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sábado, 7 de novembro de 2015

Liberação das obras do ‘meião’ da rodovia BR-319 só depende de nova decisão da Justiça Federal

Ibama se posicionou favoravelmente ao desembargo dos trabalhos na rodovia, mas liminar ainda impede a retomada das obras


A recuperação de pontes de madeiras é uma das obras de recuperação do trecho central da BR-319 contratadas pelo Dnit (Márcio Silva)



Emitido na quinta-feira, o posicionamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a favor da liberação das obras de manutenção do trecho da BR-319, chamado de “meião”, ainda não foi comunicado oficialmente ao Ministério Público Federal (MPF), autor da ação judicial que resultou na suspensão dos serviços na rodovia que liga Manaus a Porto Velho.
Ontem (6), por meio de nota, o MPF ressaltou que não há qualquer medida judicial contrária à decisão liminar (rápida e provisória) que suspendeu as obras de reconstrução do trecho central da BR-319, proferida no dia 27 de outubro. Na decisão, a Justiça Federal acatou parcialmente os pedidos do MPF e determinou a suspensão de quaisquer intervenções que estejam sendo realizadas no trecho central da rodovia BR-319, compreendido entre os  quilômetros 250 e 655,7.
O MPF cita que, após a decisão,  foram citados o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), conforme consulta processual no site da Justiça Federal do Amazonas “Não havendo qualquer registro de outra medida, menos ainda de decisão que revogue a já referida suspensão das obras”, diz a nota. A assessoria também disse que, até ontem, não havia informações no MPF sobre o documento expedido pela presidente do Ibama, Marilene Ramos, ao diretor-geral do Dnit, Valter Casimiro Silveira.
Com base em parecer da Diretoria de Licenciamento Ambiental, Marilene Ramos informa por meio de ofício a Valter Silveira que, por parte do Ibama, não há obstáculos para a suspensão do embargo aos serviços de manutenção do trecho central da rodovia. A presidente do instituto, contudo, enfatiza que os procedimentos administrativos para o “desembargo”, liberação das obras, encontram-se paralisados em função da decisão expedida pela 7ª Vara Especializada em Matéria Ambiental e Agrária, da Justiça Federal em Manaus.
Acordo
Parlamentares do Amazonas  que participaram de reunião com a presidência do Ibama, na quarta-feira, avaliam que o posicionamento da autarquia é o primeiro passo para a retomada dos trabalhos de manutenção da estrada. De acordo com a  senadora Vanessa Grazziotin, essa informação servirá de base para  o MPF formalizar um acordo com o Dnit e as outras partes envolvidas no processo. “Assim como aconteceu na área invadida do aeroporto de Barcelos onde houve  entendimento entre os moradores, o governo federal e a Justiça”, lembrou a parlamentar.
Em seu parecer, o diretor de licenciamento ambiental do Ibama, Thomaz de Toledo, recomenda que a suspensão do embargo para as atividades de manutenção seja restrita aos critérios de trafegabilidade.
“Embora a devolução das características originais da rodovia esteja condicionada ao licenciamento ambiental prévio do Ibama, não nos parece correto vetar todo e qualquer tipo de manutenção no referido trecho rodoviário, manutenção esta justificada pela necessidade de restabelecer não as condições originais da obra, mas apenas suas condições mínimas de trafegabilidade, do contrário estaria o Ibama determinando o isolamento das comunidades que dependem do referido trecho para o seu deslocamento”, diz um trecho do parecer da diretoria de Licenciamento ambiental.
Competência para licenciar seria do Ipaam
O documento expedido pelo Ibama também reconhece que a competência para o licenciamento das obras de manutenção do trecho do meio da BR-319 é o Ipaam.
“Uma vez restritas ao território do Estado do Amazonas, não caracterizam a competência da União para o licenciamento ambiental, de acordo com os critérios estabelecidos pela Lei Complementar nº 140/2011 e Decreto nº 8437/2015. Desta forma devem se submeter ao devido licenciamento ambiental perante o órgão de meio ambiente do Estado do Amazonas”, diz o parecer assinado por Thomaz de Toledo.
Essa posição diverge do  entendimento do MPF e da juíza federal Aline Carnáuba. Na decisão que brecou as obras,  ela proíbe o Ipaam de conceder qualquer nova licença ou autorização para quaisquer atividades na BR-319 e suspende os efeitos das licenças já emitidas. “Quanto à competência para o licenciamento da obra, de fato, mais uma vez entendo que o MPF se mostra certo ao imputar ao Ibama a atribuição de licenciar as obras da BR 319”
Relatório apontou impactos
Com base em relatórios apresentados pelo próprio Ibama, o MPF entrou com a ação civil pública no dia 1º de outubro para conter danos ambientais provocados pelas obras na BR-319 contratadas pelo Dnit. Os serviços foram autorizados por uma licença expedida pelo Ipaam.
Vistoria realizada pelo Ibama, no dia 25 de agosto,  constatou desmatamento de uma extensa área ao longo dos 405,7 quilômetros do trecho central da rodovia. O relatório aponta aterramento de cursos d’água, depósito de solo no leito de igarapés, retirada de solos para uso na obra sem reparação do local e despejo de dejetos e resíduos de máquinas no solo.
Em sua decisão a juíza federal Aline Carnaúba ressalta que a medida de suspensão da obra não tem a intenção de privar as pessoas do direito de ir e vir e ao desenvolvimento econômico. Mas de garantir que esses serviços se revertam de fato em melhorias “às vidas das pessoas direta ou indiretamente atingidas pelas obras”.
Blog: Vanessa Grazziotin
Senadora pelo Amazonas (PCdoB)
“O Ibama  oficializa a posição que já havia   antecipado para nós na reunião em Brasília. Esse documento é fundamental para que o Dnit consiga derrubar a liminar na Justiça Federal que suspendeu as obras de manutenção da BR-319 no trecho do meio. A decisão da Justiça teve origem no relatório feito pelo próprio Ibama que entendeu que o Dnit estava extrapolando na intervenção que fazia na rodovia. Com base no ofício do Dnit que detalha os procedimentos que estão sendo feitos na estrada, o Ibama reconhece que não há motivos para que o embargo continue”.
Serviços informados pelo Dnit ao Ibama

Atividades de manutenção da BR-319
*Recomposição mecanizada de aterro.
*Recomposição de revestimento primário.
*Limpeza lateral e roçada.
*Reforma de pontes de madeira.
*Substituição de pontilhões de madeira deteriorados por bueiros.
*Substituição de bueiros metálicos rompidos.

Aristide Furtado


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Em 10 anos Auto ‘Escola Shalon’ habilita mais de 700 condutores

1º Carteira Nacional habilitações de seus

Eduardo Ribeiro e o Instrutor de Legislação Adson Souza da mesma estiveram (Foto: Edy Lima)


O proprietário da ‘Auto Escola Shalon’ Eduardo Ribeiro e o Instrutor de Legislação Adson Souza da mesma estiveram na manhã da última quarta-feira (14) no programa de rádio ‘Gerando Oportunidade’, falando a respeito dos trabalhos que foram realizados pela a escola em 2014 no município de Manicoré.

Segundo o empresário Eduardo Ribeiro, a Auto Escola Shalon em dez anos já habilitou cerca de quinhentos e dezesseis motoristas em Manicoré, e no Distrito de Santo Antônio do Matupi, quilômetros 180, pertencente à Manicoré, lá foram habilitados duzentos e sessenta e cinco motoristas, em um total de setecentas e oitenta e uma CNH.

Ribeiro disse que neste ano de 2015 a Auto ‘Escola Shalon’ completará 11 anos de funcionamento no município de Manicoré, e que os Sindicatos e Associações de Manicoré, podem procurar o escritório da auto-escola para um entendimento sobre como tirar a 1º Carteira Nacional habilitações de seus sindicalizados ou associados.  “Também estamos facilitando para o motorista ou motociclista o parcelamento em até 10 vezes do pagamento de sua primeira CNH. Tudo isso para dar mais comodidade ao condutor de veículo de quatro ou duas rodas”.  

A Auto Escola Shalon está localizada na Travessa Santo Dumonth – Centro/MANICORÉ-AM. Informações pelos celulares: (97) 99153-7270/ (97) 98803-2190  
      

Edy Lima DRT-AM 1823

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Ler no ônibus descola a retina?

Só se o veículo sofrer um acidente. Mas a leitura pode levar à tontura 

  Antes que você leve este texto até sua mãe, pai ou responsável para fazer troça, saiba que eles só queriam o seu bem. A verdade é que você pode ler as obras completas de Jorge Amado na Belém-Brasília que a retina vai continuar colada. Mas, fazendo isso, você ainda corre o risco de ficar tonto. 

(Divulgação)


Basicamente, essa tontura vem do fato de que quem lê no ônibus está mandando duas mensagens conflitantes para o sistema nervoso. Do ponto de vista central, concentrada no texto à sua frente, você está parado. Mas a visão periférica capta a paisagem correndo ao seu lado e manda avisar que você está em movimento. "Isso gera uma confusão entre o cérebro e a visão que pode causar um mal-estar", explica Paulo Mello Filho, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Mas essa indisposição não tem nada a ver com descolamento da retina - e pode ser facilmente evitada se você fechar a cortininha da janela do ônibus.

Claro que toda regra tem exceção: a literatura oftalmológica registra o caso de um cidadão amazonense que descolou a retina lendo a bordo de um barco. Todavia, como ressalta Omar Bonilla, presidente da Sociedade de Oftalmologia do Amazonas, o leitor tinha agravantes que contribuíram para o descolamento: 6 graus de miopia e um caso severo de diabetes.

Para um olho normal, o perigo está mesmo na trombada no futebol, no cinto de segurança que escapa, nos psicopatas fãs do filme Laranja Mecânica (ver quadro Saindo da Retina). Ou seja, uma pancada muito forte próxima dos olhos. O descolamento inicial pode ser pequeno, notado apenas pelo surgimento de pequenas manchas na visão, mas, sem tratamento rápido, a retina inteira pode se descolar.

Saindo da retina Para que ela descole, é preciso muito mais que leitura
Ler não dá L.E.R.
A retina é uma camada interna do olho, que recebe e repassa imagens para o cérebro. Colada no globo ocular, ela não descola apenas com um movimento involuntário fruto de uma leitura no ônibus. É preciso algo mais forte.

Ponto de vista
Uma retina normal só se descola após receber um impacto muito forte, como no exemplo acima. Descolada, ela não reflete mais as imagens captadas: começa com algumas manchas e avança até a perda da visão.

Silicone nela
O tratamento tem de ser imediato, e geralmente inclui cirurgia. No procedimento mais comum, é colocado um anel de silicone em volta do olho. Permanente, o anel serve para suturar a retina rompida e restaura a visão normal.

por Renata Magnenti - Super Interresante

Fontes Hospital dos Olhos, Instituto Benjamin Constant, Conselho Brasileiro de Oftalmologia e Sociedade de Oftalmologia do Amazonas.

 

domingo, 27 de janeiro de 2013

Confira as dicas de condução que evitam prejuízos em dias de chuva

Alguns detalhes na direção como avançar com cuidado, sem trocar a marcha, de preferência de primeira, previne riscos de acidentes nos dias chuvosos do AM

Passar em alta velocidade pode causar dano ao carro, como água no motor, e à visibilidade de outros motoristas.
Passar em alta velocidade pode causar dano ao carro, como água no motor, e à visibilidade de outros motoristas. (Luiz Vasconcelos)
Nessa época do ano, as chuvas começam a atormentar o trânsito manauara, principalmente em função dos alagamentos. Mas se você conhecer bem a pista e a água não estiver passando do assoalho do carro, a dica é avançar com cuidado, sem trocar a marcha, de preferência de primeira, e em baixa velocidade.

É o que diz o mecânico automotivo Geraldo Pereira, que tem mais de 40 anos de experiência. Segundo ele, a troca de marcha ao passar por uma área alagada pode queimar o sistema de

Embreagem

“O conjunto de embreagem liga a potência do motor ao câmbio, então se entra água, a caixa de marcha perde aderência”, explica. A esse ato de perder aderência também é usado o termo “patinar”.

Velocidade

Outra dica para passar por áreas alagadas é diminuir a velocidade. . “É arriscado o motor aspirar água para dentro, o que chamamos calço hidráulico”, diz ele. O carro para na hora.

Nesse caso, o ele explica que o ideal é, se possível, primeiramente tentar tirar o veículo da região alagada. Depois, deve-se ligar o motor e esperar o sistema de embreagem aquecer. Passados alguns minutos, o sistema de embreagem finalmente aquece, a ponto de secar a caixa de embreagem. O carro, portanto, pode voltar  a andar perfeitamente.

Preso no chão

Pneus, suspensão e amortecedores. Eis os componentes cujo bom estado é imprescindível para um melhor nível de segurança sua e de sua família. “Esses três é que dão aderência do carro ao solo. Em época de chuva tem que verificar isso”, diz Geraldo Pereira.

A vida útil dos pneus é em média de três anos, mas sujeita a grandes variações. “Depende do uso. É por isso que em uma corrida de Fórmula 1, às vezes é preciso trocar um pneu ‘novinho’ que já está gasto”, diz ele.

Já quanto à suspensão e aos amortecedores, sua vida útil pode ser verificada na revisão do veículo, que deve ser feita a cada 15 mil quilômetros rodados.

Condução responsável

O período de chuvas também é vilão das laterias, mas além do prejuízo material, o dano físico pode ser irreparável. Por isso, a atenção tem que ser redobrada: freiadas bruscas, freio nas curvas, carro em ponto morto... tudo isso está condenadas. “Ponto morto é perigoso. Até numa ladeira, a marcha que se usa pra subir é a mesma que usa pra descer”, acrescenta Geraldo, lembrando que as pistas molhadas são causadoras de acidentes nesta época do ano.

FELIPE DE PAULA 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

AM é o 13º campeão em atropelamentos de crianças

Ong 'Criança Segura' divulga ranking dos estados campeões em atropelamentos de crianças no país. Pelo estudo, foram registrados 1.895 mortes de crianças de 0 a 14 anos no trânsito, 711 que vitimaram a criança na condição de pedestre no país. O estudo teve como base os números de mortalidade de 2010, os mais atuais divulgados pelo Ministério da Saúde

De acordo com dados do Disque Direitos Humanos, o Disque 100, apenas nos primeiros quatro meses de 2012 o módulo Criança e Adolescente registrou 34.142 denúncias
De acordo com dados do Disque Direitos Humanos, o Disque 100, apenas nos primeiros quatro meses de 2012 o módulo Criança e Adolescente registrou 34.142 denúncias (Ney Mendes)

O trânsito é responsável pela principal causa de morte, entre os acidentes, de crianças e adolescentes até 14 anos no Brasil. Do total de lesões que vitimam a criança no trânsito, a maior parte, 38%, corresponde aos atropelamentos.

Para entender os dados mais profundamente, gerar alerta para as medidas de prevenção desta lesão e incentivar a adoção de políticas públicas que visem reduzir estes acidentes, a Ong 'CRIANÇA SEGURA' realizou um estudo tendo como base números de mortalidade de 2010, os mais atuais divulgados pelo Ministério da Saúde.

Pelo estudo, foram registrados 1.895 mortes de crianças de 0 a 14 anos no trânsito, 711 que vitimaram a criança na condição de pedestre. Outras 7.392 foram internadas devido a atropelamentos. Os pequenos são mais vulneráveis a este perigo porque estão expostos às condições de tráfego que superam sua capacidade de percepção do risco.

As idades e sexo das crianças vítimas destes acidentes também foram considerados. As mortes com crianças de 10 a 14 anos representaram 35%, com crianças de 5 a 9 anos 34%, de 1 a 4 anos, 28% e 3% no caso das crianças com menos de 1 ano. Os meninos foram vítimas quase duas vezes mais que as meninas, sendo 65% das mortes por atropelamentos com garotos e 35% envolvendo garotas.

Ranking por regiões

O estado de Sergipe foi o campeão em mortes de crianças vítimas de atropelamentos, com taxa de 2,88 por cem mil habitantes menores de 15 anos, seguido de Tocantins, com 2,76, Goiás com 2,50, Santa Catarina, com 2,28 e Alagoas, com 2,20. O Amapá apresentou a menor taxa: 0,90. O Amazonas aparece em 13º lugar com 1,64.


 EstadoTaxa por cem mil Hab. menores de 15 anosEstadoTaxa por cem mil Hab. menores de 15 anos
1.     Sergipe2,8813. Amazonas e Pernambuco1,64
2.     Tocantins2,7614. Pará e Rio Grande do Sul1,57
3.     Goiás2,5015. Rio de Janeiro1,54
4.     Santa Catarina2,2816. Maranhão1,52
5.     Alagoas2,2017. Mato Grosso do Sul1,47
6.     Mato Grosso2,1818. Ceará1,46
7.     Piauí2,1719. Bahia1,36
8.     Distrito Federal2,1420. Minas Gerais1,25
9.     Espírito Santo2,0921. São Paulo1,06
10.  Paraná2,0522. Paraíba0,94
11.  Rondônia1,8923. Amapá0,90
12.  Rio Grande do Norte1,78

Acre e Roraima não apresentaram registros de mortes por atropelamentos o que pode estar relacionado à uma deficiência na notificação destas lesões.

Crianças são mais vulneráveis aos atropelamentos

Ainda em desenvolvimento, são incapazes de discernir a velocidade e distância dos veículos, direção de onde vêm os sons, tem a visão periférica limitada (não enxergam nas laterais) e, devido à sua estatura, nem sempre podem ser vistos pelos motoristas. O imaginário infantil também influencia neste caso: as crianças são capazes de acreditar que podem sair ilesas após uma batida – assim como assistem nos programas de TV por exemplo.

Além destas dificuldades, o ambiente em que transitam as crianças apresenta um grande potencial de risco e poucas condições de segurança para os pedestres. Entre outros fatores que causam o atropelamento, está a ausência de uma campanha educativa para motoristas e pedestres, desrespeito aos limites de velocidade, falta de calçadas, sinalização ineficiente, vias e rodovias projetadas sem os devidos cuidados para pedestres e a falta da cultura do respeito às leis. No entanto, a principal causa destes atropelamentos, pode estar relacionada à falta de um adulto com as crianças quando elas estão no trânsito.

Prevenindo os atropelamentos:

Para prevenir este acidente, os responsáveis devem supervisionar sempre até que a criança demonstre habilidades e capacidade de julgamento do trânsito. Isto se dá a partir dos 10 anos aproximadamente. Além disso, devem adotar algumas medidas:

- segurar sempre a criança, firme, pelo pulso, enquanto estiverem caminhando na rua;

- não permitir a brincadeira em locais que não são adequados como entradas de garagens, quintais sem cerca, ruas ou estacionamentos;

- acompanhar a criança para identificar o caminho mais seguro e ensinar a completá-lo de forma segura e cuidadosa.

Além de dar o bom exemplo, os responsáveis também devem ensinar a criança:

- a olhar para os dois lados várias vezes antes de atravessar a rua;

- utilizar a faixa de pedestres sempre que disponível;

- obedecer aos sinais de trânsito;

- não atravessar a rua por trás de carros, ônibus, árvores e postes;

- nunca correr para a rua sem antes parar e olhar se vem carro - seja para pegar uma bola, o cachorro ou por qualquer outra razão;

- esperar que o veículo pare totalmente ao desembarcar do ônibus e aguardar que ele se afaste para atravessar a rua.

*Os dados são da Ong 'Criança Segura' divulgados pela assessoria de imprensa. 


ACRITICA 

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Prefeitura realiza ações no trânsito e melhora luz da cidade



A prefeitura e o DETRAN fecharam uma parceria para diminuir os acidentes no trânsito através de ações educativas pelas ruas da cidade.com este objetivo estão sendo realizadas diversas blitz no perímetro urbano, seguidas de orientação aos motociclistas para o uso de capacete.
A ausência desta importante proteção para a cabeça tem sido a principal responsável pelos acidentes fatais acorridos ao longo dos últimos anos, deixando famílias desoladas pela quantidade, cada vez mais elevada, de vítimas.
A exigência da habilitação de motorista em dia é outro elemento fundamental para evitar as mortes no trânsito. Os motoristas de automóveis e motos têm sido abordados para mostrar suas carteiras oficiais.
Mas para se alcançar o resultado é preciso que as ruas sejam melhor sinalizadas, os buracos no asfalto fechados e que os meios  fios estejam desimpedidos e limpos.
Nesta direção, a prefeitura vem fazendo uma série de sinalizações horizontais, limpando os bueiros e meios fios e realizando mutirões para tapar os buracos existentes nas ruas principais e adjacentes, mesmo com poucos recursos financeiros os trabalhos têm alcançado seus objetivos.
Outra medida que tem auxiliado a diminuição de acidentes é a iluminação pública das ruas.
A prefeitura está trocando centenas de lâmpadas de postes localizados nos diversos logradouros públicos do perímetro urbano.
As fiações inadequadas ou com problemas na rede de energia estão sendo mudadas.
Essas ações têm alcançado bons resultados, mesmo que a administração tenha consciência que muito ainda tem que ser feito, em função do crescimento e desenvolvimento acelerado do município.
Na zona rural, a prefeitura vem disponibilizando geradores elétricos em centenas de comunidades, com a finalidade de oferecer energia elétrica permanente aos seus habitantes. Está é uma das prioridades da administração municipal, que junto com o programa do governo federal luz para todos, tem se desdobrado para que Manicoré disponha de energia elétrica em todas as regiões.

domingo, 25 de março de 2012

Pedestres podem ser multados e pagar indenização ao motorista em Manaus

Quem anda a pé também pode ser penalizado por comportamento abusivo no trânsito e irresponsável

O Código de Trânsito Brasileiro (CBT) é claro: Todos os cidadãos têm sua parcela de responsabilidade para manter o equilíbrio nas relações no trânsito. Mas, fora das páginas do código que rege as legislações de controle do trânsito, os motoristas são sempre apontados como os grandes vilões dessa relação, pois  colocam a  própria vida e a dos outros em risco devido a comportamento abusivo e irresponsável. Mas o que fazer quando é o pedestre que comete irregularidades no trânsito?
Tanto quanto os motoristas, os pedestres também estão passíveis de serem penalizados  por comportamento abusivo e irresponsável no trânsito. Pelo artigo 254 do Código de Trânsito, a multa  para o pedestre custa R$ 26,60, que equivale 50% do  valor da multa para motorista. Mas, como ainda  não há regulamentação para essa penalidade por questões jurídicas, os pedestres infratores continuam impunes, mesmo que a  multa esteja prevista desde o código de 1966.
“Aqui no Amazonas ainda não registramos nenhum caso em que o pedestre seja considerado culpado ou que tenha que pagar multa por irregularidades no trânsito. Essa lei carece de uma regulamentação nacional. Quando temos casos de acidentes com vítimas, encaminhamos para a Vara de Transito. Mas, como consta no Código de Trânsito, é possível sim a culpabilidade do pedestre ou a reciprocidade da culpa”, explicou a diretora do Departamento Estadual de Trânsito, Mônica Melo.
Abusos
Nas ruas é fácil encontrar comportamentos irresponsáveis cometidos pelos pedestres. Na Avenida Djalma Batista, bem em frente ao Amazonas Shopping, os pedestres dispõem de uma passarela para atravessar  em segurança. Mas, a maioria prefere arriscar-se atravessando correndo em frente aos carros e ônibus para chegar ao outro lado. Foi o que aconteceu com a doméstica Lilian Costa Coelho, 31, que atravessou a avenida puxando a filha de apenas cinco anos. Quando viu que um ônibus se aproximava, a doméstica, literalmente, arrastou a menina, que ainda não tem agilidade e entendimento suficientes para saber que estava correndo para não ser atropelada. “É muito difícil subir a passarela com uma criança no colo. É muito pesado para mim quando estou sozinha. Por isso, quando espero e quando o trânsito melhora eu atravesso”, disse Lilian.
Quando questionada sobre a segurança, Lilian coloca a culpa nos motoristas. “Os carros andam com muita velocidade por aqui. Mesmo vendo que a gente está atravessando eles não respeitam”, disse a mãe, tentando justificar o comportamento errado.
O estudante Luís Gomes Carneiro, 18, fica sem jeito quando vê que está sendo fotografado atravessando em baixo da passarela. Ele correu para tentar alcançar o ônibus que descia no sentido contrário ao dele, mas não conseguiu entrar no veículo. “A gente que pega ônibus tem mais dificuldade porque perdemos muito tempo subindo e atravessando a passarela”, justificou-se.
Sistema importado e incompleto
As faixas de pedestres realçadas com a cor vermelha implantadas em Manaus foram  inspiradas no sistema de faixas utilizados em Miami  (EUA). Mas, na casa do ‘Tio Sam’, o sistema implementou em todas as faixas de pedestres dois semáforos, um destinado aos motoristas e outro aos pedestres. O semáforo dos pedestres impõe um  tempo limite para que ele atravesse a via, através de um contador. Os pedestres flagrados atravessando a faixa fora do tempo estipulado podem ser advertidos e até multados, exce tuando-se os idosos e portadores de deficiência.  E, aqueles que atravessam a rua usando o celular recebem “ticket” de U$S 50 (R$ 90), na cidade de Rexburg. Na Filadélfia, as multas chegam a US$ 120 (R$ 217,2) para os pedestres.
Ao contrário do que ocorre na cidade americana, onde todas as faixas vermelhas dispõem dos dois tipos de semáforos, em Manaus, o pedestre tem que sinalizar, com a mão, para atravessar a via, seguindo as orientações da campanha “Tô na Faixa”. Nem todas as faixas vermelhas têm o semáforo do motorista, o que ocorre nas antigas faixas brancas. Mas, alguns pedestres se utilizam  para atravessar, nas faixas brancas, com o sinal verde para a passagem dos carros. “Já aconteceu comigo. Eu vi que o semáforo estava verde e segui em frente, porque estava na minha razão, mas uma mulher atravessou na frente e quando eu indiquei que o sinal estava verde para mim, ela gritou dizendo que estava na faixa”, disse Adhemar Soares Gonçalves.
A empresária Tamires Macthiles disse que já teve que desviar de pedestres que atravessavam fora da faixa. “Cheguei na faixa e o sinal estava aberto para mim. Do nada, surgiu um homem correndo que quase se joga em cima do meu carro, logo depois da faixa.
Tomados por suicidas à luz da lei
A Justiça do Amazonas não registra até o momento nenhum caso em que o motorista ganhou indenização porque o pedestre provocou o próprio atropelamento. Em outros Estados, contudo, existem decisões dessa natureza, o que poderia render boas multas para a dona de casa Lilian Coelho e o estudante Luis Gomes Carneiro.
À luz da lei, pedestres que insistem em colocar a vida em risco, atravessando debaixo da passarela, fora da faixa de pedestres, andar no meio da rua na, na faixa de passagem de ônibus podem ser encarados como suicidas uma vez que estão cientes do perigo e, mesmo assim, atravessam em locais inseguros. E, quando o motorista está ciente da legislação de trânsito, pode, inclusive, representar, juridicamente contra o pedestre infrator por considerar que o colocou em situação de perigo com intenção de prejudicá-lo juridicamente.
Em 2009, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul  deu ganho de causa a um motorista, num processo movido pelo próprio pedestre. Após escutar  os testemunhos e a análise da situação, o pedestre foi condenado a pagar uma indenização não revelada ao motorista que o atropelou. A Justiça gaúcha entendeu que ele  provocou o acidente por ato de negligência ao atravessar a rua.
Caso Thor passível de receber multa
A perícia no corpo do ciclista Wanderson Santos, que morreu atropelado pelo estudante Thor Batista, filho do m ilionário Eike, tinha ingerido álcool e supostamente estaria no meio da pista. Esse comportamento poderia render-lhe uma multa.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

REDUÇÃO DE ACIDENTES NO TRÂNSITO DE MANICORÉ :

Reportagem : Edy Lima. Fotos: Gabriel Caitando
Manicoré a cinco (5) anos atrás, só sonhava em ter sinalização, mais parecia ser um sonho muito distante, não tinha um Governo Municipal para tomar iniciativa diante do Governo Estadual e nem junto ao Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN-AM).
O Município não é diferente de outros no Brasil, tem aproximadamente sessenta mil (60.000), habitantes, tem avenidas, ruas, ruelas e becos, a cidade tem muitas motocicletas, automóveis, triciclos feito de bicicletas para carregar pequenas cargas, com isso o fluxo do trânsito ficava caótico nas avenidas e ruas de maior movimento.
O índice de acidente no trânsito, para um município pequeno era assustador principalmente no fim de semana, o condutor tinha que dirigir com atenção dobrada, fazendo o possível e o impossível para não causar acidentes, tudo porque não tinha sinalização.
Atendendo ao pedido de socorro das pessoas, dos familiares que tiveram perca na família por motivo do trânsito, o Prefeito Manoel de Oliveira Galdino e Vice-Prefeito Lúcio Flávio, foram até ao Governador, levaram propostas e parceria, e diante de tal situação o Governo Sr.Omar Aziz se sensibilizou, e fez com que o (DETRAN-AM), viesse fazer as sinalizações das ruas, travessas e avenidas da cidade.
A reportagem deste Blog esteve conversando com o responsável do (DETRAN), Sr. Oyane, em Manicoré, e segundo ele depois que a cidade teve oitenta (80) por cento de sinalização, o índice de acidentes diminuiu muito, mais com um, porém, motoristas de automóveis não estão usando o sinto de segurança, motociclistas não estão usado o capacete na cabeça, muitos condutores tanto de veículos de quatro (4) rodas e de duas (2) rodas não estão respeitando as sinalizações, ou seja, muitos deles fazem vista grossa, infringindo a lei de trânsito.
Hoje manicoré já conta com a Alta Escola Shalom, na pessoa do Sr. Ribeiro que vem fazendo um trabalho muito importante com condutores de veículos, realizando curso de direção veicular e dando curso de legislação de trânsito.
No dia das provas professores autorizados do (DETRAN) do Amazonas, vem até a cidade ministra as mesmas.
Graças a Deus, o trânsito melhorou em nossa cidade.