A TIM informou que está presente em 21 (dos 62) municípios do Amazonas e que estenderá sua cobertura às cidades de Lábrea, em julho de 2012, e Manicoré, em outubro deste ano.

A operadora foi a única que divulgou sua
estimativa de Capex no Norte, de R$ 190 milhões até o final deste ano
(57% maior em relação a 2010) e de R$ 627 milhões no triênio 2011-2013.
Somente em sistemas estruturais, como o Projeto LT Amazonas
(Manaus-Macapá-Tucuruí) serão investidos R$ 171 milhões. No Amazonas,
entre 2012 e 2014, prevê-se aporte de R$ 60 milhões em capacidade de
rede, e prevê a troca de vários elementos de rede, instalação de novos
equipamentos e expansão da cobertura para várias cidades já a partir de
abril.
No backbone, a TIM segue em negociação com a Embratel na rota
Manaus-Porto Velho; e pretende ativar seu link Macapá-Manaus e a rota
Belém-Santarém e Belém-Macapá no primeiro trimestre de 2013. Serão 27
cidades iluminadas com fibra OPGW ao longo de Amazonas, Pará e Amapá.
“Nossa maior dificuldade é na parte de transmissão (backbone e
backhaul). Em São Paulo, por exemplo, com 100 quilômetros de cabo ótico
você passa por dezenas de cidades. No Norte, muitas vezes essa é a
extensão de uma cidade”, reclama o gerente executivo de redes de acesso
da TIM, Fabio Costa.
A Claro explica que cobre 29% dos municípios do Amazonas, sendo 11% deles também com serviços 3G e que tem projetos em 22 bairros de Manaus para o provimento de TV por assinatura (com a Net). A empresa pretende entregar novas capacidades de comunicação aos municípios de Careiro da Várzea, Careiro Castanho e Humaitá. A expectativa é de modernizar 73% de sua planta até julho de 2012 e concluir o trabalho de evolução de toda a infraestrutura até dezembro deste ano. A disponibilidade dos links deve atingir 90% até agosto deste ano e 95% até o final do ano. Para isso, a operadora negocia acordos de contingência com a Oi.
A Embratel, que também atua como concessionária em regiões remotas,
pretende modernizar toda sua planta de TUPs até dezembro de 2012. Para
isso, realizará 267 visitas e recuperações até lá. De janeiro à março,
foram 125. A empresa informou que 68,8% dos seus TUPs estavam
disponíveis para uso no estado do Amazonas em março e que esse número
era de 36% há seis meses. A operadora informa que da planta de orelhões,
47,6% funcionam com nova tecnologia, índice que era de pouco menos de
25% em setembro passado.
TUPs
Já a missão de modernizar os orelhões no Norte, determinada pela
Anatel, não tem sido simples. A Embratel, por exemplo, encaminhou à
agência documento em que informava as medidas que estavam sendo tomadas
pela operadora na renovação dos orelhões: a tele se compromete a
revitalizar 100% de sua planta de TUPs até dezembro de 2012. “Essa carta
é resultado de um diálogo que vínhamos tendo com as concessionárias
desde setembro do ano passado, quando enviamos um despacho à Oi,
Embratel e Telefônica solicitando um plano de vistoria e reparo de toda a
planta de TUPs no Brasil”, lembra José Gonçalves Neto, superintendente
de universalização da Anatel, que acrescenta que a Anatel trabalha no
aprimoramento de ferramentas para monitorar a gestão remota e a
fiscalização dos orelhões, como o “Fique Ligado”.
Segundo ele, das três concessionárias, a Embratel foi a que apresentou
problemas mais sérios com a revitalização. Por ter os TUPs mais remotos,
em localidades com menos de 300 habitantes, incluindo aldeias indígenas
isoladas, a concessionária solicitou o final de 2012 como prazo final
do reparo e modernização de toda a sua planta.
O gerente da regional Norte da Anatel, José Gomes Pires, responsável
pelo trabalho de fiscalização da agência nos estados do Acre, Amazonas,
Rondônia e Roraima, confirma: “A Embratel tem os TUPs mais remotos, por
questões de regulamento. Tem mais de mil equipamentos, entre os quais
cerca de 300 estão somente em Manaus, Rondônia e Acre. Fizemos a
aferição e o resultado não foi satisfatório”, diz Pires.
Entendendo os transtornos causados aos milhares de usuários, a Embratel decidiu conceder gratuidade nas chamadas de longa distância nacional originadas em seus TUPs, com o uso do código 21, até o fim de 2012, quando se encerra o prazo de revitalização da planta.
Entendendo os transtornos causados aos milhares de usuários, a Embratel decidiu conceder gratuidade nas chamadas de longa distância nacional originadas em seus TUPs, com o uso do código 21, até o fim de 2012, quando se encerra o prazo de revitalização da planta.
A exemplo da Embratel, a Oi também não conseguiu cumprir seu primeiro
compromisso de revitalização da planta, que era de março de 2012, e foi
forçada a prorrogá-lo para 30 de junho. Neto destaca, no entanto, que há
uma diferença fundamental de postura entre as duas operadoras. “Tem
havido aumento da disponibilidade dos orelhões da Oi, temos observado
isso no dia-a-dia. Em maio do ano passado esse índice era de 60% e agora
está em cerca de 80%. Estamos entendendo que isso está aumentando e
esperamos 90% a 95% até junho”, diz o superintendente da Anatel.
O diretor de política regulatória da Oi, Carlos Cidade, admite a
dificuldade da tele em cumprir o prometido, mas tem esperança.
“Entregamos à Anatel um relatório parcial em março e não conseguimos
‘fechar’ [concluir a revitalização] por diversas razões, como logística,
fornecedores de TUPs, que não conseguem entregar a quantidade
necessária por mês, por se tratar de uma quantidade muito grande de
terminais. Só no Amazonas, serão 6,4 mil TUPs novos, de um total de
13.836 em 605 localidades de 62 municípios”, diz o executivo da Oi. “Mas
temos convicção de que conseguiremos cumprir o prazo de junho”, prevê.
Fonte: TELETIME
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