segunda-feira, 4 de junho de 2012

Estudantes da Ufam vão às ruas apoiar greve

O ato deve mobilizar cerca de 400 pessoas entre estudantes e professores. Eles fazem uma passeata por avenidas e ruas de Manaus

Professores e estudantes da Ufam fazem manifestação com passeata
Professores e estudantes da Ufam fazem manifestação com passeata (Digulgação)

Mais de 300 estudantes dos cursos de saúde da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) fazem mobilização na manhã desta segunda-feira (4), em passeata, que percorrerá avenidas e ruas de Manaus. A maioria dos estudantes é do curso de medicina. O ato apoia os professores que se encontram em greve por tempo indeterminado.  A mobilização já tem hora marcada e local escolhido pelos manifestantes.
Os estudantes estivarm concentrados desde às 9h da manhã na Faculdade de Medicina, no Centro.  A passeata  dos manifestantes  começou por volta das 11h. O percurso segue pelas avenidas Álvaro Maia (Boulevard), Djalma Batista e ruas Pará e Maceió, na Zona Centro-Sul de Manaus.
De acordo com a líder do movimento Alexandra Procópio, durante o protesto os estudantes devem estar vestidos de branco ou pelo menos com uma blusa branca, com faixa preta na manga e nariz de palhaço. Eles prometem fazer muito barulho. “Vamos utilizar cartazes, faixas e carro de som durante a passeata que dá apoio aos docentes em greve”, declarou uma integrante.
A mobilização dos estudantes faz parte do calendário oficial da greve nacional dos professores federais que iniciou no dia 17 de maio, por tempo indeterminado. As atividades visam chamar à atenção da população para as reivindicações dos docentes e problemas de infraestrutura da Universidade.
A greve dos professores da Ufam reivindica melhores condições na suas atividades, usufruto de matéria didático como livros atualizados e em biblioteca, laboratórios equipados, e a melhoria da infra-estrutura da Faculdade de Medicina (criação de Centro de Convivência, melhoria das instalações de ensino, estacionamento e segurança), repúdio ao revalida simplificado. A greve também é contra a medida provisória 568/12 e 10% do PIB para a educação. 

THIAGO GONÇALVES

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