Com medo de represálias
os profissionais que trabalham no Batalhão Ambiental, e que preferiram
não ter a identidade revelada, afirmam: a situação está no limite
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| Os policiais reclamam da falta mínima de uso das novas instalações oferecidas do Batalhão, um ambiente que serviu de alojamento para os operários do Prosamim, e que fica no terreno da Vila Olímpica |
Enquanto
representantes do mundo discutem métodos eficazes para a preservação do
meio ambiente mundial na Rio+20, os policiais militares lotados no
único Batalhão de Polícia especializado em combate aos crimes ambientais
no Estado do Amazonas denunciam precariedade nos materiais de serviço,
além da falta de um quartel fixo para o desempenho dos seus trabalhos.
Com
medo de represálias, os profissionais da segurança pública, que
preferem não ter a identidade revelada, afirmam que "a situação está no
limite".
O
ápice do problema foi o “despejo” dos policiais que atuam em área
terrestre da sede do Batalhão, localizada na Travessa Hermes Fontes nº
60, bairro da Compensa III e que só servirá à equipe até a próxima
quarta-feira (20).
Os
policiais reclamam da falta mínima de uso das novas instalações
oferecidas do Batalhão, um ambiente que serviu de alojamento para os
operários que trabalharam nas obras do Programa de Saneamento dos
Igarapés de Manaus (Prosamim), e que fica nos fundos do terreno da Vila
Olímpica, localizada na Zona Centro-Sul da cidade.
A
reportagem foi até o local e verificou que o ambiente está
aparentemente abandonado, sem janelas e com portas sendo recolocadas. As
redes hidráulica e elétrica também estão sem funcionamento.
“Nunca
tivemos um prédio fixo, sempre ficamos nesse troca-troca. Isso não só
atrapalha nosso trabalho, mas também prejudica a manutenção dos nossos
documentos. Muita coisa se perde nessas mudanças”, lamentou um dos
denunciantes.
Base Fluvial

“O
apoio do Batalhão pela água não existe! Atualmente só temos uma lancha
em funcionamento, e ainda com um motor 40, inútil se necessária alguma
perseguição”, apontou um dos profissionais.
No batalhão, localizado no porto do São Raimundo, Zona Oeste de Manaus, pode-se constatar a existência de seis lanchas sem uso.
“Nossa
rotina de trabalho tem sido dramática, não temos as mínimas condições
de combater os crimes que diariamente são cometidos contra a floresta e
os animais da Amazônia com a estrutura que nos é disponibilizada”,
reclamou um dos policiais. Seu discurso foi emendado por um colega.
“Isso está acontecendo porque incomodamos interesses de homens
poderosos. Ultimamente estávamos realizando operações e fazendo
apreensões que incomodavam essas pessoas”, acrescentou.
Responsável nega
Responsável
pelo policiamento Ambiental no Estado, o Major Diniz nega a existência
dos problemas. De acordo com ele, o que está acontecendo é apenas a
mudança por conta de obras no atual local usado pela equipe.
“Essa
mudança está sendo causada por conta das obras de reforma do atual
prédio ocupado pelo Batalhão. O lugar que fica na Vila Olímpica já
começou a ser ajustado não vejo problemas em ocuparmos esse lugar”,
ressaltou, lembrando que já está em estudo um projeto para a construção
de uma base própria do Ambiental.
“Nossa
base precisa ser sustentável, não podemos fazer isso de uma hora para
outra. Nossas parcerias com entidades ambientais pelo mundo serão
imprescindíveis para a consolidação deste lugar”, afirmou.
Sobre
as lanchas Diniz pondera que as lanchas atracadas e sem uso na base
fluvial, são antigas e que já foram substituídas por outras. “Quando
assumi o Batalhão firmei o compromisso de recuperá-las, e assim faremos
com a ajuda do governo do Estado e com os nossos parceiros”, amenizou.
Treinamento
Outra
promessa é a capacitação de mais homens para dar apoio aos 98 que
atualmente pertencem ao quadro.“Primamos principalmente pela qualidade,
sabemos que nosso Estado é continental, e por isso nossa ideia é ampliar
o número de homens, para isso realizaremos cursos em pelo menos seis
municípios para que esse policiais possam prevenir e reprimir crimes
contra o meio ambiente”, falou.

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