Os dados são do IBGE, referente ao Censo 2010, e foram divulgados nesta terça-feira (12), por ocasião do Dia Contra o Trabalho Infantil
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| Manifestação na Zona Norte de Manaus contra o trabalho infantil |
Apesar
do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
apresentar um dado geral positivo de redução de 13,44% da mão de obra
infantil – correspondente a faixa etária de 10 a 17 anos -, em relação
ao ano de 2000, o mesmo não foi verificado no grupo envolvendo crianças
entre 10 e 13 anos de idade, cujo aumento foi de 1,56%.
Os
dados foram apresentados nesta terça-feira (12), pelo Fórum Nacional
para a Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), em Brasília, por conta
do Dia Contra o Trabalho Infantil, que este ano tem como tema: “Vamos
acabar com o trabalho infantil. Em defesa dos direitos humanos e da
justiça social”.
De acordo com os
números revelados pela pesquisa, na região Norte foi verificado um
aumento de trabalho infantil nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará e
Roraima.
Liderando o ranking aparece
o Pará. Enquanto em 2000 o número total de mão de obra infantil
verificado no Estado foi 179.611 casos – dos quais a prevalência na
faixa etária de 16 a 17 anos, com 82.322 ocorrências -, em 2010 houve um
registro total de 180.089 casos, dos quais 75.292 ocorrências, na mesma
faixa etária.
A incidência de casos,
no Pará entre os dois anos foi verificada na faixa etária de 10 – 13
anos de idade. Enquanto em 2000, o Pará registrava apenas 43.021 casos,
em 2010, os números saltaram para 55.240 ocorrências.
Seguido
do Pará, o Amazonas aparece com 61.887 casos no ano 2000, dos quais,
28.024, correspondem à faixa etária de 16 – 17 anos. Outros 18.397 casos
foram registrados na faixa etária de 14- 15. Ainda em 2000, o Amazonas
detinha 15.466 registros de mão de obra infantil, referentes à faixa
etária de 13 – 10.
Em 2010, o total
de ocorrências foi de 82.573 casos. Deste número, 33.130, se
concentraram na faixa etária de 10 – 13 anos de idade. Os aumentos
também foram verificados nas demais faixas etárias. De 14 – 15 anos,
subiu para 21.879, casos, e na faixa etária de 10 – 13 anos,foram 27.564
ocorrências.
Apesar de ter diminuído
os registros em dois grupos de faixas etárias, em 2010, o Acre aparece
em terceiro lugar do ranking, com 15.135 ocorrências, em 2000, e 16.514
casos registrados 10 anos depois.
Enquanto
em 2000, o Estado apresentava 7.037 registros, referentes à faixa
etária de 16 – 17 anos, em 2010, houve uma redução, para 6.414
ocorrências. No ano 2000 haviam 4.366 casos referentes à faixa etária de
15 – 14 anos de idade, em 2010 foram verificados 4.240 ocorrências.
Com relação a faixa etária de 10 – 13 anos, enquanto em 2000 haviam 3.732 casos, em 2010, o IBGE registrou 5.860 ocorrências.
No
Amapá a pesquisa registrou 7.354 casos em 2000, contra 12.325
verificados em 2010. Todas as faixas etárias tiveram incidência de
casos. Em 2000, um total de 3.848 ocorrências foram registradas na faixa
etária de 16 – 17 anos, contra 5.694 casos verificados em 2010.
No
grupo de 14 – 15 anos, um total de 2.178 casos foram registrados em
2000, enquanto que em 2010 foram observados 3.113 ocorrências. Já o
grupo da faixa etária de 10 – 13 anos de idade, pulou de 1.328 em 2000,
para 3.518 casos em 2010.
Roraima lidera o quinto lugar no ranking de mão de obra infantil, na região Norte.
Em
2000 o Estado registrou 7.059 casos, dos quais 3.821, na faixa etária
de 16-17 anos. O restante distribuído em 1.891 casos na faixa etária de
14 – 15 anos, e outros 1.347, para a faixa etária de 10 – 13 anos de
idade.
Entretanto, em 2010 o aumento
nos casos de exploração do trabalho de crianças e adolescentes foi
verificado em todas as faixas etárias, contabilizando um total de 11.238
registros. Conforme os dados do IBGE, 4.961 ocorrências foram
registradas, na faixa etária de 16 – 17 anos. Outros 2.969 registros
dizem respeito à faixa etária de 14 – 15 anos, e outras 3.401
ocorrências a faixa etária de 10 – 13 anos de idade.

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