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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Tecnologia 4G: Claro, TIM e Vivo arrematam três primeiros lotes

Algar Telecom foi única que não participou desta primeira fase da disputa por não ter apresentado garantia de proposta, mas levou o quarto lote. Tecnologia 4G levará telefonia móvel e internet de alta capacidade a áreas rurais com baixo custo


TIM, Claro, Telefônica (Vivo) e Algar Telecom entregaram propostas para disputar quatro lotes nacionais de 10 MHz cada e dois regionais (Marcello Casal Jr./ABr)


O primeiro dos seis lotes de telefonia de quarta geração (4G) na faixa de 700 mega-hertz (MHz) foi arrematado pela operadora Claro, com uma proposta de R$ 1,947 bilhão. O valor apresentado pela empresa representa ágio de praticamente 1% ante aos R$ 1,927 bilhão definido como preço mínimo da outorga para cada um dos três lotes nacionais.
O segundo lote ficou com a TIM por praticamente o mesmo valor da Claro. O terceiro lote foi arrematado pela Vivo, pelo preço mínimo de outorga. Dos seis lotes, três têm abrangência nacional. O quarto lote abrange todo o território nacional, menos as áreas destinadas aos lotes 5 (87 municípios de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo) e 6 (municípios de Londrina e Tamarana, no Paraná).
TIM, Claro, Telefônica (Vivo) e Algar Telecom entregaram propostas para disputar quatro lotes nacionais de 10 MHz cada e dois regionais. No entanto, a Algar Telecom não participou da disputa destes três primeiros lotes por não ter apresentado garantia de proposta.
A faixa de 700 MHz vai complementar a de 2,5 giga-hertz (GHz), leiloada em junho de 2012, também para a tecnologia 4G. Enquanto a frequência de 2,5 GHz tem mais capacidade e raio de cobertura menor, a de 700 MHz tem abrangência maior e necessita de menos antenas, além de ser usada por diversos países, como os Estados Unidos e a Argentina.
Segundo a Anatel, com a utilização da faixa de 700 MHz, será possível levar telefonia móvel de quarta geração e internet em banda larga de alta capacidade às áreas rurais, a um custo operacional mais baixo, uma vez que essa faixa é ideal para a cobertura de grandes distâncias.
Lotes regionais

Após nenhuma proposta válida ter sido apresentada pelas operadoras de telefonia à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para o lote 4 – no certame que definirá as empresas que operarão a telefonia de quarta geração (4G) na faixa de 700 mega-hertz (MHz) –, a Algar Telecom venceu o quinto lote, que abrange 87 municípios de Goiás, de Minas Gerais, de Mato Grosso do Sul e de São Paulo. A proposta atingiu R$ 29,567 milhões.
O quarto lote integrava todo o território nacional, menos as áreas destinadas aos lotes 5 (87 municípios) e o lote 6 (municípios de Londrina e de Tamarana, no Paraná), que também não recebeu ofertas. Não houve proposta válida para o quarto lote, porque três das quatro concorrentes (TIM, Claro, Telefônica Vivo) já haviam arrematado os três lotes nacionais na primeira rodada. A Algar Telecom não pôde participar do lote 4, por falta de garantia de manutenção de proposta de preço.
Diante desse cenário, apenas a Algar disputou o quinto lote. Por tê-lo vencido, a operadora, a exemplo das demais, também não pôde participar do sexto (e último) lote. Seguindo regras previstas no edital, os lotes 4 e 6 foram divididos em dois lotes cada. No entanto, nenhuma proposta foi apresentada pelas operadoras na segunda rodada.
PEDRO PEDUZZI (AGÊNCIA BRASIL)


terça-feira, 16 de julho de 2013

Vivo é multada em R$ 319 mil por má prestação de serviços no Estado


A Vivo já foi notificada da multa e tem até o dia 24 deste mês para recorrer da pena

 

Novas linhas das operadoras TIM, Claro, Vivo e Oi no Amazonas(Reprodução)

Ao atender a uma solicitação do deputado estadual Marcos Rotta (PMDB), o Procon-AM multou a operadora Vivo em 300 mil UFIRs (Unidade Fiscal de Referência), que correspondem a R$ 319 mil, pela má prestação de serviços no Amazonas.

Os autos de infração e multa foram lavrados pelo Procon-AM, que acatou a sugestão do deputado, protocolizada no último dia 26 de junho por meio da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Amazonas (CDC-ALEAM). 

A Vivo já foi notificada da multa e tem até o dia 24 deste mês para recorrer da pena.
De acordo com a diretora-presidente do Procon-AM, Silvana Miranda Corrêa, além de analisar o documento enviado pela CDC-ALEAM, ela também juntou aos autos reclamações oriundas no município de Parintins contra a operadora. 

Fato que, segundo ela, contribuiu para que a empresa fosse punida com a multa. Para justificar a sugestão de multa, o presidente da CDC-ALEAM explicou que os serviços prestados pela empresa têm deixado a desejar, uma vez que o número de reclamações em relação às falhas constantes da operadora teve um aumento significativo entre os meses de maio e junho.

Segundo Rotta, além das falhas nas ligações, também há queixas em relação à  demora tanto no envio quanto no recebimento de mensagens. “Há relatos em que as mensagens chegam apenas 24 horas depois de terem sido emitidas. 

Isso é um absurdo”, comentou Rotta, ao acrescentar que a telefonia é um serviço essencial, portanto não pode ser suspenso.

Rotta relatou ainda que, nos dias 22 e 23 de junho, a operadora Vivo sofreu mais um “apagão”, ficando sem serviço por quase 48 horas ininterruptas. “Desde 2011, temos registrado “apagões” nos serviços prestados por essa empresa. 

Por isso, acredito ser justa a aplicação de multa contra a operadora. O Procon-AM está certo em penalizar a Vivo e cobrar dela um serviço a altura das tarifas cobradas por ele, que não são baratas”, ressaltou o peemedebista, ao acrescentar que meta da CDC-ALEAM não é exigir a aplicação de multas, mas sim cobrar qualidade na prestação dos serviços.

“Já realizamos audiências, assinamos acordos e dialogamos com a operadora em prol de um serviço de qualidade, mas infelizmente até agora não tivemos uma resposta satisfatória. Como agora vamos mexer no bolso deles, acredito que isso deva sustir algum efeito benéfico aos consumidores”, completou Rotta. 

Suspensão das vendas

Ainda, por meio da CDC-ALEAM, Rotta também solicitou ao Ministério Público Federal (MPF-AM) e à Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel) a suspensão de comercialização de novas linhas das operadoras TIM, Claro, Vivo e Oi no Amazonas. 

Na avaliação de Rotta, os planos das operadoras não atendem a demanda e, consequentemente, o maior prejudicado é o consumidor, que paga caro por um serviço ineficiente.

 “Com base na quantidade de reclamações diárias contra as operadoras, acredito que o plano de rede dessas empresas não é suficiente para atender a demanda dos consumidores do Estado. 

Por conta disso, na minha opinião, se faz necessário suspender a comercialização de novas linhas até que os problemas sejam solucionados”, explicou Rotta.   

 “CPI da telefonia”

Rotta, junto aos deputados Marcelo Ramos e Adjuto Afonso, entrou com pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os problemas de qualidade dos serviços prestados pelas empresas de telefonia móvel e fixa. 

O líder do PMDB informou que o pedido de CPI tem como base um estudo realizado pela comissão, incluindo número de reclamações e relatos de consumidores sobre os serviços oferecidos pelas operadoras, tanto na capital quanto no interior.



Com Informação da Assessoria

 












quinta-feira, 31 de maio de 2012

TIM garante sinal na cidade de Manicoré em outubro de 2012

A TIM informou que está presente em 21 (dos 62) municípios do Amazonas e que estenderá sua cobertura às cidades de Lábrea, em julho de 2012, e Manicoré, em outubro deste ano.


 


   A operadora foi a única que divulgou sua estimativa de Capex no Norte, de R$ 190 milhões até o final deste ano (57% maior em relação a 2010) e de R$ 627 milhões no triênio 2011-2013. Somente em sistemas estruturais, como o Projeto LT Amazonas (Manaus-Macapá-Tucuruí) serão investidos R$ 171 milhões. No Amazonas, entre 2012 e 2014, prevê-se aporte de R$ 60 milhões em capacidade de rede, e prevê a troca de vários elementos de rede, instalação de novos equipamentos e expansão da cobertura para várias cidades já a partir de abril.

No backbone, a TIM segue em negociação com a Embratel na rota Manaus-Porto Velho; e pretende ativar seu link Macapá-Manaus e a rota Belém-Santarém e Belém-Macapá no primeiro trimestre de 2013. Serão 27 cidades iluminadas com fibra OPGW ao longo de Amazonas, Pará e Amapá. “Nossa maior dificuldade é na parte de transmissão (backbone e backhaul). Em São Paulo, por exemplo, com 100 quilômetros de cabo ótico você passa por dezenas de cidades. No Norte, muitas vezes essa é a extensão de uma cidade”, reclama o gerente executivo de redes de acesso da TIM, Fabio Costa.


A Claro explica que cobre 29% dos municípios do Amazonas, sendo 11% deles também com serviços 3G e que tem projetos em 22 bairros de Manaus para o provimento de TV por assinatura (com a Net). A empresa pretende entregar novas capacidades de comunicação aos municípios de Careiro da Várzea, Careiro Castanho e Humaitá. A expectativa é de modernizar 73% de sua planta até julho de 2012 e concluir o trabalho de evolução de toda a infraestrutura até dezembro deste ano. A disponibilidade dos links deve atingir 90% até agosto deste ano e 95% até o final do ano. Para isso, a operadora negocia acordos de contingência com a Oi.

A Embratel, que também atua como concessionária em regiões remotas, pretende modernizar toda sua planta de TUPs até dezembro de 2012. Para isso, realizará 267 visitas e recuperações até lá. De janeiro à março, foram 125. A empresa informou que 68,8% dos seus TUPs estavam disponíveis para uso no estado do Amazonas em março e que esse número era de 36% há seis meses. A operadora informa que da planta de orelhões, 47,6% funcionam com nova tecnologia, índice que era de pouco menos de 25% em setembro passado.

TUPs

Já a missão de modernizar os orelhões no Norte, determinada pela Anatel, não tem sido simples. A Embratel, por exemplo, encaminhou à agência documento em que informava as medidas que estavam sendo tomadas pela operadora na renovação dos orelhões: a tele se compromete a revitalizar 100% de sua planta de TUPs até dezembro de 2012. “Essa carta é resultado de um diálogo que vínhamos tendo com as concessionárias desde setembro do ano passado, quando enviamos um despacho à Oi, Embratel e Telefônica solicitando um plano de vistoria e reparo de toda a planta de TUPs no Brasil”, lembra José Gonçalves Neto, superintendente de universalização da Anatel, que acrescenta que a Anatel trabalha no aprimoramento de ferramentas para monitorar a gestão remota e a fiscalização dos orelhões, como o “Fique Ligado”.
Segundo ele, das três concessionárias, a Embratel foi a que apresentou problemas mais sérios com a revitalização. Por ter os TUPs mais remotos, em localidades com menos de 300 habitantes, incluindo aldeias indígenas isoladas, a concessionária solicitou o final de 2012 como prazo final do reparo e modernização de toda a sua planta.
O gerente da regional Norte da Anatel, José Gomes Pires, responsável pelo trabalho de fiscalização da agência nos estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima, confirma: “A Embratel tem os TUPs mais remotos, por questões de regulamento. Tem mais de mil equipamentos, entre os quais cerca de 300 estão somente em Manaus, Rondônia e Acre. Fizemos a aferição e o resultado não foi satisfatório”, diz Pires.
Entendendo os transtornos causados aos milhares de usuários, a Embratel decidiu conceder gratuidade nas chamadas de longa distância nacional originadas em seus TUPs, com o uso do código 21, até o fim de 2012, quando se encerra o prazo de revitalização da planta.
A exemplo da Embratel, a Oi também não conseguiu cumprir seu primeiro compromisso de revitalização da planta, que era de março de 2012, e foi forçada a prorrogá-lo para 30 de junho. Neto destaca, no entanto, que há uma diferença fundamental de postura entre as duas operadoras. “Tem havido aumento da disponibilidade dos orelhões da Oi, temos observado isso no dia-a-dia. Em maio do ano passado esse índice era de 60% e agora está em cerca de 80%. Estamos entendendo que isso está aumentando e esperamos 90% a 95% até junho”, diz o superintendente da Anatel.
O diretor de política regulatória da Oi, Carlos Cidade, admite a dificuldade da tele em cumprir o prometido, mas tem esperança. “Entregamos à Anatel um relatório parcial em março e não conseguimos ‘fechar’ [concluir a revitalização] por diversas razões, como logística, fornecedores de TUPs, que não conseguem entregar a quantidade necessária por mês, por se tratar de uma quantidade muito grande de terminais. Só no Amazonas, serão 6,4 mil TUPs novos, de um total de 13.836 em 605 localidades de 62 municípios”, diz o executivo da Oi. “Mas temos convicção de que conseguiremos cumprir o prazo de junho”, prevê.

Fonte: TELETIME