Historicamente, Estado importa mais insumo do que exporta manufaturados
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| Indústrias locais importam grande volume de insumos, principalmente da Ásia |
Em
seis meses, o Amazonas registrou um déficit de US$ 6,01 bilhões na
balança comercial, alta de 5,32% em relação a igual período do ano
anterior, conforme dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior (Mdic). No mês de junho, o Estado anotou seu terceiro
pior resultado do ano, com saldo negativo de US$ 998,68 milhões. O
Estado teve uma queda de 13,41% no número de produtos enviados ao
exterior, depois de registrar o melhor desempenho quanto ao volume de
exportações em 2012, com cifras correspondentes a US$ 88,85 milhões em
maio.
Com
base no levantamento, o resultado de importações foi o terceiro mais
alto anotado no ano, embora tenha sido 14,72% inferior ao de mês
imediatamente anterior. Enquanto no quinto mês do ano, a quantia de
dólares oriunda de mercadorias enviadas para fora do mercado interno foi
de US$ 1,26 bilhão, em junho, estas cifras foram de US$ 1,07 bilhão.
Embora com a valorização do dólar, o professor de economia da
Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Renilson da Silva, analisou que
a alta deve refletir no desempenho do indicador apenas no segundo
semestre, tendo em vista as encomendas antecipadas e, consequentemente, o
estoque das indústrias da região.
Apesar
dos possíveis reflexos da elevação da moeda americana nos resultados do
segundo semestre, Silva lembrou que o Amazonas não é tradicionalmente
conhecido por exportar, por isso as mudanças não resultariam em grande
impacto. Ele detalhou que uma das opções para impulsionar a sinalização
de dados positivos é a instalação de indústrias de semicondutores no
País, impedindo a grande demanda de componentes eletrônicos importados.
“Se isto acontecesse, poderíamos inverter essa performance da balança
comercial”, apontou.
O
vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas
(Fieam), Nelson Azevedo, comentou que o Amazonas não é “eminente
exportador”, mas este saldo deve melhorar com a procura de fornecedores
de componentes nacionais. “Especialmente quando a importação de
componentes caros influi diretamente no preço do bem final, o que
significa a perda de competitividade na região”.
Dados Nacionais
Entre
os dias 2 e 6 de julho, a balança comercial brasileira registrou
superávit de US$ 623 milhões. No acumulado, o saldo é de US$ 7,69
bilhões, com exportações de US$ 122,57 bilhões e importações de US$
114,88 bilhões.

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