Ong 'Criança Segura'
divulga ranking dos estados campeões em atropelamentos de crianças no
país. Pelo estudo, foram registrados 1.895 mortes de crianças de 0 a 14
anos no trânsito, 711 que vitimaram a criança na condição de pedestre
no país. O estudo teve como base os números de mortalidade de 2010, os
mais atuais divulgados pelo Ministério da Saúde
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| De acordo com dados do Disque Direitos Humanos, o Disque 100, apenas nos primeiros quatro meses de 2012 o módulo Criança e Adolescente registrou 34.142 denúncias |
O
trânsito é responsável pela principal causa de morte, entre os
acidentes, de crianças e adolescentes até 14 anos no Brasil. Do total de
lesões que vitimam a criança no trânsito, a maior parte, 38%,
corresponde aos atropelamentos.
Para
entender os dados mais profundamente, gerar alerta para as medidas de
prevenção desta lesão e incentivar a adoção de políticas públicas que
visem reduzir estes acidentes, a Ong 'CRIANÇA SEGURA' realizou um estudo
tendo como base números de mortalidade de 2010, os mais atuais
divulgados pelo Ministério da Saúde.
Pelo
estudo, foram registrados 1.895 mortes de crianças de 0 a 14 anos no
trânsito, 711 que vitimaram a criança na condição de pedestre. Outras
7.392 foram internadas devido a atropelamentos. Os pequenos são mais
vulneráveis a este perigo porque estão expostos às condições de tráfego
que superam sua capacidade de percepção do risco.
As
idades e sexo das crianças vítimas destes acidentes também foram
considerados. As mortes com crianças de 10 a 14 anos representaram 35%,
com crianças de 5 a 9 anos 34%, de 1 a 4 anos, 28% e 3% no caso das
crianças com menos de 1 ano. Os meninos foram vítimas quase duas vezes
mais que as meninas, sendo 65% das mortes por atropelamentos com garotos
e 35% envolvendo garotas.
Ranking por regiões
O
estado de Sergipe foi o campeão em mortes de crianças vítimas de
atropelamentos, com taxa de 2,88 por cem mil habitantes menores de 15
anos, seguido de Tocantins, com 2,76, Goiás com 2,50, Santa Catarina,
com 2,28 e Alagoas, com 2,20. O Amapá apresentou a menor taxa: 0,90. O
Amazonas aparece em 13º lugar com 1,64.
| Estado | Taxa por cem mil Hab. menores de 15 anos | Estado | Taxa por cem mil Hab. menores de 15 anos |
| 1. Sergipe | 2,88 | 13. Amazonas e Pernambuco | 1,64 |
| 2. Tocantins | 2,76 | 14. Pará e Rio Grande do Sul | 1,57 |
| 3. Goiás | 2,50 | 15. Rio de Janeiro | 1,54 |
| 4. Santa Catarina | 2,28 | 16. Maranhão | 1,52 |
| 5. Alagoas | 2,20 | 17. Mato Grosso do Sul | 1,47 |
| 6. Mato Grosso | 2,18 | 18. Ceará | 1,46 |
| 7. Piauí | 2,17 | 19. Bahia | 1,36 |
| 8. Distrito Federal | 2,14 | 20. Minas Gerais | 1,25 |
| 9. Espírito Santo | 2,09 | 21. São Paulo | 1,06 |
| 10. Paraná | 2,05 | 22. Paraíba | 0,94 |
| 11. Rondônia | 1,89 | 23. Amapá | 0,90 |
| 12. Rio Grande do Norte | 1,78 |
Acre
e Roraima não apresentaram registros de mortes por atropelamentos o que
pode estar relacionado à uma deficiência na notificação destas lesões.
Crianças são mais vulneráveis aos atropelamentos
Ainda
em desenvolvimento, são incapazes de discernir a velocidade e distância
dos veículos, direção de onde vêm os sons, tem a visão periférica
limitada (não enxergam nas laterais) e, devido à sua estatura, nem
sempre podem ser vistos pelos motoristas. O imaginário infantil também
influencia neste caso: as crianças são capazes de acreditar que podem
sair ilesas após uma batida – assim como assistem nos programas de TV
por exemplo.
Além destas
dificuldades, o ambiente em que transitam as crianças apresenta um
grande potencial de risco e poucas condições de segurança para os
pedestres. Entre outros fatores que causam o atropelamento, está a
ausência de uma campanha educativa para motoristas e pedestres,
desrespeito aos limites de velocidade, falta de calçadas, sinalização
ineficiente, vias e rodovias projetadas sem os devidos cuidados para
pedestres e a falta da cultura do respeito às leis. No entanto, a
principal causa destes atropelamentos, pode estar relacionada à falta de
um adulto com as crianças quando elas estão no trânsito.
Prevenindo os atropelamentos:
Para
prevenir este acidente, os responsáveis devem supervisionar sempre até
que a criança demonstre habilidades e capacidade de julgamento do
trânsito. Isto se dá a partir dos 10 anos aproximadamente. Além disso,
devem adotar algumas medidas:
- segurar sempre a criança, firme, pelo pulso, enquanto estiverem caminhando na rua;
-
não permitir a brincadeira em locais que não são adequados como
entradas de garagens, quintais sem cerca, ruas ou estacionamentos;
- acompanhar a criança para identificar o caminho mais seguro e ensinar a completá-lo de forma segura e cuidadosa.
Além de dar o bom exemplo, os responsáveis também devem ensinar a criança:
- a olhar para os dois lados várias vezes antes de atravessar a rua;
- utilizar a faixa de pedestres sempre que disponível;
- obedecer aos sinais de trânsito;
- não atravessar a rua por trás de carros, ônibus, árvores e postes;
-
nunca correr para a rua sem antes parar e olhar se vem carro - seja
para pegar uma bola, o cachorro ou por qualquer outra razão;
- esperar que o veículo pare totalmente ao desembarcar do ônibus e aguardar que ele se afaste para atravessar a rua.
*Os dados são da Ong 'Criança Segura' divulgados pela assessoria de imprensa.

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