Cieam afirma que fábricas de eletroeletrônicos suspenderam as atividades por não terem mais insumos
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| Polo de eletroeletrônicos produz televisores, monitores, câmeras, entre outros |
Quatro
fábricas do polo de eletroeletrônico estão totalmente paradas desde a
última semana e 8 mil trabalhadores estão de férias remuneradas, segundo
o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam),
Wilson Périco. A situação é consequência da greve dos auditores fiscais
da Receita Federal, uma vez que os insumos que deveriam ser
manufaturados estão parados no porto e no aeroporto de Manaus. O Cieam
ingressa ainda esta semana um pedido na Justiça Federal para que os
insumos sejam liberados o mais rápido possível.
O
presidente do Cieam, Wilson Périco, não quis divulgar os nomes das
fábricas que fecharam as portas, mas informou que três delas são de
grande porte e uma de médio porte, e que diante deste cenário os
empresários não podem mais “contar com a sorte” para terem os insumos
liberados na Receita Federal. “Há produtos que estão parados na Receita
desde o início da greve, há 15 dias. Estamos formalizando um documento
jurídico, possivelmente um mandado de segurança, para que nossos
direitos sejam garantidos”, afirmou. De acordo com Périco, até o fim
desta semana pelo menos outras cinco fábricas devem suspender suas
atividades por falta de insumo.
Deve
aumentar também o número de trabalhadores que ficarão em casa por não
terem o que fazer no trabalho. “É uma situação ruim, em um momento em
que o Polo Industrial de Manaus (PIM) vive uma crise no setor de duas
rodas, agora, temos que administrar os prejudicados das fábricas do
setor de eletroeletrônico”. O movimento de greve dos auditores fiscais
iniciou no último dia 18 de junho. Durante três dias da semana trabalham
em “operação padrão”, onde mercadorias que levariam dois dias para ser
liberadas, estão levando no mínimo oito, e com a “operação crédito
zero”, onde as empresas não recebem créditos autorizados pela Receita
Federal. Nos outros dois dias da semana, simplesmente, não há
expediente. Na primeira semana de greve, segundo a Receita, 400
desembaraços deixaram de ser feitos e apenas cem foram realizados.
Ontem, o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita
Federal no Amazonas (Sindifisco-AM), Eduardo Toledo, não soube informar
dados atualizados do que está pendente.
Segundo
cálculos do Cieam, o faturamento diário do PIM é de US$ 160 milhões. Se
ao menos dez fábricas pararem suas atividades a perda diária chega a
US$ 16 milhões. “Já que o Governo, em todas suas esferas, não tem nos
auxiliado e o cerco a cada dia se aperta, temos que fazer algo e
corrermos para diminuir esse impacto”, avaliou Périco. A
Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) questiona a
informação do Cieam, uma vez que toda movimentação de vitalidade das
fábricas do PIM passam pela autarquia e, até o momento, não foi
comunicada que houve suspensão total de atividades.

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