgão era responsável pela Divisão de Prevenção e Minimização de Desastres Naturais, mas atualmente a prefeitura não dispõe de nenhum serviço de alerta de chuvas e ventos fortes, como ocorreram  segunda-feira, 30, e causaram caos em toda a cidade.

De acordo com a parlamentar, é inadmissível que uma cidade como Manaus, sede da Copa do Mundo de 2014, não tenha um órgão de prevenção de temporais para alertar a população e a classe empresarial sobre prováveis danos ao patrimônio. “Em 2008 e 2010 a cidade também sofreu com tempestades fortes e os prejuízos foram grandes. Em sete anos a prefeitura ainda não tem nenhum serviço desse tipo. Ta na hora da prefeitura acordar e começar a trabalhar em benefício do povo”, cobrou a vereadora do PT.

O forte temporal que caiu segunda-feira sobre a cidade deixou diversos bairros das zonas Sul e Centro-Sul sem energia, a maioria por conta de queda de árvores, destelhamento de residências, empresas e o desabamento do forro de gesso de um shopping. Rosi Matos lembrou que a Semdec foi extinta por meio do Decreto nº 158, em junho de 2009, e transformada em uma subchefia do Gabinete Militar da prefeitura.

Segundo a vereadora, pelo Decreto assinado pelo ex-prefeito, o órgão deveria desempenhar 15 tipos de funções diferentes, mas não exerce metade, deixando, por exemplo, os serviços da Divisão de Prevenção de Desastres, Gerência de Engenharia de Prevenção e Executiva de Defesa Civil parados. “O resultado da inércia da prefeitura nesses quesitos foi justamente o que toda a cidade presenciou e sentiu na tarde de segunda-feira, 30 de setembro: Um verdadeiro caos e prejuízos incalculáveis”, reafirmou.



Com  Informação da Assessoria

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Orla de Manicoré ganhará muro de arrimo

Os materiais usados e a forma de fazer este muro irão variar de caso para caso



Quem passar de barco em frente à cidade vai poder observar homens(Foto: Tel Lopes)



O Governo do Estado do Amazonas em parceria com aPrefeitura Municipal de Manicoré deu inicio a construção do muro de arrimo na orla do rio madeira, em frente à cidade de Manicoré. A princípio será construído mais de 300 metros de muro.

Os materiais usados e a forma de fazer este muro irão variar de caso para caso, pois quanto maior o desnível, maior será a quantidade de terra e consequentemente mais forte terá de ser o muro de sustentação. Quem passar de barco em frente à cidade vai poder observar homens e maquinas trabalhando na beira do madeira.

Com a construção desse muro de arrimo na orla do rio vai fazer com o barranco do mesmo não caía mais, até porque a grande preocupação hoje do Governo Municipal de Manicoré é justamente com as pessoas, ou seja, com moradores que moram na encosta desse barranco.

Inclusive a Prefeitura Municipal de Manicoré através dos órgãos Defesa Civil do Município (DCM), juntamente com a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), já tomaram as devidas providencias, cadastrarão famílias que moram nessa área de risco, algumas já foram tiradas e colocadas em outro local, outras será contemplada com o Programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal no Âmbito Urbano.




Edy Lima - DRT/AM 1823

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Municípios do Amazonas recebem kits de defesa civil

Os kits fazem parte de um programa do Governo Federal de fortalecimento dos trabalhos das Defesas Civis municipais

O Congepdec é formado pelos coordenadores estaduais de defesa civil do Brasil(Foto: Alex Pazuello/Agecom)


Os municípios de Iranduba, Manicoré e Tefé receberam na última quinta-feira, 29 de agosto, kits de defesa civil compostos de aparelhos GPS, máquinas fotográficas, tablets e veículos com tração 4×4. O material foi entregue pelo titular do Subcomando de Ações de Defesa Civil no Amazonas (Subcomadec), coronel Roberto Rocha, e o diretor de Minimização de Desastres do Ministério da Integração Nacional, Armin Braun.

Os kits fazem parte de um programa do Governo Federal de fortalecimento dos trabalhos das Defesas Civis municipais e foram repassados pelo Ministério da Integração Nacional. Cada um custou cerca de R$ 130 mil. Nessa primeira fase, 91 cidades brasileiras vão receber o material e até o final do programa, em 2014, esse número deve chegar a 821 municípios.
De acordo com o coronel Roberto Rocha, a ação vai auxiliar os municípios a estruturarem seus órgãos municipais de Defesa Civil, além de prevenir desastres e de ajudar a acabar com a cultura de não prevenção de riscos, ainda existente, principalmente em cidades do interior. “Além de estrutura os municípios, o benefício servirá para estimular outros municípios para a criação de suas coordenadorias, junto ao órgão estadual”.
Para receber os equipamentos, os municípios amazonenses precisaram cumprir alguns pré-requisitos, como explicou Armin Braun. “Primeiramente esses municípios devem estar licitados e mapeados pelo Governo Federal como de maior risco de desastre no Brasil. Após esse mapeamento são selecionados os municípios de maior risco e o município tem que cumprir requisitos basicamente relacionados à organização da Defesa Civil Municipal”.
O prefeito de Iranduba, Xinaik Medeiros, destacou a importância dos kits para que o município consiga atender melhor os casos de emergência e prevenir problemas futuros. O Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria Nacional de Defesa Civil, já enviou kits de defesa civil para municípios de outros 12 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Reunião - Gestores Estaduais de Defesa Civil de todo o Brasil iniciaram na última quinta-feira, em Manaus, no Hotel Park Suítes (avenida Coronel Teixeira, nº 1.320-A, Ponta Negra, zona oeste), a 5ª Reunião Deliberativa do Conselho Nacional de Gestores Estaduais de Proteção e Defesa Civil (Congepdec), que acontece amanhã. 

O Congepdec é formado pelos coordenadores estaduais de defesa civil do Brasil. A entidade é presidida pelo secretário executivo do Subcomando de Ações de Defesa Civil no Amazonas (Subcomadec), coronel Roberto Rocha. A pauta da reunião discute sobre a adequação da Instrução Normativa nº 01, de 24 de agosto de 2012, a preparação para a Copa de 2014, a transferência voluntária de recursos financeiros, além de problemas vinculados a cada Defesa Civil Estadual e palestras técnicas da área de Defesa Civil.

Os membros do Conselho, que se reúnem a cada quatro meses, têm como objetivo avaliar as políticas e diretrizes nacionais relacionadas ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil no Brasil. O Conselho busca, ainda, promover estudos na área de proteção e defesa civil, criando um intercâmbio para conhecimento e troca de experiências com as organizações nacionais e internacionais, objetivando o aprimoramento técnico-profissional e cientifico dos integrantes do Conselho.


Com Informação da Assessoria

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Semps e Defesa Civil visita moradores de área de risco em Manicoré

Diante dessa tal situação o Prefeito Lúcio Flávio do Rosário e o Vice-Prefeito Paulo Sérgio Barbosa resolveram

 

Casas que ficam na área de risco no bairro de Santa Luzia(Edy Lima 1823 DRT-AM)

 

A prefeitura Municipal de Manicoré através da Secretaria Municipal de Promoção Social juntamente com a Defesa Civil do município de Manicoré, realizou pela parte da manhã da última quarta-feira (10), visita as famílias que moram em área de risco, na Rua Dom José Lourenço no Bairro de Santa Luzia.

Essas pessoas alem de receberem a visita do Secretário de Promoção Social Joaquim Ribeiro, também contam com a visita do Chefe da Defesa Civil senhor Joel e da Assistente Social senhorita D’avila e demais funcionários da Semps.

São aproximadamente vinte (20) casas, todas na beira do barranco do lendário rio madeira, de uns tempos para cá, devido anos e anos de fortes chuvas, esse mesmo barranco vem sofrendo constantemente erosões com cada inverno que acontece na região amazônica.

A casa dessas famílias, na parte da frente é em terra firme, mais já a parte de trás da casa é suspensa no ar por troncos de madeiras ou palafitas como são conhecidas no Brasil.

Essas moradias são habitadas por famílias de baixa renda, que por muitas vezes não tem a chance de conseguir uma moradia digna, e por isso resolverão morar nesses lugares que são considerados área de risco pela Defesa Civil de qualquer estado Brasileiro.

Vista da parte de trás de uma das residências da área de risco,ao fundo Rio Madeira(Edy Lima 1823 DRT-AM)

Diante dessa tal situação o Prefeito Lúcio Flávio do Rosário e o Vice-Prefeito Paulo Sérgio Barbosa resolveram tomar uma iniciativa, determinou ao Secretário de Promoção Social que visitasse cada família, e imediatamente fosse feito o cadastramento dessas famílias que se chama Minha Casa Minha Vida (Área de Risco). 

Após a equipe realizar a visita, fazer todo o levantamento de quantas famílias mora em cada casa, essas mesmas famílias da área de risco são convidadas a comparecer de imediato na Secretaria Municipal de Promoção Social levando os seguintes documentos:

Certidão de Nascimento da Mulher e Marido, Carteira de Identidade (RG), CPF, Titulo de Eleitor, Carteira de Trabalho (CTPS), Certidão de Nascimento dos Filhos, Outros, DAP (Declaração Sindicato), Copia do Cartão do Programa Bolsa Família.

Ainda na quarta-feira pela parte da tarde, as visitas se estenderam para as estradas do município, ou seja, os primeiros moradores a receber a equipe da Semps foram às famílias da estrada do Inajá.
O prefeito Lúcio entende que, não só os moradores da área de risco têm direito a uma moradia digna, mas também os moradores das estradas e vicinais, que ainda não tem uma casa na cidade.



Edy Lima 1823 DRT-AM

terça-feira, 29 de maio de 2012

Começo da vazante traz alívio para moradores do interior do Amazonas

Águas do Paraná do Ramos começaram a baixar e o desafio agora é a reconstrução das vias e prédios públicos da cidade

Em Barreirinha mais de 95% das vias públicas foram tomadas pelas águas
Em Barreirinha mais de 95% das vias públicas foram tomadas pelas águas (Jonas Santos)

De acordo com a Defesa Civil do Município de Barreirinha (a 328 quilômetros de Manaus), as águas do Paraná do Ramos, afluente do rio Amazonas, já estão baixando. Desde a semana passada, os moradores sentiram que, o nível baixou cerca de três centímetros por dia, um dado atípico para a região, que deveria  estar recebendo a alta das águas do Amazonas.
Segundo a Defesa Civil do Amazonas, que mede em Parintins, o nível do rio, as águas baixaram cerca de 12 cm desde o pico máximo, que ocorreu há duas semanas.
“O nível do rio atingiu 9m30 e desde lá ja baixou 12cm, gradativamente. A média é de descida de  dois centímetros a três centímetros  ao dia em Barreirinha, o mesmo que Parintins”, disse o subcoordenador de Defesa Civil do Baixo Amazonas,  Wilson Silva.
Em Barreirinha, apesar das águas, a prefeitura já iniciou a elaboração de projetos para reestruturar a cidade, principalmente, nas ruas das zonas mais atingidas pela enchente.
“Nós verificamos que o sistema viário foi todo danificado. Essa enchente foi um sufoco, tivemos um prejuízo maior do que em 2009. Já conversamos com o Governador do Amazonas e colocamos para ele os possíveis estrago que a água provocou nas ruas e prédios da cidade. Estamos elaborando projetos e encaminhando a todas as secretarias do Estado  para que possamos fazer  parcerias e recuperar a cidade”, disse o prefeito de Barreirinha, Mecias Pereira Batista.
Uma das alternativas para recuperar e evitar, de vez, possíveis estragos nas ruas da cidade será a recontrução viária utilizando concreto, segundo Mecias.
“Como a orla foi pouco atingida, não vamos mexer nela.Seria um valor absurdo. Mas, as demais ruas, que foram mais atingidas pela enchente vamos pavimentá-las com concreto, porque com esse material, pode alagar o quanto quiser que não estraga a rua. Nós já apresentamos o projeto a Secretaria de Estado de Infraestrutura do Amazonas, estamos conversando com o governador e apontando que 70% das ruas devem ser reasfaltadas e 40% pavimentadas com concreto”, disse.

Terra Preta

Para prevenir novos prejuízos à população de Barreirinha, o prefeito Mecias Batista disse que, dentro dos planos de recuperação da cidade, está a pavimentação de comunidades locais e citou como exemplo a comunidade da Terra Preta.
    
JORNAL A CRÍTICA

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Famílias afetadas pela cheia no município do Careiro da Várzea (AM) já estão nas balsas-abrigos

Os comunitários deverão permanecer no abrigo improvisado por, pelo menos, dois meses, período estimado para começar  a vazante do rio Amazonas

Nos próximos dois meses barracas montadas na balsa-abrigo serão a casa dos moradores da comunidade Marimba
Nos próximos dois meses barracas montadas na balsa-abrigo serão a casa dos moradores da comunidade Marimba (Antônio Lima)

Os desabrigados   da comunidade do Marimba, às margens  no rio Amazonas, no município de Careiro da Várzea (a 29 quilômetros de Manaus), começaram a ser transferidos para a balsa-abrigo instaladas na frente da comunidade. O município decretou estado de calamidade pública e está com com mais de 22,9 mil pessoas em situação de risco, das quais, pelo menos 12 mil moram  nas comunidade  rurais, que foram tomadas pelas águas.  
Os comunitários deverão permanecer no abrigo improvisado por, pelo menos, dois meses, período estimado para começar  a vazante do rio Amazonas.
Nesta quinta-feira (24), mesmo com a  previsão de que só no final da tarde seria realizada a transferência dos desabrigados, ao menos quatro famílias já estavam ocupando as tendas da Defesa Civil, instaladas na balsa do Marimba, que não tinham  luz e nem alimentação.
Algumas chegaram a levar até eletrodomésticos como geladeira e maquina de lavar, bens que conseguiram salvar da fúria das aguas  que, em alguns casos, chegou a destruir as casas construídas nas margens do rio.
“Eu passei três semanas debaixo d’água. Depois fiquei na casa do vizinho, mas, lá já  tava alagando tudo e eu vim para cá. Consegui salvar só a geladeira. Gracas a Deus consegui uma barraquinha aqui”, disse a pescadora Maria Silvania Costa do Nascimento.
Depois que as águas baixarem, a pescadora  vai avaliar se a casa onde mora terá condições de ser reconstituída.
A dona de casa Flávia Sandra Oliveira ainda não conseguiu ser instalada numa das barracas-abrigo da Defesa Civil, mas decidiu permanecer de plantão na balsa  até conseguir um espaço para a família, que continua vivendo no alagado. 
“A situação na minha casa está feia mesmo. Estamos com água até na cintura. Eu vivo lá com meus filhos, mas não tem mais condicoes porque a gente pode até morrer afogado. Estou  aqui esperando montar uma barraca para a gente ficar. Até agora não recebi nenhuma ajuda, nem mesmo o cartão do governo, que a gente está precisando muito, para pelo menos,  poder pegar madeira para levantar a casa”, disse.

Destruição em várias comunidades

Ao longo do caminho para a comunidade do Marimba, a uma hora da sede de Careiro da Várzea, o rio Amazonas deixa um rastro de destruição nas casas instaladas a  margem dele. Na comunidade São Francisco, em certos trechos do rio, as casas mais antigas, construídas abaixo da cota de 2009,  estão completamente cobertas pela água e oferecem, inclusive perigo para a navegação. Com a chuva as moradias estão prestes a serem levadas pela  forte correnteza.
Mas há quem, mesmo em meio ao caos, consegue conviver com a destruição. A Igreja Evangélica do Marimba está servindo como abrigo para a família do pastor Ivan Lima,  que está com a casa debaixo d'agua.
“Nós estamos aqui enquanto o rio sobe, mas acho que ele  parou de subir porque fiz uma marca e hoje (ontem) ele não a ultrapassou”, disse o pastor evangélico.
“Tinha mais gente aqui na igreja, mas eles já foram embora. Nessa enchente, o rio passou mais de um metro da cheia de 2009. Nos vamos ficar por aqui mesmo porque acredito que o rio tá parando de encher", disse o pastor,  que mora no local há três semanas e assiste os filhos bricarem de pescar dentro da própria casa.

Destaque

O Governo do Amazonas realiza nesta sexta (25) em Careiro da Várzea, a entrega dos cartões Amazonas Solidário(R$ 400). A distribuição  ocorrerá na sede da cidade e nas comunidades atingidas,facilitando o acesso das vítimas ao benefício.

MARIA DERZI

terça-feira, 22 de maio de 2012

Rio Negro, no Amazonas, atinge a cota de 29,90 metros nesta terça-feira

De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, 77.661 é o número de famílias afetadas pela cheia. Em Manaus, mais de seis mil famílias afetadas já foram cadastradas pela prefeitura

O rio Negro atingiu cota máxima na última quarta-feira (16) registrando 29,78 metros
O rio Negro atingiu nesta terça-feira (22) a cota de 29,90 metros (Ney Mendes)

O nível do rio Negro registrado nesta terça-feira (22) atingiu a cota de 29,90 metros. De acordo com Valderino Pereira, funcionário do Porto de Manaus e responsável pela medição, o nível do rio subiu três centímetros desta segunda (21) para terça (22). Esta é a maior cheia registrada no estado e que já afeta mais de 77 mil famílias em todo o Amazonas.
Em Manaus, mais de seis mil famílias afetadas já foram cadastradas pela prefeitura. Na cidade, a operação S.O.S enchente fez intervenção em 21 pontos, incluindo os bairros Educandos, Matinha, São Raimundo, Bariri, Raiz, Betânia, Presidente Vargas, Glória, Centro, Aparecida, São Jorge, São Geraldo e Comunidade da Sharp.
Várias ruas do Centro de Manaus já foram interditadas por conta da cheia. Muitas estão completamente alagadas, o que impede a passagem de carros de passeio pelas vias. A subida das águas virou atração turística no centro da cidade.
No último boletim hidrológico repassado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o nível do rio Negro continua subindo uma média de dois a três centímetros por dia.
“No município de Tabatinga que fica na bacia do Solimões, o nível da água já vem baixando”, destacou o Marco Antônio Oliveira, superintendente do órgão.
Na manhã desta terça (22) a Defesa Civil lançou o Plano de Ação Emergencial de limpeza, que vai contar com o trabalho de 500 homens. O objetivo é desobstruir e limpar as áreas afetadas diretamente com o acúmulo de resíduos sólidos urbanos.
De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, 77.661 é o número de famílias afetadas pela cheia, 50 municípios estão em situação de emergência e três decretaram estado de calamidade pública, devido à falta de condições das realizações dos serviços básicos.

ACRITICA

Defesa Civil do AM lança Plano de Ação Emergencial

A ação estima retirar dos igarapés até 140 toneladas de resíduos sólidos urbanos por dia

A ação de limpeza estima retirar dos igarapés até 140 toneladas de resíduos sólidos urbanos por dia
A ação de limpeza estima retirar dos igarapés até 140 toneladas de resíduos sólidos urbanos por dia (Divulgação)

O Subcomando de Ações de Defesa Civil-Subcomadec, lançou nesta terça-feira (22), o Plano de Ação Emergencial de limpeza em áreas diretamente afetadas pela enchente do Rio Negro na cidade de Manaus. O objetivo é desobstruir e limpar as áreas afetadas diretamente com o acúmulo de resíduos sólidos urbanos. A ação está prevista para ser executada em 30 dias.
Os bairros que serão atendidos são: Matinha, Aparecida, São Jorge, São Geraldo, Presidente Vargas, Glória, Céu, Educandos, Betânia e Raiz.
A ação, que conta com a atuação direta de 500 agentes de limpeza, da Secretaria da Região Metropolitana de Manaus (RMM), três balas, três escavadeiras, 20 caçambas de 16m3, três pás mecânicas e equipamentos de proteção individual (EPI), estima retirar dos igarapés até 140 toneladas de resíduos sólidos urbanos por dia.
A coordenação do Plano é da Defesa Civil do Estado, que conta com a parceria da Secretaria da Região Metropolitana de Manaus (RMM), Fundação de Vigilância e Saúde do Amazonas (FVS), Forças Armadas e Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM).

ACRITICA


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Rio Negro (AM) pode continuar a subir e atingir a cota de 30m38

Se o rio mantiver o comportamento atual de subir, pelo menos, dois centímetros por dia, em 17 de junho a cota estará em 30,38 metros, portanto acima dos 30,13 metros previstos no segundo alerta de cheia do Serviço Geológico Brasileiro (CPRM)

Cheia 3
No Porto Privatizado de Manaus carros e motos trafegam numa pista que está com a água no mesmo nível da registrada na ala de atracação dos barcos

A enchente  do rio Negro, que nesta quarta-feira (16) alcançou a marca recorde de 29,78 metros,  pode atingir níveis bem maiores até meados de junho, quando segundo o registro feito nos últimos 110 anos, ocorre o pico das cheias do rio.
Se o rio mantiver o comportamento atual de subir, pelo menos, dois centímetros por dia, em 17 de junho a cota estará em 30,38 metros, portanto acima dos 30,13 metros previstos no segundo alerta de cheia do Serviço Geológico Brasileiro (CPRM).

Nesta quarta (16), dos 52 municípios que já haviam decretado estado de emergência por conta do fenômeno, três -  Anamã, Careiro da Várzea e Barreirinha -  decretaram calamidade pública e a população atingida deverá ser  evacuada das localidades.
Com o decreto de calamidade pública mais 30,2 mil pessoas devem ser alocadas, pela Defesa Civil do Amazonas, em flutuantes. No  Careiro da Várzea 95% da população foram atingida e passarão a morar em balsas por um mês.

“Vamos alugar flutuantes para alojar as famílias. Outras serão removidas para casas de parentes. Estamos providenciando atendimento à saúde e alimentação. Desde que foi emitido o aviso de emergência, redobramos as atenções no  Careiro da Várzea, Anamã, Caapiranga e Barreirinha”, disse o coordenador da Defesa Civil do Amazonas, Hermógenes Rabelo. 

A vice-prefeita de Careiro da Várzea, Maria da Conceição Costa, disse que serão alugados dez flutuantes para abrigar as famílias. “Hoje, as as casas já estão com assoalho 40cm acima do que já tinham colocado no início da cheia”, disse a vice-prefeita do município mais afetado.

Planejamento
Com enchente recorde nos rios do Estado, o Poder Público está correndo para tentar minorar o problemas das populações atingidas. A pressa expõe a falta de planejamento e a não observância dos avisos.

Com dois meses de antecedência, por exemplo, os pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) Maria Teresa Fernandez Piedade e Jochen Schongart divulgaram um estudo mostrando que a cheia iria ser recorde.
“Nosso modelo de acompanhamento da temperatura dos oceanos e do volume de chuvas já indicava isso”, disse Maria Teresa, lembrando que o aviso permitia o planejamento de ações que minimizassem os efeitos da calamidade.

O CPRM também alertou para a gravidade do quadro. “No primeiro alerta para Manaus a previsão mínima já indicava uma cheia oscilando de  29m06 até 29m96. Quando a mínima passa dos 29m, as autoridades  devem prestar a  atenção na cheia. Foram quase dois meses e meio de antecedência, suficiente para se prepararem”, disse o  superintendente da CPRM, Marco Antônio de Oliveira.

La Niña
Em 2012,o regime de chuvas bacia Amazônica sofreu influência do fenômeno La Niña.“É uma região continental. Com o La Niña choveu, ao mesmo tempo,no sul da bacia,no Peru e na calha do rio Negro”, disse Marco Antônio Oliveira, da CPRM.

Serviço público tem mudanças
A enchente obrigou a Polícia Militar a trocar viaturas por lanchas ou canoas em municípios do interior, segundo informou ontem o comandante do Departamento de Polícia do Interior, Marcus Frota. Presos de Justiça, que ficam nas delegacias aguardando sentença, estão sendo remanejados para outros locais ou  em marombas nas delegacias.

Houve também aumento no número de furto nas propriedades abandonadas por causa da enchente.  Um dos  problemas enfrentados pela polícia  é a demora para chegar ao local do crime. Uma barco da equipe da Polícia Civil naufragou quando ia atender uma ocorrência.

Há locais, segundo Frota, onde 100% do policiamento são  feitos de lancha e de canoa. O policial tem que remar muito para atender as ocorrências.

“Nós temos que fazer policiamento nas áreas alagadas onde há propriedade alagadas e que os proprietários tiveram que sair, para que não sejam roubadas”, disse Frota. Além desse trabalho, os policiais estão colaborando com a Defesa Civil e com o Corpo de Bombeiros orientando as embarcações a não trafegarem muito próximo da margem dos rios para evitar banzeiros. Segundo Frota as ondas arrancam as tábuas das marombas e muitas vezes levam as casas.

O delegado do Careiro da Varzea (a 29 quilômetros de Manaus), David Jordão disse que faltam dois degraus para a água invadir a delegacia. Em Barreirinha uma delegacia provisória foi montada na casa do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti).  Há um mês que o prédio do 38º Distrito Policia da cidade inundou. São 13 presos alojados. O  delegado Cristovão Pereira, contudo, informa que a cidade está tranqüila, sem registros de roubos e outros delitos.

Colaboraram: Joana Queiroz, Jonas Santos, Ana Celia Ossame  e Gerson Severo Dantas.